terça-feira, 16 de outubro de 2012

Aquela dose de amor



Um certo dia eu estava
Ao redor da minha aldeia
Atirando nas rolinhas,
Caçando rastros na areia,
Atrás de me divertir
Brincando com a vida alheia.

Eu andava mais na sombra
Devido ao sol muito quente,
Quando vi uma juriti
Bebendo numa vertente.
Atirei, ela voou.
Mas foi cair lá na frente.

Carreguei a espingarda,
Saí olhando pro chão,
Procurando a juriti
Nos troncos do algodão,
Quando surgiu um velhinho
Com um taco de pão na mão.


O velho disse: - “Senhor,
Não quero lhe ofender,
Mas se está com tanta fome
E não tem o que comer,
Mate a fome com este pão,
Deixe este pássaro viver.”

Eu disse: - Muito obrigado,
Pode guardar o seu pão...
Eu gasto mais do que isso
Com a minha munição.
Eu mato só por prazer,
Eu caço por diversão.

O velho disse: -“É normal
Esse orgulho do senhor
E todo esse egoísmo
Que tem no interior.
É porque falta no peito
Aquela dose de amor.

Se eu tivesse botado
Ela no seu coração,
Você jamais mataria
Um pardal sem precisão,
Nem dava um tiro num pato
Apenas por diversão.”

Eu fiquei muito confuso
Com as frases do ancião.
Aquelas suas palavras
Tocaram meu coração
Derrubando meu orgulho
E a vaidade no chão.

Me vali da humildade
E disse: - Perdão, senhor,
Desculpe a minha arrogância,
Mas lhe peço um favor,
Que me conte essa história
Sobre essa dose de amor.

O velho disse: - “Pois não.
Vou explicar ao senhor
Porque mesmo sem querer
Sou o maior causador
De hoje em dia o ser humano
Ser tão carente de amor.

Isso tudo aconteceu
Há muitos séculos atrás
Quando meu Pai fez o mundo
Terra, mares, vegetais.
Me pediu pra lhe ajudar
No último dos animais.

Pai me disse: - ‘Filho, eu fiz
Da formiga ao pelicano;
Botei veneno na cobra,
Bico grande no tucano,
Agora estou terminando
Este animal ser humano.

Mas ficou meio sem graça
Este animal predador...
O couro não deu pra nada,
A carne não tem sabor,
Na cabeça tem juízo,
Mas, no peito, pouco amor.

Por isso que eu lhe chamei
Pra você lhe consertar,
Botar mais amor no peito,
Lhe ensinar a amar
E tirar dessa cabeça
O desejo de matar’.

Depois disse: - ‘Filho, vá
Amanhã lá no quintal,
No casa dos sentimentos,
Perto do pote do mal...
Traga a dose de amor
E bote nesse animal’.

De manhã eu fui buscar
Aquela dose sozinho,
Mas na volta me entreti
Brincando com um passarinho
Perdi a dose do amor
Numa curva do caminho.

Quando eu notei que perdi,
Voltei correndo pra trás,
Procurei em todo canto,
Mas cadê eu achar mais.
Aí eu fiz a loucura
Que toda criança faz.

Voltei, peguei outra dose
Igualzinha a do amor,
O vidro da mesma altura,
O rótulo da mesma cor...
Cheguei em casa e botei
No peito do predador.

Mas logo no outro dia
Meu pai sem querer deu fé
Do animal ser humano
Chutando o sapo com o pé
E no outro ele mangando
Dos olhos do caboré.

Vendo aquilo pai chorou,
Ficou triste, passou mal,
Me chamou e disse: - ‘Filho,
O bicho não tá normal.
O que foi que você fez
No peito desse animal?’

Quando eu contei a verdade
De tudo aquilo que eu fiz
Pai disse tremendo a voz:
- ‘Eu sei que você não quis,
Mas você botou foi ódio
No peito desse infeliz.

Esse bicho inteligente
Com esse ódio profundo,
Com pouco amor nesse peito
Não vai parar um segundo
Enquanto não destruir
A última célula do mundo.

Depois daquelas palavras,
Chorei como um santo chora.
Quando foi à meia-noite
Eu saí de porta afora
E nunca mais eu pisei
Na casa que meu pai mora.

Daquele dia pra cá
É esta a minha pisada,
Procurando aquela dose
Em todo canto da estrada,
Pois, sem ela, o ser humano
Pra meu pai não vale nada.

Sem ela, vocês humanos
Não sabem dar sem pedir,
Viver sem hipocrisia,
Ficar por trás sem trair
Nem distante do poder
Nem discursar sem mentir.

Sem ela, vocês trucidam
E batizam os crimes seus.
Na era medieval
Queimaram bruxas e ateus
E perseguiram os hereges
Usando o nome de Deus.

Sem ela, foram pra África
E fizeram a escravidão...
Com os grilhões do preconceito
Escravizaram o irmão
Com a espada na cintura
E uma bíblia na mão’.

O velho disse: - “Perdoe
Ter tomado o tempo seu.
Consertar vocês, humanos,
É um problema só meu.”
Aí o velho sumiu
Do jeito que apareceu.

E eu fiquei ali em pé
Coçando o queixo com a mão,
Pensando se era verdade
As frases do ancião
Ou se era tudo fruto
Da minha imaginação.

E naquele mesmo instante
Vi passando na estrada
A juriti que eu chumbei
Com uma asa quebrada,
Mas não tive mais coragem
De atirar na coitada.

Joguei fora a espingarda,
Voltei olhando pro chão
Procurando aquela dose
Nos troncos do algodão
Pra guardá-la com carinho
Dentro do meu coração.

Se acaso algum de vocês
Tiver a felicidade
De encontrar aquela dose,
Eu peço por caridade
Derrame todo o sabor
Daquela dose de amor
No peito da humanidade.

(Antonio Francisco)
Fonte: Blog Agroecologia News



quarta-feira, 10 de outubro de 2012

HOMENAGEM A MINHA AMIGA CLAUDIANA


CONHECI UMA GALEGA
DAS BANDAS DE ITAPETIM
NÃO SEI DO QUE ELA GOSTA
NEM SE ELA GOSTOU DE MIM
MAS SEI QUE EU GOSTEI DELA
PESSOA SIMPLES  IGUAL A ELA
NÃO SE ENCONTRA FÁCIL  ASSIM

DIZEM QUE TODA LOIRA É BURRA
MAS NINGUÉM PROVA PRA MIM
CONHECI UMA INTELIGENTE
LÁ DAS TERRAS DE ITAPETIM
TERRA DE MULHER BONITA
SÓ QUEM VER É QUE ACREDITA
QUE  REALMENTE É ASSIM

SEU NOME É CLAUDIANA
TEM O APELIDO DE LINA
SIMPÁTICA E MUITO SIMPLES
ALÉM DE TUDO GENTE FINA
SEI QUE É GENTE DA GENTE
E NÃO PODERIA SER DIFERENTE
O BRILHO DESSA MENINA

POR ONDE ELA PASSA
DEIXA UM BRILHO INTENSO
COMO UMA ESTRELA CADENTE
QUE CLAREIA O CÉU IMENSO
É COMO A LUZ DO UM FAROL
OU MESMO  COMO A LUZ DO SOL
ENTRE OS ASTROS SUSPENSO

LINA TERMINO ESSES VERSOS
ATENDENDO UM PEDIDO SEU
ME PERDOE SE NÃO PRESTOU
QUE O POETA NÃO SOU EU
E SE NÃO PRESTOU ME DIGA
JURO NÃO TERÁ INTRIGA
ESSE É UM JURAMENTO MEU

DEIXO AQUI MINHA ESTIMA
E TAMBÉM O MEU ABRAÇO
MINHAS HUMILDES DESCULPAS
SE HOUVE ALGUM EMBARAÇO
MAS SAIBA, FOI LÁ DO CORAÇÃO
FIZ APENAS UMA DESCRIÇÃO
E DO JEITO QUE ELE PEDE EU FAÇO

De Mario Almeida


MONIQUE D'ANJELO


DUDU MORAIS


HOMENAGEM A MINHA AMIGA LUCIVANIA DE ITAPETIM




TENHO ORGULHO NESSA VIDA
DE MUITA AMIZADE BOA
DE ESTÁ BEM ILUMINADO
COM O BRILHO DESSA PESSOA
PESSOA QUE AGENTE ACREDITA
DIGO AINDA SER  BONITA
SEM SER ELOGIO ATOA

ME REFIRO A UMA PESSOA
QUE  É MUITO ESPECIAL
EU FALO EM LUCIVANIA
UM AMIGA SEM OUTRA IGUAL
COM ELA NIGUEM SE ILUDE
NÃO HÁ TRISTEZA QUE NÃO MUDE
COM SEU SORRISO  ASTRAL

LU, ÉS MAIS DO QUE LEGAL
AMIGA PRA TODA HORA
SE ALGUÉM DELA PRECISAR
ELA CHEGA SEM DEMORA
OFERECE SUA ATENÇÃO
É GRANDE SEU CORAÇÃO
PRA AQUÉM DENTRO DELE MORA
    
LUCIVANIA  POR  ISSO  AGORA
DEIXO AQUI MINHA HOMENAGEM
EM FORMA DE SIMPLES VERSOS
RETRATANDO SUA IMAGEM
IMAGEM DE MULHER FORTE
QUE DEUS TE DÊ MUITA SORTE
E PRA VENCER MUITA CORAGEM

QUE  CONTINUEI A VIAGEM
NOS PERCURSOS DESSA VIDA
QUE SEJAS ESSA PESSOA
QUE NUNCA FOGE DA LIDA
QUE AMA SEM COBRAR NADA
QUE SEJAS ABENÇOADA
E POR TODOS TÃO QUERIDA

MINHA MISSÃO FOI CUMPRIDA
NÃO SEI SE FICOU BEM FEITO
MAS O QUE O CORAÇÃO DISSE
DESCREVI DO MESMO JEITO
USANDO A PONTA DOS DEDOS
ME RESTARAM ALGUNS MEDOS
QUE  OS VERSOS NÃO FOSSEM ACEITOS

 MAS ESSE FOI O MELHOR JEITO
PELO MEU RECONHECIMENTO
PELA A NOSSA AMIZADE
QUE NÃO DESFAZ COM O VENTO
QUE  PARECE SER DE INFÂNCIA
POIS NELA TEM A SUBSTANCIA
DA QUAL  É NOSSO SUSTENTO

DE MARIO ALMEIDA
PARA MINHA AMIGA LUCIVANIA BERNARDO
DE ITAPETIM-PE




quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Vanete Almeida - Para sempre viva


Por Caio Meneses

À Vanete Almeida, mulher guerreira que lutou toda a vida por um mundo melhor, 
um sertão mais preservado e digno e pelo respeito à sociedade camponesa, 
meus agradecimentos em forma de verso, 
por tê-la encontrado na estrada da vida e conquistado para a minha luta ensinamentos que vieram de sua luz.

Para sempre viva

Vanete da vida da água e do chão,
da luta, do sonho e da felicidade,
deixou para a gente a grande lição
de enfrentarmos tudo pela liberdade.

Por destino ou sorte, nasceu no sertão,
onde descobriu a desigualdade
e saiu pra luta na convicção
da transformação da sociedade.

O seu corpo hoje, anda desligado,
não mais representa o que no passado
foi Vanete Almeida, serena e ativa.

Mas o seu espírito está tão presente,
que essa coragem que sobe na gente
é a sua força para sempre viva.


(Caio Meneses)

segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Perda: Morre no Recife Vanete Almeida

Vanete Almeida será cremada nesta segunda-feira no Cemitério Morada da Paz


Perda »Morre no Recife Vanete Almeida
Publicação: 09/09/2012 11:54 Atualização: 09/09/2012 20:47

Morreu na manhã deste domingo (9), no Recife, Vanete Almeida, líder feminista e representante das trabalhadoras rurais de Pernambuco. Natural de Betânia, no Sertão do estado, ela faleceu aos 69 anos no Hospital Albert Sabin, onde estava internada na batalha contra um câncer de ovário.

Vanete Almeida está sendo velada no Cemitério Morada da Paz, na Capela 3, em Paulista. Por volta das 11h, desta segunda-feira (10), acontece uma cerimônia religiosa presidida pelo bispo da Diocese de Afogados, Dom Egídio Bisol. Logo em seguida, às 12h, será realizado o ritual de cremação. As cinzas do corpo serão levadas para Serra Talhada, onde no próximo sábado (15) será realizada uma solenidade para amigos, admiradores e trabalhadores rurais.
Maria Vanete Almeida nasceu em 1943 e, durante a década de 1980, atuou pela inserção feminina no meio sindical. Inspirou o livro “Ser Mulher num Mundo de Homens” (Cornélia Parisius, Ed. SACTED/DED). Presidiu o Centro de Educação Comunitária Rural, no município de Serra Talhada (PE), integrou o Conselho Nacional de Políticas para Mulheres de 1996 a 2003 e, em 2005, foi indicada pela ONG suíça Mulheres pela Paz ao Redor do Mundo ao Prêmio Nobel. A partir de 1996 tornou-se coordenadora internacional da Rede de Mulheres Rurais da América Latina e do Caribe, que ajudou a fundar.

fonte: Diário de Pernambuco

Dia 23 de Agosto de 2011, quando eu ainda trabalhava no CECOR (Centro de Educação Comunitária Rural) na Qual ela era Presidente, fiz uma homenagem para a mesma em versos, pois desde que tive o privilégio de trabalhar com essa mulher singular, impar, me tornei seu fã, por seu carisma, sua dedicação com os pequenos, seja do campo ou da cidade, seja rico ou pobre seja, negro, branco, pardo, índio,etc. sua história de vida é um livro aberto está na memória de que a conheceu pessoalmente, que não a conheceu pessoalmente e gostaria de conhecer é só pesquisar no google "Vanete Almeida" que vai passar a conhecer.




Então eu Fiz essa homenagem pra ela que resume mesmo que um pouquinho de sua história.


Lições de Vanete Almeida

Dona Vanete Almeida
Mulher humilde e guerreira
Foi na década de oitenta
Na luta uma pioneira
Na coragem um desafio
Da conquista verdadeira
01
Sempre esteve preocupada
Com as questões sociais
Igualdade de gênero
Um dos seus ideais
A voz e vez da mulher
Nos movimentos rurais
02
Sempre se incomodava
 
Com algo que percebia
Quando nas reuniões
Quase sem autonomia
As mulheres pouco participavam
Das discussões que havia
03
Mas nunca se acomodou
Nem desistiu de lutar
Convocou a mulherada
Pra juntas se organizar
Pouco a pouco, uma a uma
Começaram a se juntar
04
Mas a segunda conquista
Considerada importante
A vez e voz das mulheres
Se torna menos distante
Perdem o medo de se expressar
Foi um fator ponderante
05
Mas não demorou perceber
Que a luta era semelhante
A de outras mulheres
Em outras fronteiras distantes
Assim criaram a rede LAC
Mais uma conquista importante
06
Essa rede LAC veio
Pra fomentar a organização
Das mulheres Latinas
E do Caribe ao Sertão
Onde tem mulheres pobres
Vanete estendeu a mão
07
Já viajou mundo a fora
Além de nossas fronteiras
Pra juntar a sua força
Com outras forças guerreiras
Já são mais de 20 mil
As novas vozes roceiras
08
Nicarágua, Costa Rica
Chile, México e Panamá
Honduras, Colômbia e Argentina
Equador também passou por lá
Esses são alguns paises
Que ela tem muito a “contá”
 
09
Muito simples e justa
Esse é o seu legado
Humilde e companheira
Como tem sempre mostrado
Por isso não vai faltar
Gente boa do seu lado
10
Foi destaque em um livro
Como guerreira da paz
E como uma das brasileiras
Que pela cultura fez mais
Fazer o que vanete fez
Nem presidente Dilma faz
11
São mais de trinta anos
De sua luta e história
Não descrevi dez por cento
Do que é sua memória
Mas seu povo se orgulha
Das suas lutas e glórias
12
Vanete eu aqui finalizo
Foi o que consegui dizer
Mas sei que tem muito mais
Pra contar sobre você
Guerreira é seu nome
E o sobrenome é vencer!
13

Autor: Lucimario Almeida
Serra Talhada, Pernambuco
23 de Agosto de 2011


POETIZE 2013 CONCURSO NACIONAL NOVOS POETAS


LEIA O EDITAL
EDITAL

REGULAMENTO
Do tema
Art. 1º – A VIVARA EDITORA por meio deste edital abre inscrições para o Concurso Nacional, Novos Poetas, Prêmio Poetize 2013”.
Parágrafo único – O tema é livre.
Das inscrições
Art. 2º – Podem participar do Concurso todos os brasileiros, público em geral, de qualquer região do país.
§ 1º – Vetada a participação de membros da diretoria da VIVARA EDITORA.
§ 2º – Vetada a participação de membros da COMISSÃO JULGADORA.
§ 3º – Podem participar brasileiros natos, ou naturalizados brasileiros, maiores de 16 anos, com texto em língua portuguesa.
Art. 3º – As inscrições podem ser feitas pelo site, www.premiopoetize.com.br no período de, 01 de setembro a 05 de outubro de 2012.
Art. 4º – Cada participante pode se inscrever com até 02 (dois) poemas. Os poemas devem ser inéditos, ou seja, poesias que ainda não foram publicadas em livro.
§ 1º – Os poemas devem ser enviados via internet, e devidamente identificados com nome, endereço residencial completo, CPF, telefone, e-mail e título(s) do(s) poema(s),  obedecendo aos seguintes critérios:
a) Os poemas devem ser digitados em editor de texto eletrônico (Word, Open Office,  Star Office etc.);
b) Fonte Arial ou Times New Roman, tamanho 12;
c) Cada poema não deve exceder o limite de 02 (duas) laudas no tamanho A4;


§ 2º – As inscrições são gratuitas.
§ 3º – Ao se inscreverem, todos os candidatos aceitarão automaticamente todas as cláusulas e condições estabelecidas no presente regulamento.
Da premiação
Art. 5º  Entrega das medalhas e publicação em livro dos poemas classificados.
§ 1º – Os participantes não poderão acumular as premiações, ou seja, só poderá ser premiado apenas um poema de cada participante.
§ 2º – Serão 250 (duzentos e cinqüenta) poemas classificados.
§ 3º – Publicação de livro com as  poesias classificadas, com edição de 5.000 (cinco mil) exemplares.
§ 4º – Medalhas Prêmio Poetize 2013, para os 3 primeiros classificados.
§ 5º – Medalha de Ouro, (em ouro 18k), Gravada, Prêmio Poetize 2013, para o 1º  colocado.
§ 6º – Medalha de Prata, Gravada, Prêmio Poetize 2013, para o 2º colocado.
§ 7º – Medalha de Bronze, Gravada, Prêmio Poetize 2013, para o 3º colocado.
§ 8º – Inserção de destaque no livro para os 10 primeiros classificados.
Da comissão julgadora
Art. 6º – A Comissão Julgadora, será escolhida pela Comissão de Organização do Concurso e será composta por 03 (três) membros com amplo conhecimento e experiência em Literatura.
Parágrafo único – A Comissão Julgadora terá autonomia no julgamento, que será regido pelos princípios da originalidade e linguagem poética.
Do resultado
Art. 7º – O resultado do Concurso será divulgado no dia 20 de outubro pelo site: www.premiopoetize.com.br
Do Pagamento das parcelas e Remessa dos livros
 Art. 8º - Cada autor classificado arcará com a compra de 10 exemplares do livroConcurso Nacional, Novos Poetas, Prêmio Poetize 2013, pelo custo de duas parcelas,  de R$ 165,00 (cento e sessenta e cinco reais).
Art. 9º - As duas parcelas deverão ser pagas via boleto bancário nos dias 05 de novembro e 05 de dezembro de 2012.
Art. 10º - Em caso de inadimplência, a poesia classificada poderá não ser publicada.
Art. 11º - Os livros e medalhas serão entregues no endereço informado na inscrição, até o dia 31 de dezembro de 2012.
Das disposições finais
Art. 12º – Os casos omissos serão decididos, em comum acordo, pela Comissão Julgadora e pela Comissão de Organização do Concurso.
Art. 13º – A Editora VIVARA detém todos os direitos de Publicação e Distribuição da obra.
Art. 14º – Do julgamento apresentado pela Comissão Julgadora, quanto à qualidade dos poemas selecionados, não caberá qualquer recurso, ficando esta medida adstrita às condições extrínsecas do concurso, dispostas nas cláusulas deste Regulamento, que será julgado pela Comissão de Organização do Concurso.




segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Escola Luis Paulino de Siqueira Realiza 2° Sarau

A Escola Municipal Luis Paulino de Siqueira em São José do Egito realiza no dia 21 de setembro o segundo sarau, com a participação de poetas declamadores e participação de artistas da terra, você está convidado e convidada, não perca esta atividade cultural importante!


ATRAÇOES CONFIRMADAS  PARA O SARAU DA ESCOLA LUIS PAULINO DE SIQUEIRA


·         RENATO MARINHO
·         GRUPO DE FORRÓ VOZES E VERSOS
·         BANDA MARCIAL DA ESCOLA LUIS PAULINO
·         GRUPO DE DANÇA DA ESCOLA LUIS PAULINO
·         PARTICIPAÇÃO DO POETA DECLAMADOR FELIPE JUNIOR
·         PARTICIPAÇÃO DO ESCRITOR E POETA PAULO MOURA DO RECIFE.


segunda-feira, 6 de agosto de 2012

CARTA A TIÃO - ISABELLY MOREIRA




PRA COMEÇAR A HISTÓRIA
VOU LOGO ME APRESENTAR
EU MORO AQUI NO SERTÃO
NOS CONFINS DESSE LUGAR
AQUI NASCI, ME CRIEI
AQUI SEI QUE MORREREI
DEUS ME LIVRE ME MUDAR

EM “ÊTA” PRA ME CASAR
JÁ NA FLOR DA MOCIDADE
ME APAIXONEI POR UM MOÇO:
O CARTEIRO DA CIDADE
LOGO O TEMPO FOI PASSANDO
ELE E EU, JÁ NOS FIRMANDO
NUM NAMORO DE VERDADE

FOI QUANDO A NECESSIDADE
DE ARRANJAR MAIS DINHEIRO
FEZ MEU TIÃO SE MUDAR
POR PROBLEMA FINANCEIRO
E GUIADO PELA PRESSA
FOI ATRÁS DE UMA PROMESSA
DE EMPREGO DE PADEIRO

O DESTINO SORRATEIRO
LEVOU O MEU IDEAL
E TIROU DA TERRA MÃE
PRA MORAR NA CAPITAL
FIQUEI ASSIM SEM DEMANDA
DIVIDIDA EM DUAS “BANDA”
PELA DISTÂCIA FATAL

ME VI EM ANCIA MORTAL
POR ESSE AMOR QUE EU SENTIA
VIREI ATÉ SANTO ANTONIO
PRA VER SE A REZA SERVIA
MAS QUANTO MAIS SE PASSAVA
MENOS NOTÍCIA ELE DAVA
MAS ESPERANÇA EU PERDIA

MAIS DE ANO JÁ CORRIA
E EU CO’UMA PONTA DE FÉ
PENSAVA A QUALQUER MOMENTO
ELE ARREDARIA O PÉ
CISCARIA NO TERREIRO
SÓ PRA ME MATAR DE CHEIRO
E VOLTAR PRA SÃO JOSÉ

NUMA TARDINHA EU ATÉ
AJEITAVA MINHA TRANÇA
QUANDO MÃE BATEU NA PORTA
ME “FOFANDO” DE ESPERANÇA
COM EVELOPE NA MÃO
DEU-ME A CARTA DE TIÃO
AÍ CHOREI DE LEMBRANÇA

ASSIM COM MUITA BONANÇA
A CARTA DELE DIZIA
QUE TAVA DESEMPREGADO
E VOLTAR PRA CÁ QUERIA
MAS TAVA MEIO INDECISO
TRISTE, SEM CONFORTO, LISO
E NADA MAIS POSSUÍA

EU CONFUSA AGRADECIA
POR TUDO QUE SE PASSAVA
TIÃO TINHA ME ESQUECIDO
MAS AGORA JÁ LEMBRAVA
FUI TREMENDO E MEIO TONTA
PEGUEI LÁPIS, FIZ A PONTA
POIS SÓ RESPOSTA FALTAVA

FASTEI O PRATO DE FAVA
ME DEBRUCEI SOBRE A MESA
COMECEI A ESCREVER
MERGULHADA EM SUTILEZA
BOTEI CIDADE E DATA
FIZ A SAUDAÇÃO PACATA
E DESTRINCHEI COM FIRMEZA

-CARO TIÃO, A RIQUEZA
MAIOR QUE NA TERRA EXISTE
É O VALOR DO HUMANO
QUE DO SONHO NÃO DESISTE
VOCÊ PRA BUSCAR O SEU
DEIXOU DESPRESADO O MEU
CONFESSO QUE FIQUEI TRISTE

MAS PENSEI: SE TU INSISTE
EM VOLTAR PRA CÁ AGORA
POR CERTO QUE AINDA SENTE
NOSSO AMOR QUE REVIGORA
TALLVES TU ATÉ VIVESSE
TANTA SAUDADE E SOFRESSE
O QUE EU SOFRI EM OUTRORA

EU CONTEI DE HORA EM HORA
SÓ PRA TE VER RETORNAR
NÃO PRECISA TRAZER NADA
AS COISAS VÃO SE AJEITAR
MINHA REDE DÁ PRA DOIS
O RESTO SE VÊ DEPOIS
DE “POUQUIM” VAI CONSERTAR

QUANDO O MILHO BONECAR
TU VAI AJUDAR MAINHA
A COLHER A PLANTAÇÃO
EMQUANTO EU FAÇO A  FARINHA
E PENEIRO A MANDIOCA
QUE É PRA FAZER TAPIOCA
PRA COMER DE MANHÃZINHA

DEPOIS CHOCA UMA GALINHA
MAS DEIXANDO O OVO INDEZ
VAMOS TER UMAS BORREGAS
MAS SÓ PRECISA UMAS TRÊS
JÁ QUE NÃO TEM MUITO ESPAÇO
O POMAR EU MESMA FAÇO
PLANTO TUDO DE UMA VEZ

O AÇUDE QUE PAI FEZ
JÁ TEM ATÉ UNS PEIXINHOS
MAS SE NÃO QUIZER PESCAR
É SÓ CAÇAR PASSARINHOS
E CASO FALTE A MISTURA
PEGA “ALFINIM”, RAPADURA
E REPARTE EM PEDAÇINHOS

E QUANDO AOS NOSSOS CARINHOS
NÃO PRECISA DE EMBARAÇO
SE SENTIR FRIO EU SINTO
SE TU PASSAR FOME EU PASSO
SENDO ASSIM NÃO TEM BESTEIRA
PRA GENTE, TU SÓ FAZ FEIRA
QUE O RESTO “TUDIM” EU FAÇO

SEGUINDO POR ESSE TRAÇO
DEUS NOS DARÁ O PRESENTE
DE TER UMAS DEZ CRINÇAS
PRA O SÍTIO FICAR CONTENTE
POIS TENDO DEZ PRA CRESCER
QUANDO AGENTE ENVELHECER
JÁ TEM QUÉM CUIDE DA GENTE

RESOLVENDO O QUE SE SENTE
PODE MARCAR CASAMENTO
NEM PRECISA DE TRANSPORTE
VOU MONTADA NUM JUMENTO
NELE EU AMARRO UMA FITA
MEU VESTIDO SERÁ CHITA
MEU BUQUÊ UM “MOI DE COENTRO”

TE MANDO MEU SENTIMENTO
MEU AMOR, MEU CORÇÃO
VENHA SIMBORA DEPRESSA
NÃO VOLTE PRA LÁ MAIS NÃO
QUE EU ESPEREI ESSES ANOS
MAS ESQUECI OS ENGANOS
SÓ PELA NOSSA UNIÃO

E AQUI FICA A GRATIDÃO
DA SUA AMADA QUERIDA
ASSINA: MARIAZINHA
UM BEIJO DE DESPEDIDA
AO CHEGAR NO PAJEÚ
EU ME JUNTAREI A TU
PRA SER FELIZ TODA VIDA

                      FIM

AUTORA: ISABELLY MOREIRA DE ALMEIDA
SÃO JOSÉ DO EGITO-PE