sábado, 14 de julho de 2012
quinta-feira, 12 de julho de 2012
Até quando meu Deus será que dura, Esta seca no meu belo Sertão
Meu sertão nesta seca prolongada
O matuto nosso fiél heroi
Alta noite sua cabeça dói
De pensar no clamor da filharada
De manhã sem ter leite nem coalhada
Sem arroz, sem farinha e sem um pão
Um pouquinho de agua no cacimbão
Vai buscar só encontra lama pura
Até quando meu Deus será que dura
Esta seca no meu belo Sertão
Meu sertão da famosa vaqueijada
Dos vaqueiros que cantam de manhã
Cada aboio que ecoa lá na chã
Despertando a alegre passarada
Hoje em dia o sertão não tem mais nada
O sol quente torrou a plantação
Não deu fava, nem milho, nem feijão
E nem cana pra fazer a rapadura
Até quando meu Deus será que dura
Esta seca no meu belo Sertão
Cai a folha cinzenta do pereiro
Seca o pé de cajueiro no baxio
A coruja tristonha solta um pio
Por não ver uma fruta no cardeiro
Seca a água que tinha no barreiro
Não vem gia em redor do cacimbão
O xexéu desafina o violão
Nunc a mais toca um hino de ternura
Até quando meu
Deus será que dura
Esta seca no meu belo Sertão
Autora: Roseane Lopes (Subrinha do Poeta Zé Catota)
Quando choveu no sertão
Ouvi cantar o xexéu
Nos galhos das aroeiras
Acordei com o doce canto
Dos richinóis nas biqueiras
Respondendo aos assovios
Dos inhambus nas capoeiras
Autora: Roseane Lopes (Subrinha do Poeta Zé Catota)
Vale do pajeú
Uma saudade bonita
Com oitenta petalas finas:
A beleza das boninas
O perfume das mesquitas
Agraçeada pela fita
Da flor do mandacaru
Verdes ramos de bambu
Com milhões de pirilampos
Tochas sagradas dos campos
Do vale do pajeú
Autora: Roseane Lopes(Subrinha do Poeta Zé Catota)
Se deus me levar pro ceu
Talvez eu fique por lá
Se comer das iguarias
Que os anjos chamam manjá
E recitar poeias
Com segredo das estrias
Da flor do maracujá
Eu posso até ficar lá
Talvez um fim de semana
Se tiver as diademas
Das flores da jetirana
Com folhinhas inquietas
E meus amigos poetas
Cantando e bebendo cana
Autora: Roseane Lopes (Subrinha do Poeta Zé Catota)
Se os meus olhos não virem mais teu rosto, A tristeza me leva à sepultura
Altas noites eu saio pelas ruas
Para mim estou te vendo em cada esquina
No silencio da busca vespertina
Para mim estou ouvindo as frases tuas
Os teus olhos emitem duas luas
Clarenado as paisagens da natura
Trazendo-me a lembrança viva e pura
De um dia eu viver ao teu encosto
Se os meus olhos não virem mais teu rosto
A tristeza me leva à sepultura
Se os meus olhos tiverem a pouca sorte
De não mais avistarem o teu semblante
O teu sorriso romantico delirante
O teu porte de atleta meigo e forte
Tenho plena certeza que a morte
Dar-me-á por
abrigo a cova escura
Mas minhalma ansiosa te procura
Até nu lugar que o sol é posto
Se os meus olhos não virem mais teu rosto
A tristeza me leva à sepultura
Neste lago de ondas cristalinas
Onde vamos seguindo sem parar
Eu tambem aprendi a velejar
O meu barco de dores e ruinas
No balanço incasável das andinas
Minha vista revoa se mistura
Se o naufrágio leva-me à lona pura
Morrerei afogada no desgosto
Se os meus olhos não virem mais teu rosto
A tristeza me leva à sepultura
Mais pensando que ainda
te assisto
Nos calores fraternos dos encontros
Já que a vida tem tantos desencontros
Eu espero na duvida não insisto
Asseguro-te que nunca tinha visto
Outros lábios pra ter tanta ternura
Se há parte do santo em criatura
O teu lindo semblante está composto
Se os meus olhos não virem mais teu rosto
A tristeza me leva à sepultura
Autora: Roseane lopes (Subrinha do Poeta Zé Catota)
sexta-feira, 29 de junho de 2012
quinta-feira, 21 de junho de 2012
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Nunca mais vou chorar na sepultura Do amor que eu mesmo assassinei
Nunca mais uma lágrima vai cair
Aprendi a viver com essa dor
Dos dois crimes que tem, um é o amor
Mais um outro, o direito de sorrir
Muitos meses contados sem dormir
Muitas horas somadas que chorei
E o pranto que em publico derramei
Hoje ecoa em meu íntimo e me tortura
Nunca mais vou chorar ne sepultura
Do amor que eu mesmo assassinei
Quando um grande amor, a gente mata
Lá no céu de desgosto um anjo chora
Se eu pudesse estornar aquela hora
Nunca mais eu falava em sorte ingrata
Apesar desta dor que me maltrata
Me conforta saber que já te amei
Alguns crimes das costas já tirei
Mas o crime do amor inda perdura
Nunca mais vou chorar na sepultura
Do amor que eu mesmo assassinei
Hoje vivo tal qual um condenado
Tendo a pena perpétua como pena
E de pena se chora vendo a cena
Quem da morte do mar se fez culpado
Tem a sombra da culpa do meu lado
E a memória lembrando que errei
Se pensar que da dor me libertei
A consciência sem dor me
enclausura
Nunca mais vou chorar na sepultura
Do amor que mesmo assassinei.
GLOSAS: PAULO RABELO
MOTE: AUTOR DESCONHECIDO
FONTE: BLOG DO JOSA RABELO
quarta-feira, 6 de junho de 2012
Três Anos de Percurso Sertão Poeta
São três anos
de percurso
De poesia com
fartura
Tem a Net como
ferramenta
E o Blog como
estrutura
Assim veio o
Sertão Poeta
Divulgar é sua
meta
Valorizando a
cultura
São três anos
de percurso
Divulgando a
nossa raiz
Do Sertão ao Chuí
Até pra fora do
país
Lá onde o vento
se desfaz
É onde a poesia
se faz
Assim um poeta
diz
Autor: Mario Almeida
ANDANDO POR AÍ
EU TENHO ANDADO DE UM JEITO
DE UM JEITO QUE NÃO ENTENDO
É COMO SEU EU VISSE ALGO
QUE NADA TIVESSE VENDO
É COMO SE PARASSE PRA PENSAR
E O PENSAMENTO A VIAJAR
NO PERCURSO FOSSE SE PERDENDO
MINHA CABEÇA VIVE OCUPADA
SENDO QUE ELA VAZIA ESTÁ
ÀS VEZES PRECISO DE UM SILÊNCIO
PRA MEU PRÓPRIO SILÊNCIO ESCUTAR
E COMO O SILÊNCIO É UM VAZIO
PERCO-ME NESSE VÁCUO SUTIL
QUE NÃO SEI ONDE VAI PARAR
Mario Almeida ( O Poeta Apaixonado)
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