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sexta-feira, 27 de julho de 2012

LANÇAMENTO DO 1° CD DO GRUPO AS SEVERINAS


AS SEVERINAS - UM GRUPO FORMADO POR TRÊS MULHERES ARRETADAS QUE ALÉM DE ARTISTAS TAMBÉM SÃO GRANDES POETISAS, VEM MOSTRANDO OS SEUS ENORMES TALENTOS MUSICAIS E POÉTICOS, QUE TEM SINDO UM ORGULHO PARA OS MUNICÍPIOS DE SÃO JOSÉ DO EGITO E ITAPETIM. SÃO ELAS ISABELLY, MONIQUE E MARÍLIA. O NOSSO FORRÓ VERDADEIRO, O NOSSO FORRÓ RAIZ, O FORRÓ PÉ DE SERRA ESTÁ SENDO BEM REPRESENTADO COM ESSA TRINDADE QUE NÃO É A TRINDADE SANTA, MAS É TRINDADE TAMBÉM. O BLOG SERTÃO POETA DEIXA OS SINCEROS PARABÉNS POR MAIS UM DEGRAU ALCANÇADO QUE É O LANÇAMENTO DO SEU PRIMEIRO CD, E DESEJA MUITO SUCESSO A ESSAS GAROTAS NORDESTINAS ARRETADAS QUE ESTÃO DANDO CONTINUIDADE A NOSSA MAIOR RIQUEZA CULTURAL  QUE É O NOSSO FORRÓ PÉ DE SERRA.   

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Até quando meu Deus será que dura, Esta seca no meu belo Sertão




Meu sertão nesta seca prolongada
O matuto nosso fiél heroi
Alta noite sua cabeça dói
De pensar no clamor da filharada
De manhã sem ter leite nem coalhada
Sem arroz, sem farinha e sem um pão
Um pouquinho de agua no cacimbão
Vai buscar só encontra lama pura
Até quando meu Deus será que dura
Esta seca no meu belo Sertão

Meu sertão da famosa vaqueijada
Dos vaqueiros que cantam de manhã
Cada aboio que ecoa lá na chã
Despertando a alegre passarada
Hoje em dia o sertão não tem mais nada
O sol quente torrou a plantação
Não deu fava, nem milho, nem feijão
E nem cana pra fazer a rapadura
 Até quando  meu Deus será que dura
Esta seca no meu belo Sertão

Cai a folha cinzenta do pereiro
Seca o pé de cajueiro no baxio
A coruja tristonha solta um pio
Por não ver uma fruta no cardeiro
Seca a água que tinha no barreiro
Não vem gia em redor do cacimbão
O xexéu desafina o violão
Nunc a mais toca um hino de ternura
Até quando  meu Deus será que dura
Esta seca no meu belo Sertão

Autora: Roseane Lopes (Subrinha do Poeta Zé Catota)

Quando choveu no sertão




Ouvi cantar o xexéu
Nos galhos das aroeiras
Acordei com o doce canto
Dos richinóis nas biqueiras
Respondendo aos assovios
Dos inhambus nas capoeiras

Autora: Roseane  Lopes (Subrinha do Poeta Zé Catota)

Vale do pajeú




Uma saudade bonita
Com oitenta petalas finas:
A beleza das boninas
O perfume das mesquitas
Agraçeada pela fita
Da flor do mandacaru
Verdes ramos de bambu
Com milhões de pirilampos
Tochas sagradas dos campos
Do vale do pajeú

Autora: Roseane  Lopes(Subrinha do Poeta Zé Catota)



Se deus me levar pro ceu
Talvez eu fique por lá
Se comer das iguarias
Que os anjos chamam manjá
E recitar poeias
Com segredo das estrias
Da flor do maracujá

Eu posso até ficar lá
Talvez um fim de semana
Se tiver as diademas
Das flores da jetirana
Com folhinhas inquietas
E meus amigos poetas
Cantando e bebendo cana

Autora: Roseane Lopes (Subrinha do Poeta Zé Catota)

Se os meus olhos não virem mais teu rosto, A tristeza me leva à sepultura




Altas noites eu saio pelas ruas
Para mim estou te vendo em cada esquina
No silencio da busca vespertina
Para mim estou ouvindo as frases tuas
Os teus olhos emitem duas luas
Clarenado as paisagens da natura
Trazendo-me a lembrança viva e pura
De um dia eu viver ao teu encosto
Se os meus olhos não virem mais teu rosto
A tristeza me leva à sepultura

Se os meus olhos tiverem a pouca sorte
De não mais avistarem o teu semblante
O teu sorriso romantico delirante
O teu porte de atleta meigo e forte
Tenho plena certeza que a morte
Dar-me-á  por abrigo a cova escura
Mas minhalma ansiosa te procura
Até nu lugar que o sol é posto
Se os meus olhos não virem mais teu rosto
A tristeza me leva à sepultura

Neste lago de ondas cristalinas
Onde vamos seguindo sem parar
Eu tambem aprendi a velejar
O meu barco de dores e ruinas
No balanço incasável das andinas
Minha vista revoa se mistura
Se o naufrágio leva-me à lona pura
Morrerei afogada no desgosto
Se os meus olhos não virem mais teu rosto
A tristeza me leva à sepultura

Mais pensando que ainda  te assisto
Nos calores fraternos dos encontros
Já que a vida tem tantos desencontros
Eu espero na duvida não insisto
Asseguro-te que nunca tinha visto
Outros lábios pra ter tanta ternura
Se há parte do santo em criatura
O teu lindo semblante está composto
Se os meus olhos não virem mais teu rosto
A tristeza me leva à sepultura


Autora: Roseane lopes (Subrinha do Poeta Zé Catota)