sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Pagina branca - Soneto

Meu coração se apressa em te lembrar
No raro encanto que teu olhar encerra
O calor do teu afago a me queimar
Restringindo a tortura dessa espera

Deusa de tuas noites, apenas quero
Enlanguescer perdida em teu abraço
Aspirar todo encanto, que com esmo
Ofereces no aconchego do teu regaço

Vem, leva o inverno que em mim mora
Quando da tua ausência, farta me vejo
Traz teu olhar, que meus sentidos aflora
Entontece-me com fúria do teu desejo

Toma meu sonho nos lençóis de cetim
Sou tua página branca, rabisca em mim

Gloria salles

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Para Deborah Guimarães

Posso até me equivocar
Em versar sobre você
Mas pelo pouco que conheço
Acho que dá pra saber
Há coisas que a boca não fala
Só um gesto pode dizer

Só um gesto pode dizer
O quanto alguém é gente boa
Pode cair tempestade
Fazer sol, cair garoa
Nem a tristeza chega perto
Quando seu sorriso soa

Quando seu sorriso soa
Quem tá perto se contagia
Pois deus lhe deu esse dom
Do sorriso como magia
Que pra ser feliz toda vida
Siga esse dom como guia

Siga esse dom como guia
Que a todo mundo encanta
Pois vejo nos seus amigos
Que a alegria é tanta
Que ainda não vi tristeza
Que um sorriso não espanta

Queria de te falar mais
Perdão se não falei direito
As rimas foram bem simples
Mas saíram aqui do peito
E outo dia eu prometo
Que faço um verso bem feito

Deixo aqui a minha estima
Pra essa galega especial
pessoa de fina estampa
Uma bandeira fenomenal
Deixo escrito Deborah Guimarães
Em letreiro digital! Uau!

Mario Almeida

Esse é pra você Deborah

terça-feira, 8 de novembro de 2011

O tempo dá, depois leva, Não devolve nunca mais.



Lembro dos meus vinte anos
No verdor da mocidade
Gozava a felicidade
De nada fazia planos;
Juntamente com meus manos
Eu dava saltos mortais
Hoje nos meus castiçais
Invés de luz vejo treva
O tempo dá, depois leva
Não devolve nunca mais.

Mote: Aloísio Lopes
Glosa: Léo Medeiros
Sobral, 03/10/2011.
Fonte: Blog de Leo Medeiros

Nossas brigas de amor já fazem parte, Do romance maior de nossas vidas

A distância pra nós foi um castigo
e castigados podemos aprender
que eu não posso existir sem ter você
e nem você ser feliz sem tá comigo
foi nas brigas que vi que não consigo
encontrar outra dama em minhas idas,
te botar no mural das esquecidas
nem mandar o que eu sinto pra o descarte
nossas brigas de amor já fazem parte
do romance maior de nossas vidas.

Nosso amor se tornou tão complicado
cada briga manchou nossos cartazes
porem logo em seguida vinham as pazes
pra botar-nos de novo lado à lado
Que é difícil um casal apaixonado
não rever suas falhas cometidas
pois diante de nossas despedidas
eu me vi quase a beira de um enfarte
nossas brigas de amor já fazem parte
do romance maior de nossas vidas.

Nossas brigas cessou nossos carinhos
Mas depois o amor curou as dores
Que um casal quando vive em mar de flores
Muitas vezes se furam com os espinhos
Se eu feri os meus pés pelos caminhos
Ao andar pelas zonas proibidas
Só você é quem cura tais feridas
Pois em ti encontrei meu baluarte
Nossas brigas de amor já fazem parte
Do romance maior de nossas vidas


Mote:Biu Salvino
Glosas:Welton Melo
Fonte: Blog de Leo Medeiros

Eu sou pouco pra você

Sou tão pouco meu bem,sou quase nada!
sou somente um poeta sonhador
minha mãe foi uma santa abençoada
e papai não passou de um lavrador
me criei nesta vida um tanto dura
ajudando papai na agricultura
e vendo a seca torrar minha esperança
de lazer meu amor,não tive nada!
pois quem cresce no cabo de um enxada
não tem tempo se quer de ser criança.

Foi assim que eu passei a minha vida
sem direito a amar nem querer bem
e apesar da infância tão sofrida
não invejo viver de seu ninguém
nunca tive direito a um brinquedo
o que eu tinha era um calo em cada dedo
pra provar q eu cuidei da plantação
cultivei esta terra seca e dura
e apesar dessa vida de amargura
eu me orgulho em ser filho do sertão.

Apesar de também ser sertaneja
nós dois somos bastantes diferentes
sua vida foi dada de bandeja
você teve os melhores pretendentes
cada qual mais bem visto pelo povo
com dinheiro no banco,carro novo
e se quer algum dia passou fome
mas você se envolveu com este matuto
operário da roça,pobre e bruto
que mal sabe escrever o próprio nome.

Eu sou pobre meu bem,sem condição
mas por isso eu não sou um marginal
e nem penso em sair do meu sertão
pra viver nos porões da capital
o que eu quero é morar num pé de serra
retirando o sustento dessa terra
bem distante de um mundo sub humano
desenhar minha vida numa tela
e me casar com uma moça pura e bela
que me dê um menino todo ano.

Mas se tu realmente diz me amar
com total segurança e com certeza
e aceitar meu convite pra o altar
dando as costas pra o lucro e pra riqueza
vou trazer-te meu bem pra meu ranchinho
te tratar com amor e com carinho
da maneira que assim eu sempre fiz
que o amor sendo puro,a tudo encobre
e o mundo vai ver que um cabra pobre
também pode fazer mulher feliz.

Autor: Welton Melo
São José do Egito-PE, 02/11/201
Fonte:Blog de Leo Medeiros

Não existe quem viva sem saudade, Nem saudade que dure sem razão.

Quando a tormenta viaja ao seu encontro
E você põe-se a pagar pelos castigos
Ao chorar você pede o reencontro
Ora a Deus pra ter por perto os amigos
Agradece por tê-los como abrigos
Sente firmeza por eles serem teu chão
Já não tendo mais mágoa no coração
Cai a tormenta, reina a felicidade
Não existe quem viva sem saudade
Nem saudade que dure sem razão.

Autor desconhecido

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

SOU MATUTO NORDESTINO

SOU MATUTO NORDESTINO
E NÃO SEI FALAR BONITO
EU DIGO TUDO QUE PENSO
FALO TUDO QUE ACREDITO
EU NÃO SEI FICAR CALADO
SOU UM VAQUEIRO APAIXONADO
DE SÃO JOSÉ DO EGITO.

(Tonny Vaqueiro)

domingo, 6 de novembro de 2011

Uma Paixão Pra Santinha

Jessier Quirino

Xanduca de Mané Gago
Tinha querença mais eu
Me vestia de abraço
Bucanhava os beiço meu
Era aquele tirinete
Parecia dois colchete
Eu in nela e ela in nêu.

No apolegar das tetas
Nos chamego penerado
Nas misturação das perna
Nos cafuné do molengado
Nos beijo mastigadinho
Nos açoite de carinho
Nós era bem escolado.

Era aquele tudo um pouco
Era aquela amoridade
Mas faltava na verdade
Sensação de friviôco
Um querer, uma pujança
Daquela que dá sustança
Na homencia do cabôco.

No dia que`u vi Santinha
Sobrinha do sacristão
O bangalô do meu peito
Se enfeitou feito um pavão
Foi quando esqueci Xanduca
Sem mágoa sem discussão
Pois vimos que nós só tinha

Uma paixãozinha mixa
Uma jogada de ficha
Uma piola de paixão.
Santinha é a indivídua
Que misturou meu pensar
Que me deixou friviando
Sem nem sequer me olhar

Matutinha aprincesada
Mulher de voz aflautada
Olhosa de se olhar
Fulô de beleza fina
É a tipa da menina
Que se deseja encontrar.
Mas Santinha é quase santa

Nem percebe o meu amor
Não tem na boca um pecado
Tem o beicinho encarnado
Pintado a lápis de cor
Só tem olhos pra bondade
Mas não faz a caridade
De enxergar um pecador.
Ah! se eu fosse um monsenhor

Um padre, um frei, um vigário
Eu achucalhava os sino
De riba do campanário
Eu abria o novenário
Eu enfeitava um andor
Botava ela impezinha
Feito uma santa rainha

Padroeira dos amor.
Arranjava um pedestal
Um altar um relicário
Chamava todas carola
Chamava todo igrejário
E dizia em toda altura
Com voz de missionário:

Oh! minha santa Santinha!
Tire este manto celeste
Saia deste relicário
Olhe pra mim e garanta
Que vai deixar de ser santa
Que`u deixo de ser vigário!

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Não há verso no mundo que retrate, A grandeza do povo sertanejo"

"Procurei encontrar inspiração
Num recanto de terra pequenina
Pra fazer um poema em descrição
Das histórias da vida nordestina
Mas olhando para a força dessa gente
Vi que um verso não é suficiente
Pra mostrar a beleza do que vejo
Um poema seria um disparate
Não há verso no mundo que retrate
A grandeza do povo sertanejo"

Maurício Menezes

Sem nordeste o Brasil não é Brasil, Sem sertão o nordeste não é nada

Falar mal do sertão hoje eu não ouço
Não se entrega a cansaço ou enxaqueca
Um herói pelejando contra a seca
Contra a cheia combate sem sobrosso
Respeitá a moral de velho e moço
Também quer ver a sua respeitada
Sem Brasil a América é derrotada
Com Brasil a América vale mil
Sem nordeste o Brasil não é Brasil
Sem sertão o nordeste não é nada

IVANILDO VILA NOVA .........

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

O Amor

O amor é como a morte
Que não separa ninguém
Quem parte sente saudade
Quem fica saudade tem
Quem segue, segue chorando
Quem fica chora também

Autor: Desconhecido

Ex saudade

A saudade invadiu meu peito,
Formou um buraco por muito tempo.
Mas hoje é diferente,
pois você preencheu este sentimento.
Me deixando feliz a todo momento.

Autora: Deborah Guimarães