terça-feira, 7 de junho de 2011

Ai se sesse

Disseram para o poeta Zé da Luz que pra falar de amor, era necessário uma português correto e tal.
E aí ele escreveu essa poesia:


Se um dia nois se gostasse
Se um dia nois se queresse
Se nois dois se empareasse
Se juntim nois dois vivesse
Se juntim nois dois morasse
Se juntim nois dois drumisse
Se juntim nois dois morresse
Se pro céu nois assubisse
Mas porém acontecesse
De São Pedro não abrisse
A porta do céu e fosse
Te dizer qualquer tulice
E se eu me arriminasse
E tu cum eu insistisse
Pra que eu me arresolvesse
E a minha faca puxasse
E o bucho do céu furasse
Tarvês que nois dois ficasse
Tarvês que nois dois caisse
E o céu furado arriasse
E as virgi toda fugisse

Autor: Poeta Zé da Luz

TE AMO TANTO

TE AMO TANTO
QUE NÃO SEI QUANDO
VOU PARAR DE SOFRER
ÉS MINHA VIDA
A MINH’ÁLMA PERDIDA
SÓ ENCONTRO EM VOCÊ

NÃO SEI O QUE VAI SER DE MIM
SE UM DIA EU TE PERDER
QUE A MINHA VIDA ASSIM
MÃO É NADA SEM VOCÊ

O TEMPO PARECE NÃO PASSAR
EM TUDO QUE VEJO SÓ LEMBRA VOCÊ
SEJA ONDE FOR EM QUALQUER LUGAR
TÁ IMPOSSIVEL É TE ESQUECER

MEU MUNDO ESTÁ TÃO PERDIDO
SEM VOCÊ AQUI PERTO DE MIM
MEU CORAÇÃO TÁ QUEBRADO PARTIDO
E JÁ ESTÁ CHEGANDO AO FIM

Autor: Lucimario Almeida

Saudade é chorar sorrindo com o coração chorando

A saudade é sentimento
Que amarga e dar prazer
Mas faz parte do viver
Do amor é o fermento
Se é parte do tormento
Ver as lágrimas derramando
Mesmo triste vou cantando
Não posso ficar fingindo
Saudade é chorar sorrindo
Com o coração chorando.

Quem não ama não conhece
Da saudade o sofrimento
Não viveu este momento
Na noite quando anoitece
Que o coração padece
E as lágrimas derramando
Não dorme fica pensando
E no peito a dor sentindo
Saudade é chorar sorrindo
Com o coração chorando.

Anizio

Julieta

Brilho de Vênus, ilusões douradas
Alma que chora, que sorri e canta
Nécta formado pela sombra santa
Das brancas franjas das manhãs nevadas

Flor das flores que nas madrugadas
Os jardins da vida sua essência encanta
Celeste lírio, genuína planta
Serena bruma do País das Fadas

Em teu rosto, angelical criança
Existe algo de uma esperança
Que Deus envia lá do céu sorrindo

A criatura que te ouvir falar
O espírito pede para contemplar
A graça pura de teu rosto lindo


João Batista de Siqueira - Cancão

Alma Gêmea

Duas almas bem unidas
São duas gotas de orvalho
São duas rosas num galho
Das brisas favorecidas
São duas plantas erguidas
No campo das ilusões
Duas imaginações
Que numa só senda trilham
Duas auroras que brilham
No céu de dois corações.

João Batista de Siqueira - Cancão

quinta-feira, 2 de junho de 2011

SONETO EU SOU

MODERNO COM ALEGRIA
ESTUDANTE INTELIGENTE
UM ETERNO CONCIENTE
NO MUNDO DA MELODIA

O MELHO VERSO DO DIA
MENININHO COMPETENTE
E MAIORAL DO REPENTE
É RIMA E TEM POESIA

NO MOMENTO QUE EU CANTO
ISTO TUDO CAUSA ESPANTO
LINDO BEM DESENVOLVIDO

TALENTOSO APAIXONADO
O POVO GRITA DE LADO
NUNCA SERAIS ESQUECIDO

Autor: José Nilton (Poeta Divino) 30 de agosto de 2010 São José do Egito – PE

SONETO VOCÊ

SEU SORRISO TÃO MEIGO É ENVOLVENTE
ENVOLVE-ME COM TANTA VALENTIA
É POR ISSO QUE PENSO TODO DIA
NO SEU JEITO TÃO DOCE E ATRAENTE

A PAIXÃO QUE EU SINTO É PERMANENTE
PORQUE EU SEM VOCÊ PERCO A MAGIA
EU TE DIGO SEM TE NADA SERIA
POIS ÉS TU QUE ME DEIXA ALEGREMENTE

ÉS SINCERA ÉS RARA E É BELDADE
É A MOÇA MAIS LINDA DA CIDADE
SEU OLHAR É SINCERO E É FACEIRO

SUA BELEZA É UM VICIO QUE NÃO FINDA
É DE LINDA A PESSOA QUE É MAIS LINDA
É DE CHEIRO O PERFUME DE MAIS CHEIRO

Autor: José Nilton (Poeta Divino) 9 de setembro de 2010 São José do Egito – PE

SONETO MAMÃE

JÁ FIZESTE POR MIM TANTA BONDADE
QUE NÃO SEI SE EU IREI RETRIBUIR
NESTE MUNDO NÃO HÁ COMO INSISTIR
UM ALGUÉM TENDO TANTA LEALDADE

SEU CARINHO É SUBLIME DE VERDADE
EU SOU FILHO E POSSO ADMITIR
ELA DIZ SORRIREI SE TU SORRIR
SOU FELIZ SE TIVER FELICIDADE

MAMÃE ÉS UMA FLOR QUE DESABROCHA
TU ÉS FORTE IGUALMENTE A UMA ROCHA
MAMÃE SOIS A RAZÃO DE MINHA VIDA

NESTE SIMPLES SONETO DEIXO ESCRITO
O AMOR QUE EU SINTO É INFINITO
ISSO FIZ PRA VOCÊ MAMÃE QUERIDA

Autor: José Nilton (Poeta Divino) 1 de setembro de 2010 São José do Egito – PE

SONETO PAPAI

POR SER HOMEM DE HONRA E DE CONDUTA
SE ERROU FOI TENTANDO SER PERFEITO
ENSINOU MEUS IRMÃOS DO MESMO JEITO
OS MOSTRANDO AQUI COMO SE LUTA

MEUS IRMÃOS QUASE SEMPRE O ESCUTA
ME ORGULHO FAZER ESTE CONCEITO
ESTE HEROI QUE EU FALO É SEM DEFEITO
SUA HISTÓRIA É QUASE ABSOLUTA

UMA COPIA DE TE NUNCA SEREI
POIS DOS MESTRES DOS MESTRES FOSTE REI
TU ÉS PAPAI A LUZ QUE TEM MAIS BRILHO

E MEU VERSO SE TORNA CRISTALINO
ACOMPANHO-LHE PAPAI DESDE MENINO
AGRADEÇO A VOCÊ POR SER SEU FILHO

Autor: José Nilton (Poeta Divino) 30 de agosto de 2010 São José do Egito -PE

quinta-feira, 5 de maio de 2011

SAUDADE

O Stress contribui,
Para a pressão hipertensa,
A pessoa depressiva,
A solidão é propensa,
E a medicina não trata,
Saudade como doença!

Quem sente saudade intensa,
Quando a distancia separa,
Carrega o peito de angustia,
E triste o coração dispara,
E a saudade abre ferida,
Que só reencontro sará!

Ela expõe na nossa cara,
A foto do sentimento,
Com a tinta da tristeza,
Na folha do pensamento,
A dor escreve saudade,
Com “S” de Sofrimento!

Provoca envelhecimento,
Tristeza e desesperança,
Os sintomas são os mesmos,
Em velhos, jovens e crianças,
Vírus do raker do tempo,
Que deleta na lembrança!

A saudade não se cansa,
De gargalhar de quem chora,
Não é dor que um comprimido,
Ajuda a passar na hora,
É um banço que a pessoa,
Só vendo a outra melhora!

Ninguém sabe onde ela mora,
Mais vive em todo lugar,
Quem ama sente desejo,
De ver ouvir e tocar,
E gostar sem sentir saudades,
É mesmo que não gostar!

Todos que conseguem amar,
São portadores suspeitos,
Nas cartas nos telegramas,
Nos telefonemas feitos,
Seria rica a SAUDADE,
Se cobrasse os seus diretos!

A dor dos sonhos desfeitos,
Faz a saudade existir,
Ninguém rompe um casamento,
Com quem gosta sem sentir,
Saudade naquelas horas,
Que se deita pra dormir!

Sua voz não posso ouvir,
Seu rosto é desconhecido,
Quem diz que não tem saudade,
Perdendo um ente querido,
Pode a até ficar sem sono,
Mais sem saudade eu duvido!

Ela não toma partido,
Nem faz distinção de amante,
Um texto sem ter autor,
E uma imagem constante,
Na televisão dos olhos,
De quem se encontra distante!

Às vezes por um rompante,
A gente acaba um amor,
No outro dia a saudade,
Ponto final não quer pôr,
E o sal que começa o nome,
Tempera o gosto da dor!

Estuda o interior,
Da alma que se apaixona,
Entra sem pedir licença,
E Toma conta sem dona,
Sem avisar põe na mira,
E Sem piedade detona!

Meu coração deu carona,
Sem querer e ela entrou,
A enchente dos meus olhos,
Ha muito tempo secou,
E trago no peito um incêndio,
Que a saudade começou!

Ela toca quem amou,
E viu que amar valia à pena,
No rol das grandes paixões,
Não tem saudade pequena,
E recaída de sarampo,
É 10 vezes mais amena!

Corpo e alma ela envenena,
De quem sofre o abandono,
Quando ela pega pesado,
No máximo os olhos do dono,
Nas 12 horas de noite,
Tem 10 minutos de sono!

Eu não xeroco nem clono,
Da saudade as digitais,
Sombra dos apaixonados,
Carma que aflige os casais,
E o mal que ela faz aos corpos,
Nem tuberculose faz!

Os Nonatos

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Soneto do Viver

Nesta data repleta de alegria,
O meu verso lhe dou com humildade.
É o presente sereno da magia
Que transborda nas linhas da verdade.

Os desejos são: luz, paz, harmonia!
O "Cinquenta" traduz serenidade,
Um percurso sublime que irradia.
Os instantes vividos com saudade.

No jardim colorido do viver,
O perfume que exala do seu ser
Traz a rima perfeita do momento.

Cada pétala aberta da emoção
Faz o mundo tocar seu coração
Com o pólem sutil do sentimento.

Autora: Rachel Rabelo – 11/11/2010
DO BLOG DO POETA GILMAR LEITE

Burro

Vai ele a trote, pelo chão da serra,
Com a vista espantada e penetrante,
E ninguém nota em seu marchar volante,
A estupidez que este animal encerra.

Muitas vezes, manhoso, ele se emperra,
Sem dar uma passada para diante,
Outras vezes, pinota, revoltante,
E sacode o seu dono sobre a terra.

Mas contudo! Este bruto sem noção,
Que é capaz de fazer uma traição,
A quem quer que lhe venha na defesa,

É mais manso e tem mais inteligência
Do que o sábio que trata de ciência
E não crê no Senhor da Natureza.

por: Patativa do Assaré

Cavalgadas de Lembranças

Num cavalo galopei sobre a serra
Um jaguar deu esturros estridentes,
A serpente feroz mostrou seus dentes
Os punhais afiados para a guerra.
A caatinga no peito ainda desterra
As lembranças das grutas tenebrosas,
Os espinhos das plantas venenosas,
As floradas dos pés dos bugaris,
As cantigas das lindas juritis,
Alegrando as auroras invernosas.

Cavalgando veloz pelas campinas
O meu corpo sentia a brisa leve
Eu ficava maneiro como a neve
Dando beijos com dúlcidas neblinas.
No cavalo eu pegava em suas crinas
Agarrado, sentindo a pulsação,
O meu corpo tornava-se sertão
Embrenhado na mata bem fechada
Vez enquanto sentindo uma florada
Penetrando no fundo coração.

As passadas dos cascos do cavalo
Desenhavam o fundo dos caminhos
O meu corpo fugia dos espinhos
Numa dança dos cactos num embalo.
Eu ficava tão fino como um talo
Sobre o dorso do meu lindo alazão,
De chapéu, de perneira e de gibão,
Eu rompia as chapadas mais distantes
Enfrentando rochedos bem cortantes
Sem temer os perigos do grotão.

Eu livrei-me dos troncos das juremas
Dos espinhos em formas de anzóis
E senti das campinas os lençóis
Dos tapetes das gramas em poemas.
Envolvido naqueles mil emblemas
O meu corpo brotou a flor sensível;
Hoje tenho a lembrança inesquecível
No jardim florescente da memória
Que renasce do peito minha história
Onde torno meu mundo mais visível.

Por: Gilmar Leite
Fonte: Blog Águas do Pajeú