segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
A POESIA SEGUNDO DEDÉ MONTEIRO
EXPLICAR A POESIA
NINGUÉM CONSEGUE EXPLICAR.
É MAIS PESADA QUE O CHUMBO,
É LEVE IGUALMENTE O AR...
É FINA COMO CABELO,
É BELA COMO O LUAR!
TOCA NA ALMA DA GENTE
FAZENDO RIR OU CHORAR
FAZ A TRISTEZA MORRER
E O SONHO RESSUSCITAR
A POESIA É TÃO SANTA
QUE, QUANDO UM POETA CANTA,
DEUS PÁRA PRA ESCUTAR!
E, PRA TERMINAR, MEU HINO,
A POESIA, SEU MENINO,
COMO TUDO O QUE É DIVINO
NÃO DÁ PRA GENTE PEGAR...
SE EU PEGASSE A POESIA,
PORTA EM PORTA SAIRIA
IGUAL AO MENDINGO FAZ
PEDINDO NÃO, DANDO ESMOLA,
TOCANDO A MINHA VIOLA
CANTANDO A CANÇÃO DA PAZ.
Autor: Dedé Monteiro
NINGUÉM CONSEGUE EXPLICAR.
É MAIS PESADA QUE O CHUMBO,
É LEVE IGUALMENTE O AR...
É FINA COMO CABELO,
É BELA COMO O LUAR!
TOCA NA ALMA DA GENTE
FAZENDO RIR OU CHORAR
FAZ A TRISTEZA MORRER
E O SONHO RESSUSCITAR
A POESIA É TÃO SANTA
QUE, QUANDO UM POETA CANTA,
DEUS PÁRA PRA ESCUTAR!
E, PRA TERMINAR, MEU HINO,
A POESIA, SEU MENINO,
COMO TUDO O QUE É DIVINO
NÃO DÁ PRA GENTE PEGAR...
SE EU PEGASSE A POESIA,
PORTA EM PORTA SAIRIA
IGUAL AO MENDINGO FAZ
PEDINDO NÃO, DANDO ESMOLA,
TOCANDO A MINHA VIOLA
CANTANDO A CANÇÃO DA PAZ.
Autor: Dedé Monteiro
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
AS QUATRO VELAS
Quatro velas ardiam sobre a mesa,
E falavam da vida e tudo o mais.
A primeira, tristonha: “Eu sou a PAZ,
Mas o mundo não quer me ver acesa…”
A segunda, em soluços desiguais:
“Sou a FÉ! Mas é triste a minha empresa:
Nem de Deus se respeita a Realeza…
Sou supérflua, meu fogo se desfaz…”
A terceira sussurra, já sem cor:
“Estou triste também, eu sou o AMOR…
Mas perdi o fulgor como vocês…”
Foi a vez da ESPERANÇA – a quarta vela:
“Não desiste ninguém! A Vida é bela!
E acendeu novamente as outras três!
Autor: DEDÉ MONTEIRO
Tabira, 12/02/2009
Fonte:Blog do Belmontense
E falavam da vida e tudo o mais.
A primeira, tristonha: “Eu sou a PAZ,
Mas o mundo não quer me ver acesa…”
A segunda, em soluços desiguais:
“Sou a FÉ! Mas é triste a minha empresa:
Nem de Deus se respeita a Realeza…
Sou supérflua, meu fogo se desfaz…”
A terceira sussurra, já sem cor:
“Estou triste também, eu sou o AMOR…
Mas perdi o fulgor como vocês…”
Foi a vez da ESPERANÇA – a quarta vela:
“Não desiste ninguém! A Vida é bela!
E acendeu novamente as outras três!
Autor: DEDÉ MONTEIRO
Tabira, 12/02/2009
Fonte:Blog do Belmontense
A CORUJA COCHILA NA BIQUEIRA, DO ALPENDRE DA CASA ABANDONADA
Ela hoje ta muito diferente
Rodeada de mato e de tristeza
Não tem mais um talher na sua mesa
Nem um dono sentado em seu batente
Não parece que ali já morou gente
Está suja quem antes foi zelada
O capim tomou conta da calçada
Veio um vento e torou a cumieira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
O passado serviu de moradia
Entregou-se pra mera solidão
Quem for lá visitar o casarão
Vai passar muitas horas de agonia
Na dispensa só tem uma bacia
E uma mala de couro empoeirada
E uma porta que resta é desbotada
Que nem dar pra pensar que é de madeira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda resta nas brechas de um bueiro
Maribondo caboclo pendurado
Os morcegos voando no telhado
E as raposas rondando no terreiro
Num cambito de pau de marmeleiro
Uma corda de couro pendurada
Uma espora já toda enferrujada
E uma manta coberta de poeira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda tem duas bandas de um pilão
E as borrachas de um resto de ancoreta
Uma mesa quebrada sem gaveta
E os pedaços jogados pelo chão
Encostado a parede do oitão
Quatro paus segurando uma latada
Uma maquina mimoso desprezada
E duas alças de um resto de peneira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda tem nos recantos da cozinha
Uns pedaços de um resto de consolo
A caqueira pequena de assar bolo
E uma cuia quebrada sem farinha
Lá na sala ainda tem uma quartinha
Que seu dono deixou mais ta quebrada
Uma lata de zinco já furada
Com um pedaço de pau de goiabeira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda achei as guardapas de uma sela
Penduradas no torno da parede
E os pedaços de pano de uma rede
Que seu dono com sono dormiu nela
Lá no quarto ainda tinha uma janela
Que com sol e com chuva foi rachada
E uma calça de mescla remendada
Que seu dono usou pra ir a feira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Aldo Neves
Fonte: Fonte: Blog do Poeta Felipe Júnior
Rodeada de mato e de tristeza
Não tem mais um talher na sua mesa
Nem um dono sentado em seu batente
Não parece que ali já morou gente
Está suja quem antes foi zelada
O capim tomou conta da calçada
Veio um vento e torou a cumieira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
O passado serviu de moradia
Entregou-se pra mera solidão
Quem for lá visitar o casarão
Vai passar muitas horas de agonia
Na dispensa só tem uma bacia
E uma mala de couro empoeirada
E uma porta que resta é desbotada
Que nem dar pra pensar que é de madeira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda resta nas brechas de um bueiro
Maribondo caboclo pendurado
Os morcegos voando no telhado
E as raposas rondando no terreiro
Num cambito de pau de marmeleiro
Uma corda de couro pendurada
Uma espora já toda enferrujada
E uma manta coberta de poeira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda tem duas bandas de um pilão
E as borrachas de um resto de ancoreta
Uma mesa quebrada sem gaveta
E os pedaços jogados pelo chão
Encostado a parede do oitão
Quatro paus segurando uma latada
Uma maquina mimoso desprezada
E duas alças de um resto de peneira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda tem nos recantos da cozinha
Uns pedaços de um resto de consolo
A caqueira pequena de assar bolo
E uma cuia quebrada sem farinha
Lá na sala ainda tem uma quartinha
Que seu dono deixou mais ta quebrada
Uma lata de zinco já furada
Com um pedaço de pau de goiabeira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Ainda achei as guardapas de uma sela
Penduradas no torno da parede
E os pedaços de pano de uma rede
Que seu dono com sono dormiu nela
Lá no quarto ainda tinha uma janela
Que com sol e com chuva foi rachada
E uma calça de mescla remendada
Que seu dono usou pra ir a feira
A coruja cochila na biqueira
Do alpendre da casa abandonada
Aldo Neves
Fonte: Fonte: Blog do Poeta Felipe Júnior
DEPOIS QUE A MISSA TERMINA
Fica no templo somente
O sacristão zelador
Endireitando o andor
Pra usá-lo novamente;
Fica um cego no batente
Tocando uma concertina,
Se uma moeda retina
Ele diz: Deus abençoe!
Mesmo sem saber quem foi
Depois que missa termina.
Uns dois ou três batizados;
As portas entre abertas;
Duas meninas espertas
Arrumando seus trocados.
O padre faz simulados
E com o sacristão combina,
Pra mostrar como se ensina
Pedir trocado em Igreja,
E o padre rindo, festeja
Depois que a missa termina.
O zelador atrasado
Limpa a Igreja ligeiro,
Deposita no lixeiro
Papel, chiclete mascado, ...
Depois põe tudo ensacado
Todo o lixo da faxina
Põe o saco na esquina
Pro carro depois levar
E só volta a arrumar
Depois que a missa termina.
Menino na escadaria
Sacristão correndo atrás;
Um candeeiro de gás
Que bem pouco alumia.
Com a Igreja vazia
O padre tira a batina.
Chega uma irmã vicentina
Querendo se confessar,
Vendo a porta se fechar
Depois que a missa termina.
A noite chega de vez
E envolve com sua sombra;
Um pinto novo se assombra
Com uma galinha pedrês;
Um casal de camponês;
Um cheiro se dissemina,
É a ceia nordestina
Saborosa com certeza,
Porém só é posta a mesa
Depois que a missa termina.
A dupla de cantadores
Canta num pé-de-parede;
Um velho arma uma rede,
Reclama de suas dores;
Um grupo de rezadores
Uma novena combina;
Alguém discerra a cortina
Da porta da sacristia,
Fica a igreja vazia
Depois que a missa termina.
O grupo de jovem sai
E casais em saudação;
O padre leva sermão
De um amigo do seu pai;
Uma velhinha que vai
Fazer sua reza divina,
Com o rosto e a pele fina
Quase revelando o osso,
Mas tira a nota do bolso
Depois que a missa termina.
O padre leva o dinheiro
Pra casa paroquial
E um coroinha mal
Pega uma moeda ligeiro.
Vai correndo pro oiteiro
Em direção da cantina
Compra rapadura fina
Pra comer com pão bem cedo,
E tudo fica em segredo
Depois que a missa termina.
Um homem bem elegante
Faz a sua doação,
O padre dá gratidão
Pelo seu gesto operante.
E ele todo falante
A uma pobre se destina,
Era a dona Severina
Que passou de sua hora
E bota a pobre pra fora
Depois que a missa termina.
E reina um silêncio orante
Na velha Igreja barroca;
Na porta uma velha moca
Quer confessar neste instante;
Alguém no auto-falante
Faz a prece vespertina;
Na calçada uma menina
Risca com caco de telha;
O sol apaga a centelha
Depois que a missa termina.
Um casal de namorados
Felizes e sorridentes,
Namorando nos batentes
Conversam de braços dados.
Dois homens embriagados
Falam alto na esquina;
Cai uma rala neblina
De uma nuvem passageira
Para apagar a poeira
Depois que a missa termina.
O sino não faz abalo
Como uma prece propondo
E um casal de maribondo
Pousa em cima do badalo;
O travão dá um estalo
Que estremece a campina;
Por trás da verde colina
O sol esconde seu rosto
E a lua assume seu posto
Depois que a missa termina.
O padre na sacristia
Recolhe seus paramentos;
No oitão quatro jumentos
Que servem de montaria;
Reza uma Ave-Maria
Uma velha bem franzina,
Depois de rezar se inclina
Fazendo o sinal da cruz
Beija o santo e apaga a luz
Depois que a missa termina.
Os morcegos esvoaçam
Fazendo belas manobras;
Entre as linhas duas cobras
No cio se entrelaçam;
Duas lagartixas passam
Por cima da ripa fina;
Debaixo da sarafina
Sai uma “briba” cinzenta,
Pois ela só se apresenta
Depois que a missa termina.
Num canto do santuário
Um presépio de natal;
Duas velhas falam mal
Da pregação do vigário.
Outra recita o rosário
Que aprendeu quando menina.
O sacristão diz: Firmina,
Deixe pra rezar depois!
Ficam discutindo os dois
Depois que a missa termina.
O padre soma a quantia
Da coleta do domingo;
Aquele velho mendigo
Recolhe sua bacia.
Um silêncio contagia
A cidade pequenina,
Reina uma paz divina
E uma santa solidão.
Isso se vê no sertão
Depois que a missa termina.
Brás Costa e Felipe Júnior
Fonte: Blog do Poeta Felipe Júnior
O sacristão zelador
Endireitando o andor
Pra usá-lo novamente;
Fica um cego no batente
Tocando uma concertina,
Se uma moeda retina
Ele diz: Deus abençoe!
Mesmo sem saber quem foi
Depois que missa termina.
Uns dois ou três batizados;
As portas entre abertas;
Duas meninas espertas
Arrumando seus trocados.
O padre faz simulados
E com o sacristão combina,
Pra mostrar como se ensina
Pedir trocado em Igreja,
E o padre rindo, festeja
Depois que a missa termina.
O zelador atrasado
Limpa a Igreja ligeiro,
Deposita no lixeiro
Papel, chiclete mascado, ...
Depois põe tudo ensacado
Todo o lixo da faxina
Põe o saco na esquina
Pro carro depois levar
E só volta a arrumar
Depois que a missa termina.
Menino na escadaria
Sacristão correndo atrás;
Um candeeiro de gás
Que bem pouco alumia.
Com a Igreja vazia
O padre tira a batina.
Chega uma irmã vicentina
Querendo se confessar,
Vendo a porta se fechar
Depois que a missa termina.
A noite chega de vez
E envolve com sua sombra;
Um pinto novo se assombra
Com uma galinha pedrês;
Um casal de camponês;
Um cheiro se dissemina,
É a ceia nordestina
Saborosa com certeza,
Porém só é posta a mesa
Depois que a missa termina.
A dupla de cantadores
Canta num pé-de-parede;
Um velho arma uma rede,
Reclama de suas dores;
Um grupo de rezadores
Uma novena combina;
Alguém discerra a cortina
Da porta da sacristia,
Fica a igreja vazia
Depois que a missa termina.
O grupo de jovem sai
E casais em saudação;
O padre leva sermão
De um amigo do seu pai;
Uma velhinha que vai
Fazer sua reza divina,
Com o rosto e a pele fina
Quase revelando o osso,
Mas tira a nota do bolso
Depois que a missa termina.
O padre leva o dinheiro
Pra casa paroquial
E um coroinha mal
Pega uma moeda ligeiro.
Vai correndo pro oiteiro
Em direção da cantina
Compra rapadura fina
Pra comer com pão bem cedo,
E tudo fica em segredo
Depois que a missa termina.
Um homem bem elegante
Faz a sua doação,
O padre dá gratidão
Pelo seu gesto operante.
E ele todo falante
A uma pobre se destina,
Era a dona Severina
Que passou de sua hora
E bota a pobre pra fora
Depois que a missa termina.
E reina um silêncio orante
Na velha Igreja barroca;
Na porta uma velha moca
Quer confessar neste instante;
Alguém no auto-falante
Faz a prece vespertina;
Na calçada uma menina
Risca com caco de telha;
O sol apaga a centelha
Depois que a missa termina.
Um casal de namorados
Felizes e sorridentes,
Namorando nos batentes
Conversam de braços dados.
Dois homens embriagados
Falam alto na esquina;
Cai uma rala neblina
De uma nuvem passageira
Para apagar a poeira
Depois que a missa termina.
O sino não faz abalo
Como uma prece propondo
E um casal de maribondo
Pousa em cima do badalo;
O travão dá um estalo
Que estremece a campina;
Por trás da verde colina
O sol esconde seu rosto
E a lua assume seu posto
Depois que a missa termina.
O padre na sacristia
Recolhe seus paramentos;
No oitão quatro jumentos
Que servem de montaria;
Reza uma Ave-Maria
Uma velha bem franzina,
Depois de rezar se inclina
Fazendo o sinal da cruz
Beija o santo e apaga a luz
Depois que a missa termina.
Os morcegos esvoaçam
Fazendo belas manobras;
Entre as linhas duas cobras
No cio se entrelaçam;
Duas lagartixas passam
Por cima da ripa fina;
Debaixo da sarafina
Sai uma “briba” cinzenta,
Pois ela só se apresenta
Depois que a missa termina.
Num canto do santuário
Um presépio de natal;
Duas velhas falam mal
Da pregação do vigário.
Outra recita o rosário
Que aprendeu quando menina.
O sacristão diz: Firmina,
Deixe pra rezar depois!
Ficam discutindo os dois
Depois que a missa termina.
O padre soma a quantia
Da coleta do domingo;
Aquele velho mendigo
Recolhe sua bacia.
Um silêncio contagia
A cidade pequenina,
Reina uma paz divina
E uma santa solidão.
Isso se vê no sertão
Depois que a missa termina.
Brás Costa e Felipe Júnior
Fonte: Blog do Poeta Felipe Júnior
segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
O Mandacaru
Mandacaru é um cacto!
Aquele que tem três quinas,
Tem os espinhos compridos,
Com todas as pontas bem finas,
Se você quer encontrar,
Basta você ir passear,
Nas caatingas nordestinas.
O poeta se delicia,
Quando alguém lhe der um tema,
Seja pra falar do mororó,
De angico ou da jurema,
Mas aqui eu falo do cacto,
Que um radialista pacato,
Viajou neste dilema.
Não sei porque cargas d’águas,
Pediu pra eu trabalhar,
Pra falar do mandacaru,
Sem precisar pesquisar,
Tem uma fruta vermelha,
Que quem gosta é a abelha,
Com o néctar se deliciar.
Poderia ser o marmeleiro,
Ou mesmo a sipaúba,
O carrasco ou paucotê,
Frei Jorge ou timbaúba,
Não pensou em urucu,
Quis foi o mandacaru,
Nem lembrou da carnaúba.
Poderia ser o pau ferro,
Ou mesmo o pau Brasil,
No meio de tantos frutos,
Ele foi muito sutil,
Foi numa árvore diferente,
Que chama atenção da gente,
E que ninguém descobriu.
Esta planta ela resiste,
Muito tempo sem chover,
Passa seca muitas secas,
E pode sobreviver,
É verde igual à palmeira,
Sua história é verdadeira,
E nunca que vai morrer.
Segundo um radialista,
Lá da rádio mineral,
O mandacaru é uma planta,
Muito medicinal,
Comida dos animais,
Contem os sais minerais,
Não existe outro igual.
O locutor falou também,
Das suas curiosidades,
Faz o xarope expectorante,
E outras necessidades,
O remédio de vesícula,
Dentro de suas partículas,
Existem as particularidades.
É só fulora na seca,
Como diz o Gonzagão,
O mandacaru fez história,
Do nosso rei do Baião,
Por isso nesta passagem,
Preparamos esta homenagem,
Com esta fruta do sertão.
Poderíamos ter falado,
Aqui também do cajueiro,
Da mangueira tão frondosa,
Ou até do Juazeiro,
Ou até do pé de umbu,
Mais foi o mandacaru,
Que venceu neste roteiro.
Tem uma história do passado,
Muitas vezes foi contada,
Uma vez o lampião,
Tava de barguia virada,
Fez o cabra ficar nu,
E abraçar o mandacaru,
E dar cinquenta barrigadas.
Tem a unha de gato,
Tem também a aroeira,
Poderia ter falado,
Até mesmo a goiabeira,
Mais aqui quem foi lembrado,
Foi a planta do serrado,
Que hoje passa ser a primeira.
O mandacaru é uma palma,
De uma forma diferente,
Serve até de refeição,
Já matou fome de gente,
Quem contou foi meu avô,
Foi assim que me falou,
Eu não conto diferente.
Veja que o mandacaru,
Tem sua história singular,
É através de um tema,
Que podemos pesquisar,
Deixo um abraço ao leitor,
E agradecer o locutor,
Esta curiosidade versejar.
de Barreiro Grande
Dias D'ávila - BA - por correio eletrônico
Aquele que tem três quinas,
Tem os espinhos compridos,
Com todas as pontas bem finas,
Se você quer encontrar,
Basta você ir passear,
Nas caatingas nordestinas.
O poeta se delicia,
Quando alguém lhe der um tema,
Seja pra falar do mororó,
De angico ou da jurema,
Mas aqui eu falo do cacto,
Que um radialista pacato,
Viajou neste dilema.
Não sei porque cargas d’águas,
Pediu pra eu trabalhar,
Pra falar do mandacaru,
Sem precisar pesquisar,
Tem uma fruta vermelha,
Que quem gosta é a abelha,
Com o néctar se deliciar.
Poderia ser o marmeleiro,
Ou mesmo a sipaúba,
O carrasco ou paucotê,
Frei Jorge ou timbaúba,
Não pensou em urucu,
Quis foi o mandacaru,
Nem lembrou da carnaúba.
Poderia ser o pau ferro,
Ou mesmo o pau Brasil,
No meio de tantos frutos,
Ele foi muito sutil,
Foi numa árvore diferente,
Que chama atenção da gente,
E que ninguém descobriu.
Esta planta ela resiste,
Muito tempo sem chover,
Passa seca muitas secas,
E pode sobreviver,
É verde igual à palmeira,
Sua história é verdadeira,
E nunca que vai morrer.
Segundo um radialista,
Lá da rádio mineral,
O mandacaru é uma planta,
Muito medicinal,
Comida dos animais,
Contem os sais minerais,
Não existe outro igual.
O locutor falou também,
Das suas curiosidades,
Faz o xarope expectorante,
E outras necessidades,
O remédio de vesícula,
Dentro de suas partículas,
Existem as particularidades.
É só fulora na seca,
Como diz o Gonzagão,
O mandacaru fez história,
Do nosso rei do Baião,
Por isso nesta passagem,
Preparamos esta homenagem,
Com esta fruta do sertão.
Poderíamos ter falado,
Aqui também do cajueiro,
Da mangueira tão frondosa,
Ou até do Juazeiro,
Ou até do pé de umbu,
Mais foi o mandacaru,
Que venceu neste roteiro.
Tem uma história do passado,
Muitas vezes foi contada,
Uma vez o lampião,
Tava de barguia virada,
Fez o cabra ficar nu,
E abraçar o mandacaru,
E dar cinquenta barrigadas.
Tem a unha de gato,
Tem também a aroeira,
Poderia ter falado,
Até mesmo a goiabeira,
Mais aqui quem foi lembrado,
Foi a planta do serrado,
Que hoje passa ser a primeira.
O mandacaru é uma palma,
De uma forma diferente,
Serve até de refeição,
Já matou fome de gente,
Quem contou foi meu avô,
Foi assim que me falou,
Eu não conto diferente.
Veja que o mandacaru,
Tem sua história singular,
É através de um tema,
Que podemos pesquisar,
Deixo um abraço ao leitor,
E agradecer o locutor,
Esta curiosidade versejar.
de Barreiro Grande
Dias D'ávila - BA - por correio eletrônico
Assim nasceu o poder...!!!
Homo Sapiens, os primitivos,
Pré historia, “inicio” da sociedade,
Nômades, o fogo e instrumentos,
Viver em tribos, “comunidades”.
Povos criando seus próprios “estilos”,
Surgem “culturas” e necessidades,
O “Intelecto” e observação “humana”,
“Descobre” o cultivo e a diversidade.
Domesticar animais, suprir o necessário
“Agricultura”, “sobrevivência”, criação,
Sistema de “troca”, “equivalência”.
“Moeda”, “mercadoria”, evolução,
A “civilização”, “conhecimento apropriado”
“Mercado” polis e “exploração”,
Dominação, feudos, burguesia,
Império, capitalismo, industrialização.
“Proteger seus interesses”,
O “Estado” foi criado,
“Legitimados” pelas “leis”,
“Justificar” os seus pecados,
Começam a “controlar”,
Todos os “recursos naturais”,
Aquilo que “...seria de todos”,
“Está na lei! Foi privado! É capital!”
Uns concentram demais,
Muitos sem ter o que comer,
Reprimem os descontentes,
É legal impor o “PODER”.
São quatro as esferas do “poder”,
Pro povo eles dominar,
O “PODER BÉLICO” origina as guerras,
Não é “crime” eles matar.
O “PODER ECONÔMICO” é concentrado,
Acúmulo e controle financeiro,
Recursos naturais, estruturas,
Meios de produção e o dinheiro.
O “PODER POLÍTICO” legisla as leis,
Executa e judicia no martelo,
Nos plenários e gabinetes,
Tribunais, reprime os flagelos.
O “PODER IDEOLÓGICO” é o mais importante,
O qual forma nossa razão,
Criam seitas, controlam as escolas,
E os meios de comunicação.
O “político” é planejado,
Pro “econômico” ser garantido,
O “ideológico” manipula, aliena,
Acomoda com fetiche é iludido,
O “bélico”, chacinas legalizadas,
Se o “das ideias” perder o controle,
“Das leis” que amparam e garantem,
Os “privilégios” dos senhores.
A “escola” prepara as pessoas,
Pra servir o seu ”patrão”,
“Anestesia” as consciências,
Pra “competir” com o irmão.
O “inimigo” é o pobre colega,
No posto de trabalho “competir”,
“Puxa saco” de seu patrão,
Querer ser melhor em “produzir”.
Em cada ano de “eleição”,
A “mais-valia” da força de trabalho extraída,
“Compram” votos nas campanhas,
Pra roda do poder ser “garantida.
Se o povo se “revoltar”,
Usam a “lei” pra calar,
Se “persistirem” exigir os direitos,
Vem o “outro...” pra dizimar.
O “político” quando desmoralizado,
Ameaça o “econômico” desabar,
Fragiliza, coroe o “ideológico”,
O “bélico” é o desespero... e eles vão usar!
Este labirinto, parece sem saída,
É a atual estrutura do “Estado”,
Até quando andaremos em círculo,
Igual cão correndo atrás do rabo.
O gigante dos “QUATRO PODERES”.
Acreditem! Está fragilizado!
Existe um “poder” ainda mais forte!
Que é o “PODER do POVO ORGANIZADO”.
de Clairton Buffon
Chapecó - SC - por correio eletrônico
Pré historia, “inicio” da sociedade,
Nômades, o fogo e instrumentos,
Viver em tribos, “comunidades”.
Povos criando seus próprios “estilos”,
Surgem “culturas” e necessidades,
O “Intelecto” e observação “humana”,
“Descobre” o cultivo e a diversidade.
Domesticar animais, suprir o necessário
“Agricultura”, “sobrevivência”, criação,
Sistema de “troca”, “equivalência”.
“Moeda”, “mercadoria”, evolução,
A “civilização”, “conhecimento apropriado”
“Mercado” polis e “exploração”,
Dominação, feudos, burguesia,
Império, capitalismo, industrialização.
“Proteger seus interesses”,
O “Estado” foi criado,
“Legitimados” pelas “leis”,
“Justificar” os seus pecados,
Começam a “controlar”,
Todos os “recursos naturais”,
Aquilo que “...seria de todos”,
“Está na lei! Foi privado! É capital!”
Uns concentram demais,
Muitos sem ter o que comer,
Reprimem os descontentes,
É legal impor o “PODER”.
São quatro as esferas do “poder”,
Pro povo eles dominar,
O “PODER BÉLICO” origina as guerras,
Não é “crime” eles matar.
O “PODER ECONÔMICO” é concentrado,
Acúmulo e controle financeiro,
Recursos naturais, estruturas,
Meios de produção e o dinheiro.
O “PODER POLÍTICO” legisla as leis,
Executa e judicia no martelo,
Nos plenários e gabinetes,
Tribunais, reprime os flagelos.
O “PODER IDEOLÓGICO” é o mais importante,
O qual forma nossa razão,
Criam seitas, controlam as escolas,
E os meios de comunicação.
O “político” é planejado,
Pro “econômico” ser garantido,
O “ideológico” manipula, aliena,
Acomoda com fetiche é iludido,
O “bélico”, chacinas legalizadas,
Se o “das ideias” perder o controle,
“Das leis” que amparam e garantem,
Os “privilégios” dos senhores.
A “escola” prepara as pessoas,
Pra servir o seu ”patrão”,
“Anestesia” as consciências,
Pra “competir” com o irmão.
O “inimigo” é o pobre colega,
No posto de trabalho “competir”,
“Puxa saco” de seu patrão,
Querer ser melhor em “produzir”.
Em cada ano de “eleição”,
A “mais-valia” da força de trabalho extraída,
“Compram” votos nas campanhas,
Pra roda do poder ser “garantida.
Se o povo se “revoltar”,
Usam a “lei” pra calar,
Se “persistirem” exigir os direitos,
Vem o “outro...” pra dizimar.
O “político” quando desmoralizado,
Ameaça o “econômico” desabar,
Fragiliza, coroe o “ideológico”,
O “bélico” é o desespero... e eles vão usar!
Este labirinto, parece sem saída,
É a atual estrutura do “Estado”,
Até quando andaremos em círculo,
Igual cão correndo atrás do rabo.
O gigante dos “QUATRO PODERES”.
Acreditem! Está fragilizado!
Existe um “poder” ainda mais forte!
Que é o “PODER do POVO ORGANIZADO”.
de Clairton Buffon
Chapecó - SC - por correio eletrônico
Cordel do Amor Cego
FOTO: We Heart It
Em Literatura de Cordel
Um caso será versado,
Onde o mesmo está sendo
Pela internet divulgado.
Um fato impressionante
Que lhe deixará emocionado.
Existia um certo rapaz
Vivendo grande emoção,
Vítima do anjo cupido
Das flechas da paixão,
Encantado por uma moça
Que enfeitiçou seu coração.
Sua paixão pela moça
Era tipo encantada.
Pensava nela todo instante
Não se concentrava em nada,
Sentia-se muito feliz
Ao lado de sua amada.
Trabalhava o dia inteiro
Tinha uma rotina corrida.
Mas todo dia ele ia
Encontrar sua querida.
Dizia todo orgulhoso
Que ela era sua vida.
Abandonou seus estudos
Para poder trabalhar,
Seu maior desejo
Era com ela casar.
Ganhar muito dinheiro
Uma vida boa lhe dar.
Ter muitos filhos
E uma boa morada.
Vê seus sonhos acontecerem
Sua sina realizada.
Viver feliz eternamente
Ao lado de sua amada.
Mas ele vivia um dilema
Um grande tormento.
Havia um empecilho
Que impedia o casamento,
A moça não enxergava
Era cega de nascimento.
Devido à sua deficiência
Ela estava sempre a lamentar.
Dizia para o rapaz
Que só iria se casar,
Quando fizesse o transplante
E voltasse a enxergar.
O rapaz desta forma
Angustiado vivia,
Com pena da amada
Pois ela muito sofria.
Aguardando um doador
Para sua cirurgia.
Os meses se passavam
Ele aumentava seu sofrer,
Pois seu maior sonho
Era com a moça viver.
"Só depois do transplante"
Ela insistia em dizer.
O rapaz certa noite
Tomou uma decisão,
Chegou para a moça
Disse com precisão:
- Você é minha vida
Manda no meu coração.
- É grande meu sofrimento
Não aguento mais esperar,
Sofro a cada dia
É grande meu penar.
Pois só tenho um sonho
É com você me casar.
- Faço o que for possível!
Ele continuou a dizer:
- Dou minha própria vida
Para poder ter você.
Pois com você casando
Vou parar de sofrer.
Depois das palavras
Começou a chorar.
A moça lhe abraçou
E voltou a afirmar,
Que os dois se casariam
Quando ela voltasse enxergar.
Uma semana se passou
Num amanhecer de um dia,
Ela recebeu uma ligação
Que causou alegria.
Estava sendo chamada
Para fazer a cirurgia.
A cirurgia das córneas
Foi com sucesso realizada.
Sua maior vontade
Tinha se concretizada.
A tão sonhada visão
Estava recuperada.
Dois dias se passaram
Para o namorado ligou,
Sobre sua cirurgia
Com orgulho falou.
O rapaz muito feliz
Com a notícia ficou.
Ele pediu para a moça
Ir com ele conversar.
No fim daquele dia
Ela foi lhe visitar,
Para junto com ele
O casamento marcar.
Quando viu seu namorado
Sentiu faltar o chão,
Pois ela descobriu
Naquela exata ocasião,
Que ele também era cego
Não possuía visão.
Ficou sem entender
Não soube o que falar,
Ficou desconsertada
Não queria acreditar,
Que com um cego iria
A sua vida levar.
A moça naquele momento
Mostrou seu outro lado.
Disse que não mais casaria
Com o seu namorado.
Sendo cego ele seria
Um fardo pesado.
O namorado ouvindo
Não quis acreditar.
Pois seu maior sonho
Era com ela casar.
Sentindo a dor da traição
Começou a chorar.
- Não faça isso comigo
É minha amada querida!
Ao ouvir a moça disse,
De uma forma ressentida:
- Um marido sem enxergar
É um fardo na vida!
A moça sem piedade
Sem ter dele compaixão.
Ordenou que ele esquecesse
E a tirasse do coração.
Pois a partir daquele dia
Não havia mais relação.
O rapaz quase morreu
Naquele triste momento.
As palavras de sua amada
Aumentaram seu sofrimento,
Pois seu maior sonho
Era aquele casamento.
A moça para aumentar
A sua ingratidão,
Disse que partiria
Para outra região,
Procurar novos rumos
Pois agora tinha visão.
Nesse exato momento
O rapaz disse assim:
- Meu amor por você
É fiel e não terá fim.
Cuide das minhas córneas
Faça isso por mim!
- Eu não nasci cego!
Continuou a soluçar:
- Doei-lhe minhas córneas
Para você enxergar.
Pois você me prometeu
Que só assim iria casar.
- Mas me enganei,
O destino foi traçado!
Siga agora seu rumo
Irei para outro lado.
Seja bastante feliz
Nos braços de outro amado.
Com aquela descoberta
A moça estremeceu.
Sua consciência pesou
Com o que aconteceu.
Sentiu o juízo girar
Pela rua louca correu.
Correu loucamente
Sem rumo, sem direção.
Seu namorado ficou
Numa grande aflição,
Pois havia perdido
Sua grande paixão.
Ponho um ponto final
Neste triste cordel.
O amor é mesmo assim
As vezes doce, as vezes fel.
É sinônimo de bondade
Mas outras vezes cruel.
de Orlando Paiva
Porto - PI - por correio eletrônico
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
Melancolias de um sertanejo longe de seu torrão
Sertão seco estou aqui
Nessa capital à toa.
Um dia eu te deixei
Porque faltava garoa.
Agora desprotegido,
Desempregado, sentido,
Tua falta me magoa.
Te deixei meu velho chão
Porque faltou agasalho.
Do gado todo caído,
Não mais se ouvia chocalho.
Chorava parado o vento,
O chão queimava sedento.
Despedia-se o orvalho.
Mesmo assim velho Sertão
Não posso te esquecer.
Te respirarei até
O dia que eu morrer.
Esses lugares modernos
Cheios de gente de terno
Nem chegam aos pés de você.
Tua calça sertão Velho
É um belo mandacaru;
A camisa é um juazeiro
Enfeitado de anu.
O cupim é o chapéu;
A gravata é o céu
Se derramando em azul.
Teus prédios são os serrotes
Habitadas por guará
Que guardam a tua filha.
A princesa do lugar
Do Reino da Pedra Fina
Caatinga ainda menina
Criou-se feliz por lá.
Teus mares são os açudes
Livres da poluição;
As veredas são as linhas
Dos metrôs do coração
De um sertanejo nato
Que aqui se sente ingrato
Por ter deixado teu chão.
Sertão Velho sou teu servo.
Sou teu súdito. É meu rei.
Mesmo que eu vá para a China
Inda lá te servirei.
Sem ti sou grilhão sem elo.
Guarde um canto no castelo
Que um dia eu retornarei.
de Manoel Messias Belizario Neto
João Pessoa - PB
Nessa capital à toa.
Um dia eu te deixei
Porque faltava garoa.
Agora desprotegido,
Desempregado, sentido,
Tua falta me magoa.
Te deixei meu velho chão
Porque faltou agasalho.
Do gado todo caído,
Não mais se ouvia chocalho.
Chorava parado o vento,
O chão queimava sedento.
Despedia-se o orvalho.
Mesmo assim velho Sertão
Não posso te esquecer.
Te respirarei até
O dia que eu morrer.
Esses lugares modernos
Cheios de gente de terno
Nem chegam aos pés de você.
Tua calça sertão Velho
É um belo mandacaru;
A camisa é um juazeiro
Enfeitado de anu.
O cupim é o chapéu;
A gravata é o céu
Se derramando em azul.
Teus prédios são os serrotes
Habitadas por guará
Que guardam a tua filha.
A princesa do lugar
Do Reino da Pedra Fina
Caatinga ainda menina
Criou-se feliz por lá.
Teus mares são os açudes
Livres da poluição;
As veredas são as linhas
Dos metrôs do coração
De um sertanejo nato
Que aqui se sente ingrato
Por ter deixado teu chão.
Sertão Velho sou teu servo.
Sou teu súdito. É meu rei.
Mesmo que eu vá para a China
Inda lá te servirei.
Sem ti sou grilhão sem elo.
Guarde um canto no castelo
Que um dia eu retornarei.
de Manoel Messias Belizario Neto
João Pessoa - PB
Filho do dono
Sou herdeiro de deus por regalia
Sou menino chamado de senhor
O aluno que honra o professor
Sou viola com o nome de poesia
Sou a festa repleta de alegria
Sou a chuva que molha a natureza
Sou o mundo encantado da princesa
Sou o alvo dos olhos da bondade
O remédio que cura a saudade
De alguém carregado de tristeza.
Me aproximo bastante do que é certo
Cem por cento eu não sou, e ninguém é.
Sou normal pecador, mas tenho fé
Sei que da perfeição nem chego perto
Mas das garras do mal estou liberto
Pois a vida me deu esse legado
De ser filho de deus, abençoado.
Sou miragem avistada pelo mundo
Todo o tempo que há em cada segundo
Pelo meu criador eu sou lembrado.
Sou o jeito correto de agir
Nos momentos difíceis desta vida
O consolo que há na despedida
Pra alguém quando outro vai partir
Sou o ânimo pra quem quer desistir
E que acha que tudo se acabou
Sou o sim que a noiva esperou
Pra ouvir de seu noivo bem risonho
Sou a parte mais bela de um sonho
Que ninguém até hoje decifrou.
Sou o vento que sopra e alivia
O cansaço de quem sente calor
Sou o dom que deus deu ao cantador
Sou a rima que existe na poesia
Sou a nota melhor da melodia
Um acorde no som da humanidade
Defensor e adepto da verdade
Nos caminhos da vida eu vou seguindo
Acertando, errando e assumindo.
Sou um ente que vive sem maldade.
Sou a caça que fugiu do caçador
Sou a noite que nunca escureceu
Um bebê que ainda não nasceu
Sou o filho ausente que voltou
Sou um neto, sou pai, sou um avô.
Companhia pra quem perdeu o sono
O amparo a quem está no abandono
Sou a vida inteira num segundo
Com certeza não sou dono do mundo
Mas garanto que sou filho do dono.
de Edmilson Garcia
São Vicente - SP
Sou menino chamado de senhor
O aluno que honra o professor
Sou viola com o nome de poesia
Sou a festa repleta de alegria
Sou a chuva que molha a natureza
Sou o mundo encantado da princesa
Sou o alvo dos olhos da bondade
O remédio que cura a saudade
De alguém carregado de tristeza.
Me aproximo bastante do que é certo
Cem por cento eu não sou, e ninguém é.
Sou normal pecador, mas tenho fé
Sei que da perfeição nem chego perto
Mas das garras do mal estou liberto
Pois a vida me deu esse legado
De ser filho de deus, abençoado.
Sou miragem avistada pelo mundo
Todo o tempo que há em cada segundo
Pelo meu criador eu sou lembrado.
Sou o jeito correto de agir
Nos momentos difíceis desta vida
O consolo que há na despedida
Pra alguém quando outro vai partir
Sou o ânimo pra quem quer desistir
E que acha que tudo se acabou
Sou o sim que a noiva esperou
Pra ouvir de seu noivo bem risonho
Sou a parte mais bela de um sonho
Que ninguém até hoje decifrou.
Sou o vento que sopra e alivia
O cansaço de quem sente calor
Sou o dom que deus deu ao cantador
Sou a rima que existe na poesia
Sou a nota melhor da melodia
Um acorde no som da humanidade
Defensor e adepto da verdade
Nos caminhos da vida eu vou seguindo
Acertando, errando e assumindo.
Sou um ente que vive sem maldade.
Sou a caça que fugiu do caçador
Sou a noite que nunca escureceu
Um bebê que ainda não nasceu
Sou o filho ausente que voltou
Sou um neto, sou pai, sou um avô.
Companhia pra quem perdeu o sono
O amparo a quem está no abandono
Sou a vida inteira num segundo
Com certeza não sou dono do mundo
Mas garanto que sou filho do dono.
de Edmilson Garcia
São Vicente - SP
O retrato do homem do sertão
Numa casa de taipa e chão batido
Ele mora, tranquilo, sossegado
Seu trabalho, é cuidar bem do roçado
D,onde seu, alimento é extraído
Por ali, ele é muito conhecido
E conhece, cada palmo do seu chão
Sua grande, ou maior preocupação
É faltar a comida na panela
La na roça, é assim que se revela
O retrato do homem do sertão
Chapéu grande de palha bem trançado
Um facão pendurado na cintura
Alpercata no pé, de sola dura
Um trinchete pontudo e amolado
Um boi manso, um jumento e um arado
Na cozinha, um moinho e um pilão
No lugar de usar um cinturão
Sua cinta é uma imbira sem fivela
La na roça é assim que se revela
O retrato do homem do sertão
Com o rosto, bastante enrugado
Com a pele queimada do sol quente
Com o jeito, matuto, permanente
No pescoço um rosário enfiado
Pra fazer oração lá no roçado
E pedir a Padim Ciço proteção
Pra que nunca na vida falte o pão
Para os filhos, e à esposa tão singela
Lá na roça é assim que se revela
O retrato do homem do sertão
Uma camisa suada e encardida
Uma calça rasgada no joelho
Com a barba tirada sem espelho
Que a navalha na pele fez ferida
Se levanta bem cedo e vai pra lida
De segunda, a sábado é um só rojão
Toda noite ele usa um lampião
Se não tem querosene ascende vela
Lá na roça é assim que se revela
O retrato do homem do sertão
Madrugada, levanta e chama o filho
Em seguida a esposa está de pé
Já prepara a chaleira de café
Faz beijú, tapioca e pão de milho
E enquanto o sol chega com seu brilho
Todos comem na beira do fogão
Sem porfia, e sem, reclamação
Porque sabem que a vida é sempre bela
Lá na roça é assim que se revela
O retrato do homem do sertão
Um domingo por mês vai na cidade
Comprar fumo de rolo na bodega
Na igreja, ouvir o que o padre prega
E cumprir a religiosidade
Lá na rua, não se sente, à vontade
Não parece pisar firme no chão
A lavoura é a sua profissão
E não sabe viver distante dela
Lá na roça é assim que se revela
O retrato do homem do SERTÃO.
de Edmilson Garcia
São Vicente - SP
Ele mora, tranquilo, sossegado
Seu trabalho, é cuidar bem do roçado
D,onde seu, alimento é extraído
Por ali, ele é muito conhecido
E conhece, cada palmo do seu chão
Sua grande, ou maior preocupação
É faltar a comida na panela
La na roça, é assim que se revela
O retrato do homem do sertão
Chapéu grande de palha bem trançado
Um facão pendurado na cintura
Alpercata no pé, de sola dura
Um trinchete pontudo e amolado
Um boi manso, um jumento e um arado
Na cozinha, um moinho e um pilão
No lugar de usar um cinturão
Sua cinta é uma imbira sem fivela
La na roça é assim que se revela
O retrato do homem do sertão
Com o rosto, bastante enrugado
Com a pele queimada do sol quente
Com o jeito, matuto, permanente
No pescoço um rosário enfiado
Pra fazer oração lá no roçado
E pedir a Padim Ciço proteção
Pra que nunca na vida falte o pão
Para os filhos, e à esposa tão singela
Lá na roça é assim que se revela
O retrato do homem do sertão
Uma camisa suada e encardida
Uma calça rasgada no joelho
Com a barba tirada sem espelho
Que a navalha na pele fez ferida
Se levanta bem cedo e vai pra lida
De segunda, a sábado é um só rojão
Toda noite ele usa um lampião
Se não tem querosene ascende vela
Lá na roça é assim que se revela
O retrato do homem do sertão
Madrugada, levanta e chama o filho
Em seguida a esposa está de pé
Já prepara a chaleira de café
Faz beijú, tapioca e pão de milho
E enquanto o sol chega com seu brilho
Todos comem na beira do fogão
Sem porfia, e sem, reclamação
Porque sabem que a vida é sempre bela
Lá na roça é assim que se revela
O retrato do homem do sertão
Um domingo por mês vai na cidade
Comprar fumo de rolo na bodega
Na igreja, ouvir o que o padre prega
E cumprir a religiosidade
Lá na rua, não se sente, à vontade
Não parece pisar firme no chão
A lavoura é a sua profissão
E não sabe viver distante dela
Lá na roça é assim que se revela
O retrato do homem do SERTÃO.
de Edmilson Garcia
São Vicente - SP
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