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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Cordel Sobre o Mormo - Doença Infectocontagiosa

Imagem da Net

Infectocontagiosa
E quase sempre letal
Doença do MORMO faz
Um estrago no curral
Piogranulomatosa
É doença poderosa
Na maioria fatal

Como sinal principal
Que ele já adoece
São úlceras ou linfangite
Perda de peso acontece
Com diarreia, edemas.
Que podem ser mais extremas
A febre alta aparece

A bactéria merece
Ser sempre mais estudada
Como catarro de burro
No Pernambuco é chamada
Aos equinos vem matando
Cura não vem encontrando
E esta sendo espalhada

É caracterizada
Por lesões respiratórias
Também por lesões linfáticas
Cutâneas inflamatórias
Podem ser agudas, crônicas.
De forma a ser anacrônicas
No decorrer das histórias

O MORMO tem trajetórias
Logo na Primeira Guerra
Dizem que foi maior surto
Da doença e não encerra
Desta terra da Europa
O MORMO matou a tropa
De equinos desta terra

Ainda durante a Guerra
Também foi analisado
Que a bactéria foi
Usada neste passado
Quatro países na lógica
Como arma biológica
Contra equinos tem usado

 MORMO é considerado
Endêmico neste Nordeste
Em quase todos estados
É alarmante esta peste
Os casos só têm subido
É o que tem percebido
Isto vem sendo inconteste

 Para que o MORMO empeste
Tem dado atribuição
Aos animais para esportes
Em grande circulação
Animais neste momento
Para o entretenimento
E para reprodução

O meio de infecção
Principal é digestiva
Por comer contaminados
Água pode ser passiva
Via cutânea acontece
Respiratória aparece
De forma bem corrosiva

Sendo bastante agressiva
Por secreções é mantida
A fonte de infecções
Que no pasto é inserida
Contamina os vegetais
O ar, a água os locais.
E por lá é ingerida

Trata-se tirando a vida
Já que não tem tratamento
É necessário com calma
Limpar todo equipamento
Desinfetar o local
Com o produto ideal
Para não ressurgimento

E para deslocamento
Dos animais indo embora
O controle é rigoroso
Buscando esta melhora
Para mudar este estado
E não ter infectado
Levando o MORMO lá fora

Analisando isto agora
Sobre casos em humanos
No século 20 já teve
Falo isso sem enganos
Levando vários a morte
E para mudar a sorte
Já esta mudando os planos

 Esta mudança de planos
É porque querem fazer
Vacina para humanos
Já tentam desenvolver
Para regiões endêmicas
E em fazes epidêmicas
Nenhum humano morrer.

Autor: José Nilton (Poeta Divino)
De São José do Egito - PE
Pagina do Poeta no Facebook: https://www.facebook.com/josenilton.soaressilva?fref=ts



quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Poeta Ciro Filó

Cai a noite, se espalha um véu escuro
Inebria poetas e boêmios
Cada drink lhes servem como prêmios
Ofuscando seus traumas obscuros
Em ensaios poéticos prematuros
Se embriaga e pra lua de presente
Oferece o mais puro do repente
Entristece no fim dessa noitada
Todo dia o sol mata a madrugada
Toda tarde vai preso novamente
No silêncio noturno a vida para
Pra quem dorme qual bela adormecida
Pra quem curte essa noite é outra vida
E quem vive, noutro mundo se depara
Boemia hoje em dia é coisa rara
Mas o gozo é de um jeito diferente
Os sussurros que a noite trás pra gente
Travam tudo no fim dessa jornada
Todo dia o sol mata a madrugada
Toda tarde vai preso novamente
Todo dia o sol mata a madrugada
Assassino inconteste dos amantes
Aos poetas e loucos delirantes
Dá castigos no início da alvorada
Os viventes da noite em revoada
Se escondem cruzando o seu batente
Mas a tarde eles vibram de contente
Pela força da lei da natureza
O juiz pune o sol com tal firmeza
E toda tarde lhe prende novamente
Ciro Filó
Mote: Manoel Filó
Estrofes: Ciro Filó


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Alguns Símbolos do Sertão - Poeta Raimundo Nonato

quadro-o-vaqueiro-nordestino-sertao-seca


Alguns símbolos do sertão
Raimundo Nonato
Curral chiqueiro de vara
Burro jegue e cacimbão
Café torrado no caco
Milho pilado em pilão
Eu acho lindas essas coisas
Que são símbolos do sertão
Capinadeira e boi mano
Canjica angu mungunzá
Pirão pamonha e manzape
Fojo de pegar preá
O lajedo eu acho chique
Mandacaru xiquexique
E do juazeiro juá
Ferro de engomar a brasa
E banco de aroeira
Canga cangalha e gibão
Queimar tijolo em caieira
Alem de ser tradição
O sertão só é sertão
Tendo isso a vida inteira
Espingarda soca, soca.
Bate bucha e bacamarte
Machado que lasca lenha
Facão que ao osso parte
Faca na mão do valente
Faz parte da nossa gente
A culta e nossa arte
Uma casinha de taipa
Outra de alvenaria
E o vento Aracati
À noite a gente aprecia
Coisas do nosso sertão
Quando escrevo uma canção
Boto em minha poesia
Cunha de por em enxada
Prato e panela de barro
Um pote de água fria
Palha pra fazer cigarro
Com carro fora da pista
O boi não é motorista
Mais dirige bem seu carro
Querosene jacaré
Lamparina e candeeiro
E a cadeira de coura
Serve até pro zabumbeiro
Se não tiver um triangulo
Ajudar o sanfoneiro
Chapéu de palha e de couro
Fumo de rolo e tabaco
Rapadura é nosso doce
E frigideira é o caco
Mesmo estando no magote
E a cantiga do capote
Nunca passa de tô fraco
Vaqueiro cuida do gado
E agricultor da roça
O poeta na viola
Decanta a cultura nossa
Um tem dedos calejados
Outro tem braços pesados
E outro tem a mão grossa

São três heróis do sertão
O agricultor roceiro
Gado vaqueiro e cavalo
E o poeta violeiro
Simples e inteligentes
São três heróis residentes
No nordeste brasileiro

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Poeta José Nilton (Poeta Divino) - HAJA PERGUNTA NO AR, PRA QUEM SOUBER RESPONDER

Arquivo da Internet


Por que tanta violência
Se o melhor é a paz?
Por que o povo não faz
 Limpeza na consciência?
Por que é que a ciência
Não vê de Deus o poder?
Por que Jesus seu saber
Ensinava sem cobrar?
HAJA PERGUNTA NO AR
PRA QUEM SOUBER RESPONDER

 Para que o preconceito
Se na morte é igualdade?
Por que o campo e cidade
Não se vê com mais respeito?
Como é que um sujeito
Não saiba se conhecer?
Como alguém pode ver
Se recusando enxergar?
HAJA PERGUNTA NO AR
PRA QUEM SOUBER RESPONDER

 Como enxergar o belo
Com tantos males no mundo?
O dia, mês e segundo.
Que não terá mais duelo?
Quando eu faço um castelo
De amor e com prazer?
Sem medo de perecer
Nem de ladrão carregar?
HAJA PERGUNTA NO AR
PRA QUEM SOUBER RESPONDER

Por que Deus com sua bondade
Nos deixou os mandamentos?
Para que os sofrimentos
Se não fizer caridade?
Por que a felicidade
Não há quem possa vender?
Por que alguém quer viver
E outros suicidar?
HAJA PERGUNTA NO AR
PRA QUEM SOUBER RESPONDER

Por que nossa educação
Esta tão desmantelada?
Jovens brigando por nada
E tanta competição?
Alunos com depressão
Não podem compreender?
Aprendem que pra vencer
Tem que todos derrubar?
HAJA PERGUNTA NO AR
PRA QUEM SOUBER RESPONDER

Por que o homem de bem
Não se vê em todo canto?
Por que se fazer de santo
Se de santo nada tem?
E por que o povo vem
Valorizar só o TER?
Como esquecem o SER
Esquecendo-se de amar?
HAJA PERGUNTA NO AR
PRA QUEM SOUBER RESPONDER

Mote: ??????
Glosa: José Nilton (Poeta Divino)

São José do Egito - PE