quinta-feira, 12 de julho de 2012

Se os meus olhos não virem mais teu rosto, A tristeza me leva à sepultura




Altas noites eu saio pelas ruas
Para mim estou te vendo em cada esquina
No silencio da busca vespertina
Para mim estou ouvindo as frases tuas
Os teus olhos emitem duas luas
Clarenado as paisagens da natura
Trazendo-me a lembrança viva e pura
De um dia eu viver ao teu encosto
Se os meus olhos não virem mais teu rosto
A tristeza me leva à sepultura

Se os meus olhos tiverem a pouca sorte
De não mais avistarem o teu semblante
O teu sorriso romantico delirante
O teu porte de atleta meigo e forte
Tenho plena certeza que a morte
Dar-me-á  por abrigo a cova escura
Mas minhalma ansiosa te procura
Até nu lugar que o sol é posto
Se os meus olhos não virem mais teu rosto
A tristeza me leva à sepultura

Neste lago de ondas cristalinas
Onde vamos seguindo sem parar
Eu tambem aprendi a velejar
O meu barco de dores e ruinas
No balanço incasável das andinas
Minha vista revoa se mistura
Se o naufrágio leva-me à lona pura
Morrerei afogada no desgosto
Se os meus olhos não virem mais teu rosto
A tristeza me leva à sepultura

Mais pensando que ainda  te assisto
Nos calores fraternos dos encontros
Já que a vida tem tantos desencontros
Eu espero na duvida não insisto
Asseguro-te que nunca tinha visto
Outros lábios pra ter tanta ternura
Se há parte do santo em criatura
O teu lindo semblante está composto
Se os meus olhos não virem mais teu rosto
A tristeza me leva à sepultura


Autora: Roseane lopes (Subrinha do Poeta Zé Catota)

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Nunca mais vou chorar na sepultura Do amor que eu mesmo assassinei



Nunca mais uma lágrima vai cair
Aprendi a viver com essa dor
Dos dois crimes que tem, um é o amor
Mais um outro, o direito de sorrir
Muitos meses contados sem dormir
Muitas horas somadas que chorei
E o pranto que em publico derramei
Hoje ecoa em meu íntimo e me tortura
Nunca mais vou chorar ne sepultura
Do amor que eu mesmo assassinei

Quando um grande amor, a gente mata
Lá no céu de desgosto um anjo chora
Se eu pudesse estornar aquela hora
Nunca mais  eu falava em sorte ingrata
Apesar desta dor que me maltrata
Me conforta saber que já te amei
Alguns crimes das costas já tirei
Mas o crime do amor inda perdura
Nunca mais vou chorar na sepultura
Do amor que eu mesmo assassinei

Hoje vivo tal qual um condenado
Tendo a pena perpétua como pena
E de pena se chora vendo a cena
Quem da morte do mar se fez culpado
Tem a sombra da culpa do meu lado
E a memória lembrando que errei
Se pensar que da dor me libertei
A consciência sem dor me enclausura 
Nunca mais vou chorar na sepultura
Do amor que mesmo assassinei.



GLOSAS: PAULO RABELO
MOTE: AUTOR DESCONHECIDO
FONTE: BLOG DO JOSA RABELO

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Três Anos de Percurso Sertão Poeta




São três anos de percurso
De poesia com fartura
Tem a Net como ferramenta
E o Blog como estrutura
Assim veio o Sertão Poeta
Divulgar é sua meta
Valorizando a cultura

São três anos de percurso
Divulgando a nossa raiz
Do Sertão ao Chuí
Até pra fora do país
Lá onde o vento se desfaz
É onde a poesia se faz
Assim um poeta diz

                                     Autor: Mario Almeida

ANDANDO POR AÍ



EU TENHO ANDADO DE UM JEITO
DE UM JEITO QUE NÃO ENTENDO
É COMO SEU EU VISSE ALGO
QUE NADA TIVESSE VENDO
É COMO SE PARASSE PRA PENSAR
E O PENSAMENTO A VIAJAR
NO PERCURSO FOSSE SE PERDENDO

MINHA CABEÇA VIVE OCUPADA
SENDO QUE ELA VAZIA ESTÁ
ÀS VEZES PRECISO DE UM SILÊNCIO
PRA MEU PRÓPRIO SILÊNCIO ESCUTAR
E COMO O SILÊNCIO É UM VAZIO
PERCO-ME NESSE VÁCUO SUTIL
QUE NÃO SEI ONDE VAI PARAR

Mario Almeida ( O Poeta Apaixonado)

terça-feira, 15 de maio de 2012

CANCÃO (João Batista de Siqueira) 100 anos


O poeta João Batista de Siqueira (Cancão), o pássaro poeta como ficou conhecido, completaria cem anos neste dia 12 de Maio se estivesse vivo.

Poeta popular, mais conhecido por Canção, nasceu em São José do Egito, a 12/05/1912. Em 1950, deixou de participar de cantorias de viola e dedicou-se apenas à poesia escrita. Sua obra já foi classificada pelos críticos como uma versão popular à poesia de poetas românticos como Castro Alves, Fagundes Varela ou Casimiro de Abreu.Freqüentou a escola por pouco tempo ("não cheguei ao segundo livro") e foi, também, oficial de Justiça em sua cidade, onde morreu a 05/07/1982. Livros publicados: "Meu Lugarejo”, Gráfico Editora Nunes Ltda, Recife, 1978; "Musa Sertaneja" e "Flores do Pajeú". Folhetos de Cordel de sua autoria: "Fenômeno da Noite", "Mundo das Trevas", "Só Deus é Quem Tem Poder".Cancão deixou Três Livros publicados:MEU LUGAREJO - 1978 / MUSA SERTANEJA / FLORES DO PAJEÚFolhetos de Cordel de sua autoria:"Fenômeno da Noite", "Mundo das Trevas", "Só Deus é Quem Tem Poder".


MEU LUGAREJO


I
Meu recanto pequenino
De planalto e de baixio
Onde eu brincava em menino
Pelos barrancos do rio
Gigantescos braunais
Meus soberbos taquarais
Cheios de viço e vigor
Belas roseiras nevadas
Diariamente abanadas
Das asas do beija-flor.


II
A terra da catingueira
Criada na penedia
Onde a ave prazenteira
Canta a chegada do dia
Planalto, ribeiro, prado
Onde até o próprio gado
Parece ter mais prazer
Terreno das andorinhas
Onde arrulham mil rolinhas
Quando começa a chover.


III
A borboleta ligeira
Que desce do verde monte
Passa voando maneira
Roçando as águas da fonte
As aragens dos campestres
Pelas florzinhas silvestres
Atravessam sem alarde
Quando o sol se debruça
A Natureza soluça
Nas sombras do véu da tarde.


IV
Terreno em que os sabiás
Cantam com mais queixumes
Belas noites de cristais
Cravadas de vaga-lumes
Meus mangueirais magníficos
Por onde os ventos pacíficos
Atravessam mansamente
Verdes matas perfumadas
Nas lindas tardes toldadas
Das cinzas do sol poente.


V
Esvoaçam, preguiçosas
As abelhas pequeninas
Tirando néctar das rosas
Das regiões campesinas
Os colibris multicores
Pelos serenos verdores
Perpassam com sutileza
O orvalho cristalino
Lembra o pranto divino
Dos olhos da Natureza.


VI
Palmeiras que o rouxinol
Canta ainda horas inteiras
As auras do pôr-do-sol
Soluçam nas laranjeiras
A pelúcia aveludada
De muitas flores bordada
Desde o vale até o outeiro
Lugar em que cada planta
Soluça, sorri e canta
Pelos trovões de janeiro


VII
Deslumbra a gente o encanto
Das borboletas douradas
Pousarem no róscio santo
Das manhãs cristalizadas
Fingem variadas fitas
De fato que são bonitas
Porém se fingem mais belas
Que a divina Natureza
Por ter-lhes posto a beleza
Deu mais vaidade a elas.


VIII
Oh, noite de lua cheia
De minha terra querida
Lindas baixadas de areia
Princípios da minha vida
Lugares de despenhado
Onde gozei, descansado
Sombra, frescura e carinho
Bosque, vale, serrania
Lugares onde eu vivia
Em busca de passarinho.


IX
Os colibris delicados
Pelas manhãs de neblina
Passam voando vexados
Na vastidão da campina
Nos frondosos jiquiris
Dezenas de bem-te-vis
Elevam seus madrigais
Lugar que grita o carão
Olhando o santo clarão
Primeiro que o dia traz.


X
As pequeninas ovelhas
Descem buscando o aprisco
Colhendo ainda as centelhas
Do sol ocultando o disco
Seguem pelas mesmas trilhas
Como que sejam as filhas
Dum pastor que lhes quer bem
Recebendo ainda as cores
Dos derradeiros rubores
Que o céu do oeste tem.


XI
Vivia sempre brincando
Fosse de noite ou de dia
Na alma se apresentando
Um mundo de poesia
Minhas queridas delícias
Aquelas santas primícias
Se passaram como um hino
Hoje só resta a lembrança
Do tempo em que fui criança
No meu torrão pequenino.


Fonte: Portal do Pajeú

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Mãe



Mãe é aquela que cuida
Do filho com muito amor
Mãe é aquela que educa
Sem diploma de professor
O que a mãe ensina ao filho
Pra toda vida tem valor

O amor de mãe não tem
No mundo comparação
Amor de mãe é sem limite
E maior é a sua proteção
Coração de mãe é tão grande
Que cabe mais de um coração

Por isso mãe neste dia
Quero lhe homenagear
Em nome de todos os filhos
Que a senhora pode criar
E que deu todo seu amor
Pra que pudessem estudar

Mãe sei que a senhora sabe
Que mãe cria filhos pro'mundo
Que um dia eles criam asas
Para outros solos fecundos
Mas um bom filho a casa torna
Depois de conhecer outros "mundos"

Mãe deixamos aqui firmado
O nosso reconhecimento
Do esforço que fizestes
Em prol do nosso crescimento
E que Deus te abençoe sempre
Agora e em todo momento

Homenagem ao Dia das Mães 13 de Maio
De: Mario Almeida 08/05/2012
São José do Egito-PE

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Uma Rede?



Encontrei certo dia no caminho
Um mendigo andando a mendigar
Perguntei o que quer realizar
Respondeu o meu sonho é pequeninho

E depois explicou bem direitinho
Que esmola, todinha, irá juntar.
E então uma rede vai comprar
Pra ficar sossegado no cantinho.

Dei dez contos a ele e fui embora
Viajei e passei dez anos fora
Ao chegar o mendigo apareceu

E mim disse, a rede não comprei.
Rede esta tão cara perguntei?
Rede globo, assim mim respondeu...


José Nilton (poeta divino)(15/03/12)

terça-feira, 24 de abril de 2012

SE SEU BEIJO MATASSE QUEM BEIJASSE, EU BEIJAVA SABENDO QUE MORRIA


EU QUERIA PROVAR POR UM INSTANTE
 NEM QUE FOSSE UMA COISA REPENTINA
VISTO DE LONGE O TEU OLHAR ME FASCINA
E TEU SORRISO MEXE COMIGO O BASTANTE
O TEU ROSTO É TÃO LINDO E FASCINANTE
QUE SE EU PUDESSE BEIJAR, TE BEIJARIA
SE TU DEIXASSE HOJE MESMO EU FARIA
ISTO É, SE NADA EM TI MUDASSE
SEU BEIJO MATASSE QUEM BEIJASSE 
EU BEIJAVA SABENDO QUE MORRIA 

AUTOR: JOSÉ ALANAILSON

Dez minutos de amor sendo contigo, Vale o resto da vida sem amar

EU TAMBEM SEI QUE NÃO SOU TÃO PERFEITO
ÀS VEZES EU MUDO MEU PENSAMENTO
MAS NÃO ME ESQUEÇO DE TE POR UM MOMENTO
E ÀS VEZES PENSO QUE ISSO É UM DEFEITO
MUITAS VEZES NÃO SEI O QUE É DIREITO
E NEM SE DEVO MEU PENSAMENTO MUDAR
A TODO INSTANTE EU NÃO PARO DE LEMBRAR
DE TODO TEMPO QUE TIVER COMIGO
DÉZ MINUTOS DE AMOR SENDO CONTIGO 
VALE O RESTO DA VIDA SEM AMAR

 NEM SE QUER PENSEI EM OLHAR PRA TRÁS
 QUANDO VI QUE ESTAVA APAIXONADO
O QUE EU QUERIA ERA TER VOCÊ DO LADO
POIS SÓ TEU BEIJO É QUE ME SATISFAZ
DEIXAR-TE ISSO EU NÃO QUERO JAMAIS
POIS SEM TE MEU MUNDO VAI DESABAR
SE EU TE PERDER JURO QUE NEM VOU ME ACHAR
POIS TEU ABRAÇO E TEU BEIJO É MEU ABRIGO
DEZ MINUTOS DE AMOR SENDO CONTIGO 
VALE O RESTO DA VIDA SEM AMAR

CADA DIA QUE PASSO SEM TE VER
PARECE ATÉ QUE DE TE SOU DEPENDENTE
MEU AMOR SEM VOCÊ SOU DESCONTENTE
POR QUE SOZINHO NÃO SEI COMO VIVER
DE SAUDADES PENSO ATÉ QUE VOU MORRER
QUANDO SEI QUE DE TE VOU ME AFASTAR
A TODA HORA SÓ PENSO EM TE ENCONTRAR
 SE ESTIVER SÓ FICO MAL ATÉ COMIGO
DEZ MINUTOS DE AMOR ATÉ SENDO CONTIGO 
VALE O RESTO DA VIDA SEM AMAR

O TEU CORPO É TÃO LINDO E PERFUMADO
QUE ATÉ AS FLORES DE TE SENTEM CIUME
SÓ VOCÊ QUEM POSSUI ESSE PERFUME
QUE DEIXOU-ME PRA SEMPRE APAIXONADO
TAMBÉM TEU ROSTO É TÃO LINDO E BEM TRAÇADO
QUE É IMPOSSÍVEL UM MINUTO NÃO LEMBRAR
É PERFEITO TEU JEITO DE ME OLHAR
QUE SE EU FICAR SEM LEMBRAR-ME É UM CASTIGO
DEZ MINUTOS DE AMOR SENDO CONTIGO 
VALE O RESTO DA VIDA SEM AMAR

 AUTOR: JOSÉ ALANAILSON