A saudade é sentimento
Que amarga e dar prazer
Mas faz parte do viver
Do amor é o fermento
Se é parte do tormento
Ver as lágrimas derramando
Mesmo triste vou cantando
Não posso ficar fingindo
Saudade é chorar sorrindo
Com o coração chorando.
Quem não ama não conhece
Da saudade o sofrimento
Não viveu este momento
Na noite quando anoitece
Que o coração padece
E as lágrimas derramando
Não dorme fica pensando
E no peito a dor sentindo
Saudade é chorar sorrindo
Com o coração chorando.
Anizio
terça-feira, 7 de junho de 2011
Julieta
Brilho de Vênus, ilusões douradas
Alma que chora, que sorri e canta
Nécta formado pela sombra santa
Das brancas franjas das manhãs nevadas
Flor das flores que nas madrugadas
Os jardins da vida sua essência encanta
Celeste lírio, genuína planta
Serena bruma do País das Fadas
Em teu rosto, angelical criança
Existe algo de uma esperança
Que Deus envia lá do céu sorrindo
A criatura que te ouvir falar
O espírito pede para contemplar
A graça pura de teu rosto lindo
João Batista de Siqueira - Cancão
Alma que chora, que sorri e canta
Nécta formado pela sombra santa
Das brancas franjas das manhãs nevadas
Flor das flores que nas madrugadas
Os jardins da vida sua essência encanta
Celeste lírio, genuína planta
Serena bruma do País das Fadas
Em teu rosto, angelical criança
Existe algo de uma esperança
Que Deus envia lá do céu sorrindo
A criatura que te ouvir falar
O espírito pede para contemplar
A graça pura de teu rosto lindo
João Batista de Siqueira - Cancão
Alma Gêmea
Duas almas bem unidas
São duas gotas de orvalho
São duas rosas num galho
Das brisas favorecidas
São duas plantas erguidas
No campo das ilusões
Duas imaginações
Que numa só senda trilham
Duas auroras que brilham
No céu de dois corações.
João Batista de Siqueira - Cancão
São duas gotas de orvalho
São duas rosas num galho
Das brisas favorecidas
São duas plantas erguidas
No campo das ilusões
Duas imaginações
Que numa só senda trilham
Duas auroras que brilham
No céu de dois corações.
João Batista de Siqueira - Cancão
quinta-feira, 2 de junho de 2011
SONETO EU SOU
MODERNO COM ALEGRIA
ESTUDANTE INTELIGENTE
UM ETERNO CONCIENTE
NO MUNDO DA MELODIA
O MELHO VERSO DO DIA
MENININHO COMPETENTE
E MAIORAL DO REPENTE
É RIMA E TEM POESIA
NO MOMENTO QUE EU CANTO
ISTO TUDO CAUSA ESPANTO
LINDO BEM DESENVOLVIDO
TALENTOSO APAIXONADO
O POVO GRITA DE LADO
NUNCA SERAIS ESQUECIDO
Autor: José Nilton (Poeta Divino) 30 de agosto de 2010 São José do Egito – PE
ESTUDANTE INTELIGENTE
UM ETERNO CONCIENTE
NO MUNDO DA MELODIA
O MELHO VERSO DO DIA
MENININHO COMPETENTE
E MAIORAL DO REPENTE
É RIMA E TEM POESIA
NO MOMENTO QUE EU CANTO
ISTO TUDO CAUSA ESPANTO
LINDO BEM DESENVOLVIDO
TALENTOSO APAIXONADO
O POVO GRITA DE LADO
NUNCA SERAIS ESQUECIDO
Autor: José Nilton (Poeta Divino) 30 de agosto de 2010 São José do Egito – PE
SONETO VOCÊ
SEU SORRISO TÃO MEIGO É ENVOLVENTE
ENVOLVE-ME COM TANTA VALENTIA
É POR ISSO QUE PENSO TODO DIA
NO SEU JEITO TÃO DOCE E ATRAENTE
A PAIXÃO QUE EU SINTO É PERMANENTE
PORQUE EU SEM VOCÊ PERCO A MAGIA
EU TE DIGO SEM TE NADA SERIA
POIS ÉS TU QUE ME DEIXA ALEGREMENTE
ÉS SINCERA ÉS RARA E É BELDADE
É A MOÇA MAIS LINDA DA CIDADE
SEU OLHAR É SINCERO E É FACEIRO
SUA BELEZA É UM VICIO QUE NÃO FINDA
É DE LINDA A PESSOA QUE É MAIS LINDA
É DE CHEIRO O PERFUME DE MAIS CHEIRO
Autor: José Nilton (Poeta Divino) 9 de setembro de 2010 São José do Egito – PE
ENVOLVE-ME COM TANTA VALENTIA
É POR ISSO QUE PENSO TODO DIA
NO SEU JEITO TÃO DOCE E ATRAENTE
A PAIXÃO QUE EU SINTO É PERMANENTE
PORQUE EU SEM VOCÊ PERCO A MAGIA
EU TE DIGO SEM TE NADA SERIA
POIS ÉS TU QUE ME DEIXA ALEGREMENTE
ÉS SINCERA ÉS RARA E É BELDADE
É A MOÇA MAIS LINDA DA CIDADE
SEU OLHAR É SINCERO E É FACEIRO
SUA BELEZA É UM VICIO QUE NÃO FINDA
É DE LINDA A PESSOA QUE É MAIS LINDA
É DE CHEIRO O PERFUME DE MAIS CHEIRO
Autor: José Nilton (Poeta Divino) 9 de setembro de 2010 São José do Egito – PE
SONETO MAMÃE
JÁ FIZESTE POR MIM TANTA BONDADE
QUE NÃO SEI SE EU IREI RETRIBUIR
NESTE MUNDO NÃO HÁ COMO INSISTIR
UM ALGUÉM TENDO TANTA LEALDADE
SEU CARINHO É SUBLIME DE VERDADE
EU SOU FILHO E POSSO ADMITIR
ELA DIZ SORRIREI SE TU SORRIR
SOU FELIZ SE TIVER FELICIDADE
MAMÃE ÉS UMA FLOR QUE DESABROCHA
TU ÉS FORTE IGUALMENTE A UMA ROCHA
MAMÃE SOIS A RAZÃO DE MINHA VIDA
NESTE SIMPLES SONETO DEIXO ESCRITO
O AMOR QUE EU SINTO É INFINITO
ISSO FIZ PRA VOCÊ MAMÃE QUERIDA
Autor: José Nilton (Poeta Divino) 1 de setembro de 2010 São José do Egito – PE
QUE NÃO SEI SE EU IREI RETRIBUIR
NESTE MUNDO NÃO HÁ COMO INSISTIR
UM ALGUÉM TENDO TANTA LEALDADE
SEU CARINHO É SUBLIME DE VERDADE
EU SOU FILHO E POSSO ADMITIR
ELA DIZ SORRIREI SE TU SORRIR
SOU FELIZ SE TIVER FELICIDADE
MAMÃE ÉS UMA FLOR QUE DESABROCHA
TU ÉS FORTE IGUALMENTE A UMA ROCHA
MAMÃE SOIS A RAZÃO DE MINHA VIDA
NESTE SIMPLES SONETO DEIXO ESCRITO
O AMOR QUE EU SINTO É INFINITO
ISSO FIZ PRA VOCÊ MAMÃE QUERIDA
Autor: José Nilton (Poeta Divino) 1 de setembro de 2010 São José do Egito – PE
SONETO PAPAI
POR SER HOMEM DE HONRA E DE CONDUTA
SE ERROU FOI TENTANDO SER PERFEITO
ENSINOU MEUS IRMÃOS DO MESMO JEITO
OS MOSTRANDO AQUI COMO SE LUTA
MEUS IRMÃOS QUASE SEMPRE O ESCUTA
ME ORGULHO FAZER ESTE CONCEITO
ESTE HEROI QUE EU FALO É SEM DEFEITO
SUA HISTÓRIA É QUASE ABSOLUTA
UMA COPIA DE TE NUNCA SEREI
POIS DOS MESTRES DOS MESTRES FOSTE REI
TU ÉS PAPAI A LUZ QUE TEM MAIS BRILHO
E MEU VERSO SE TORNA CRISTALINO
ACOMPANHO-LHE PAPAI DESDE MENINO
AGRADEÇO A VOCÊ POR SER SEU FILHO
Autor: José Nilton (Poeta Divino) 30 de agosto de 2010 São José do Egito -PE
SE ERROU FOI TENTANDO SER PERFEITO
ENSINOU MEUS IRMÃOS DO MESMO JEITO
OS MOSTRANDO AQUI COMO SE LUTA
MEUS IRMÃOS QUASE SEMPRE O ESCUTA
ME ORGULHO FAZER ESTE CONCEITO
ESTE HEROI QUE EU FALO É SEM DEFEITO
SUA HISTÓRIA É QUASE ABSOLUTA
UMA COPIA DE TE NUNCA SEREI
POIS DOS MESTRES DOS MESTRES FOSTE REI
TU ÉS PAPAI A LUZ QUE TEM MAIS BRILHO
E MEU VERSO SE TORNA CRISTALINO
ACOMPANHO-LHE PAPAI DESDE MENINO
AGRADEÇO A VOCÊ POR SER SEU FILHO
Autor: José Nilton (Poeta Divino) 30 de agosto de 2010 São José do Egito -PE
quinta-feira, 5 de maio de 2011
SAUDADE
O Stress contribui,
Para a pressão hipertensa,
A pessoa depressiva,
A solidão é propensa,
E a medicina não trata,
Saudade como doença!
Quem sente saudade intensa,
Quando a distancia separa,
Carrega o peito de angustia,
E triste o coração dispara,
E a saudade abre ferida,
Que só reencontro sará!
Ela expõe na nossa cara,
A foto do sentimento,
Com a tinta da tristeza,
Na folha do pensamento,
A dor escreve saudade,
Com “S” de Sofrimento!
Provoca envelhecimento,
Tristeza e desesperança,
Os sintomas são os mesmos,
Em velhos, jovens e crianças,
Vírus do raker do tempo,
Que deleta na lembrança!
A saudade não se cansa,
De gargalhar de quem chora,
Não é dor que um comprimido,
Ajuda a passar na hora,
É um banço que a pessoa,
Só vendo a outra melhora!
Ninguém sabe onde ela mora,
Mais vive em todo lugar,
Quem ama sente desejo,
De ver ouvir e tocar,
E gostar sem sentir saudades,
É mesmo que não gostar!
Todos que conseguem amar,
São portadores suspeitos,
Nas cartas nos telegramas,
Nos telefonemas feitos,
Seria rica a SAUDADE,
Se cobrasse os seus diretos!
A dor dos sonhos desfeitos,
Faz a saudade existir,
Ninguém rompe um casamento,
Com quem gosta sem sentir,
Saudade naquelas horas,
Que se deita pra dormir!
Sua voz não posso ouvir,
Seu rosto é desconhecido,
Quem diz que não tem saudade,
Perdendo um ente querido,
Pode a até ficar sem sono,
Mais sem saudade eu duvido!
Ela não toma partido,
Nem faz distinção de amante,
Um texto sem ter autor,
E uma imagem constante,
Na televisão dos olhos,
De quem se encontra distante!
Às vezes por um rompante,
A gente acaba um amor,
No outro dia a saudade,
Ponto final não quer pôr,
E o sal que começa o nome,
Tempera o gosto da dor!
Estuda o interior,
Da alma que se apaixona,
Entra sem pedir licença,
E Toma conta sem dona,
Sem avisar põe na mira,
E Sem piedade detona!
Meu coração deu carona,
Sem querer e ela entrou,
A enchente dos meus olhos,
Ha muito tempo secou,
E trago no peito um incêndio,
Que a saudade começou!
Ela toca quem amou,
E viu que amar valia à pena,
No rol das grandes paixões,
Não tem saudade pequena,
E recaída de sarampo,
É 10 vezes mais amena!
Corpo e alma ela envenena,
De quem sofre o abandono,
Quando ela pega pesado,
No máximo os olhos do dono,
Nas 12 horas de noite,
Tem 10 minutos de sono!
Eu não xeroco nem clono,
Da saudade as digitais,
Sombra dos apaixonados,
Carma que aflige os casais,
E o mal que ela faz aos corpos,
Nem tuberculose faz!
Os Nonatos
Para a pressão hipertensa,
A pessoa depressiva,
A solidão é propensa,
E a medicina não trata,
Saudade como doença!
Quem sente saudade intensa,
Quando a distancia separa,
Carrega o peito de angustia,
E triste o coração dispara,
E a saudade abre ferida,
Que só reencontro sará!
Ela expõe na nossa cara,
A foto do sentimento,
Com a tinta da tristeza,
Na folha do pensamento,
A dor escreve saudade,
Com “S” de Sofrimento!
Provoca envelhecimento,
Tristeza e desesperança,
Os sintomas são os mesmos,
Em velhos, jovens e crianças,
Vírus do raker do tempo,
Que deleta na lembrança!
A saudade não se cansa,
De gargalhar de quem chora,
Não é dor que um comprimido,
Ajuda a passar na hora,
É um banço que a pessoa,
Só vendo a outra melhora!
Ninguém sabe onde ela mora,
Mais vive em todo lugar,
Quem ama sente desejo,
De ver ouvir e tocar,
E gostar sem sentir saudades,
É mesmo que não gostar!
Todos que conseguem amar,
São portadores suspeitos,
Nas cartas nos telegramas,
Nos telefonemas feitos,
Seria rica a SAUDADE,
Se cobrasse os seus diretos!
A dor dos sonhos desfeitos,
Faz a saudade existir,
Ninguém rompe um casamento,
Com quem gosta sem sentir,
Saudade naquelas horas,
Que se deita pra dormir!
Sua voz não posso ouvir,
Seu rosto é desconhecido,
Quem diz que não tem saudade,
Perdendo um ente querido,
Pode a até ficar sem sono,
Mais sem saudade eu duvido!
Ela não toma partido,
Nem faz distinção de amante,
Um texto sem ter autor,
E uma imagem constante,
Na televisão dos olhos,
De quem se encontra distante!
Às vezes por um rompante,
A gente acaba um amor,
No outro dia a saudade,
Ponto final não quer pôr,
E o sal que começa o nome,
Tempera o gosto da dor!
Estuda o interior,
Da alma que se apaixona,
Entra sem pedir licença,
E Toma conta sem dona,
Sem avisar põe na mira,
E Sem piedade detona!
Meu coração deu carona,
Sem querer e ela entrou,
A enchente dos meus olhos,
Ha muito tempo secou,
E trago no peito um incêndio,
Que a saudade começou!
Ela toca quem amou,
E viu que amar valia à pena,
No rol das grandes paixões,
Não tem saudade pequena,
E recaída de sarampo,
É 10 vezes mais amena!
Corpo e alma ela envenena,
De quem sofre o abandono,
Quando ela pega pesado,
No máximo os olhos do dono,
Nas 12 horas de noite,
Tem 10 minutos de sono!
Eu não xeroco nem clono,
Da saudade as digitais,
Sombra dos apaixonados,
Carma que aflige os casais,
E o mal que ela faz aos corpos,
Nem tuberculose faz!
Os Nonatos
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Soneto do Viver
Nesta data repleta de alegria,
O meu verso lhe dou com humildade.
É o presente sereno da magia
Que transborda nas linhas da verdade.
Os desejos são: luz, paz, harmonia!
O "Cinquenta" traduz serenidade,
Um percurso sublime que irradia.
Os instantes vividos com saudade.
No jardim colorido do viver,
O perfume que exala do seu ser
Traz a rima perfeita do momento.
Cada pétala aberta da emoção
Faz o mundo tocar seu coração
Com o pólem sutil do sentimento.
Autora: Rachel Rabelo – 11/11/2010
DO BLOG DO POETA GILMAR LEITE
O meu verso lhe dou com humildade.
É o presente sereno da magia
Que transborda nas linhas da verdade.
Os desejos são: luz, paz, harmonia!
O "Cinquenta" traduz serenidade,
Um percurso sublime que irradia.
Os instantes vividos com saudade.
No jardim colorido do viver,
O perfume que exala do seu ser
Traz a rima perfeita do momento.
Cada pétala aberta da emoção
Faz o mundo tocar seu coração
Com o pólem sutil do sentimento.
Autora: Rachel Rabelo – 11/11/2010
DO BLOG DO POETA GILMAR LEITE
Burro
Vai ele a trote, pelo chão da serra,
Com a vista espantada e penetrante,
E ninguém nota em seu marchar volante,
A estupidez que este animal encerra.
Muitas vezes, manhoso, ele se emperra,
Sem dar uma passada para diante,
Outras vezes, pinota, revoltante,
E sacode o seu dono sobre a terra.
Mas contudo! Este bruto sem noção,
Que é capaz de fazer uma traição,
A quem quer que lhe venha na defesa,
É mais manso e tem mais inteligência
Do que o sábio que trata de ciência
E não crê no Senhor da Natureza.
por: Patativa do Assaré
Com a vista espantada e penetrante,
E ninguém nota em seu marchar volante,
A estupidez que este animal encerra.
Muitas vezes, manhoso, ele se emperra,
Sem dar uma passada para diante,
Outras vezes, pinota, revoltante,
E sacode o seu dono sobre a terra.
Mas contudo! Este bruto sem noção,
Que é capaz de fazer uma traição,
A quem quer que lhe venha na defesa,
É mais manso e tem mais inteligência
Do que o sábio que trata de ciência
E não crê no Senhor da Natureza.
por: Patativa do Assaré
Cavalgadas de Lembranças
Num cavalo galopei sobre a serra
Um jaguar deu esturros estridentes,
A serpente feroz mostrou seus dentes
Os punhais afiados para a guerra.
A caatinga no peito ainda desterra
As lembranças das grutas tenebrosas,
Os espinhos das plantas venenosas,
As floradas dos pés dos bugaris,
As cantigas das lindas juritis,
Alegrando as auroras invernosas.
Cavalgando veloz pelas campinas
O meu corpo sentia a brisa leve
Eu ficava maneiro como a neve
Dando beijos com dúlcidas neblinas.
No cavalo eu pegava em suas crinas
Agarrado, sentindo a pulsação,
O meu corpo tornava-se sertão
Embrenhado na mata bem fechada
Vez enquanto sentindo uma florada
Penetrando no fundo coração.
As passadas dos cascos do cavalo
Desenhavam o fundo dos caminhos
O meu corpo fugia dos espinhos
Numa dança dos cactos num embalo.
Eu ficava tão fino como um talo
Sobre o dorso do meu lindo alazão,
De chapéu, de perneira e de gibão,
Eu rompia as chapadas mais distantes
Enfrentando rochedos bem cortantes
Sem temer os perigos do grotão.
Eu livrei-me dos troncos das juremas
Dos espinhos em formas de anzóis
E senti das campinas os lençóis
Dos tapetes das gramas em poemas.
Envolvido naqueles mil emblemas
O meu corpo brotou a flor sensível;
Hoje tenho a lembrança inesquecível
No jardim florescente da memória
Que renasce do peito minha história
Onde torno meu mundo mais visível.
Por: Gilmar Leite
Fonte: Blog Águas do Pajeú
Um jaguar deu esturros estridentes,
A serpente feroz mostrou seus dentes
Os punhais afiados para a guerra.
A caatinga no peito ainda desterra
As lembranças das grutas tenebrosas,
Os espinhos das plantas venenosas,
As floradas dos pés dos bugaris,
As cantigas das lindas juritis,
Alegrando as auroras invernosas.
Cavalgando veloz pelas campinas
O meu corpo sentia a brisa leve
Eu ficava maneiro como a neve
Dando beijos com dúlcidas neblinas.
No cavalo eu pegava em suas crinas
Agarrado, sentindo a pulsação,
O meu corpo tornava-se sertão
Embrenhado na mata bem fechada
Vez enquanto sentindo uma florada
Penetrando no fundo coração.
As passadas dos cascos do cavalo
Desenhavam o fundo dos caminhos
O meu corpo fugia dos espinhos
Numa dança dos cactos num embalo.
Eu ficava tão fino como um talo
Sobre o dorso do meu lindo alazão,
De chapéu, de perneira e de gibão,
Eu rompia as chapadas mais distantes
Enfrentando rochedos bem cortantes
Sem temer os perigos do grotão.
Eu livrei-me dos troncos das juremas
Dos espinhos em formas de anzóis
E senti das campinas os lençóis
Dos tapetes das gramas em poemas.
Envolvido naqueles mil emblemas
O meu corpo brotou a flor sensível;
Hoje tenho a lembrança inesquecível
No jardim florescente da memória
Que renasce do peito minha história
Onde torno meu mundo mais visível.
Por: Gilmar Leite
Fonte: Blog Águas do Pajeú
terça-feira, 26 de abril de 2011
NÃO SE ESCOLHE DE QUEM GOSTAR, AGENTE GOSTA E PRONTO
GOSTEI DE QUEM NÃO DEVIA
DE QUEM NÃO GOSTAVA DE MIM
NEM COMEÇOU JÁ TEVE FIM
SÓ NÃO A DOR QUE ME CONSUMIA
JÁ DANDO TAQUICARDIA
NO CORAÇÃO UM CONFRONTO
POR ISSO ME SINTO UM TONTO
NÃO ESCOLHENDO QUEM AMAR
NÃO SE ESCOLHE DE QUEM GOSTAR
AGENTE GOSTA E PRONTO
Autor: Mario Almeida
DE QUEM NÃO GOSTAVA DE MIM
NEM COMEÇOU JÁ TEVE FIM
SÓ NÃO A DOR QUE ME CONSUMIA
JÁ DANDO TAQUICARDIA
NO CORAÇÃO UM CONFRONTO
POR ISSO ME SINTO UM TONTO
NÃO ESCOLHENDO QUEM AMAR
NÃO SE ESCOLHE DE QUEM GOSTAR
AGENTE GOSTA E PRONTO
Autor: Mario Almeida
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Biu Doido, O gênio das respostas geniais
Do blog de Paulo Robério - Poeta Pajeuzeiro
Um andarilho das ruas de São José do Egito,Severino Cassiano, conhecido de todos por Biu Doido e que na verdade não era sempre doido, tinha seus momentos de plena lucidez e era nesses momento que Biu se revelava com suas respostas inesperadas e que jamais alguém imaginaria que pudesse sair de sua boca. O poeta popular de São José do Egito, Arlindo Lopes, transformou algumas destas respostas geniais de Biu doido em poesia:
Certa vez Biu se apresentou
Surpreendendo os demais
Usando duas gravatas
Uma na frente e outra atrás
E dizendo achar pouco
Que se ele fosse louco
Usaria outras mais
Egito de Zé Clementino
Já foi falando sorrindo
Biu usou duas gravatas
Pensando ficar mais lindo.
Egito vou lhe dizer:
Fiz isso pra ninguém saber
Se tô chegando ou saindo
HISTÓRIAS DE BIU DOIDO
Dizem que um certo dia uma mulher ia passando em uma rua de São José, e Biu estava subindo em um poste e ela parou e perguntou a Biu:
- Biu! o que você está fazendo trepado no poste? e sem pausa Biu respondeu:
- Vou chupar manga!
E a mulher intrigada falou:
- Mas Biu, isso aí é um poste, não é um pé de manga não! Ligeiramente Biu disse:
- Mas a manga tá no meu bolso.
Mais uma história de Biu Doido contada em poesia pelo poeta popular Arlindo Lopes
Certa vez no Bar elite
A coca cola acabou
Zé do bar saiu atrás
Do Caminhão que passou
Andando mais na carreira
Descendo e subindo ladeira
Mas o carro não achou
Passou no bar Rangéu
E no bar de Tapioca
Na quitanda do Pedro
Na bodega de Roca
Com Biu se encontrou
E ligeiro perguntou:
- Tu visse o Carro de Coca?
Eu já vi carro virado
Carregado de pipoca
Carro batido e vendido
Na feira de troca-troca
Carro novo com defeito
Vi carro de todo jeito
Nunca vi carro de"coca"
Certa vez biu se apresentou
Surpreendendo os demais
Usando duas gravatas
Uma na frente, outra atrás
E dizendo achar pouco
Que se ele fosse louco
Usaria outras mais
Egito de Zé Clementino
Já foi falando sorrindo
Biu usou duas gravatas
Pensando ficar mais lindo?
-Egito vou lhe dizer
Fiz isso pra ninguém saber
Se tou chegando ou saindo
Certa vez Biu ganhou
Um relógio com defeito
Sem perder um segundo
Botou no braço direito
Desfilou pela cidade
Demostrando a vaidade
Existente no seu peito
Um gaiato pergutou
A hora para ir pra casa
E biu disse-Tá quebrado
E O sujeiro mandou brasa
Seu relógio me espanta
Sendo assim não adianta
Biu Respondeu -Nem atrasa!
Certa vez em uma farra
Cercado por muita gente
Biu doido fazia rir
Aquele povo presente
Perguntei sem ironia
Plantou muita melancia?
Biu respondeu -Não só a semente
E ainda deu tapinha nas costas e disse: - Se plantar
a melancia ela apodrece!
Autor das poesias: Arlindo Lopes, São josé do Egito - PE
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