Manoel Lulu entrando no celeiro viu uma rata com filhotes, deu uma pancada e matou um dos filhotes. A rata correu e se escondeu no mato.Pouco tempo depois,voltou pra buscar o filhote que estava esmagado no chão... Então o poeta vendo a cena fez:
Eu achei a morada d'uma rata
D'uma pancada que dei , ela correu...
Dos ratinhos que tinha um morreu
Ela foi ocultou-se pela mata
Disse eu: de matar ninguém empata
Quem lhe salve da morte aqui não tem
Mas lembrei-me que era pai também
Resolvi lhe deixar na Santa Paz
E jurei a meu Deus que nunca mais
Judiava com filho de ninguém
(Manoel Lulu)
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
SEM ELA
ME SINTO TÃO PERDIDO
COM TANTA GENTE POR PERTO
PERDIDO COMO UM GRÃO DE AREIA
EM MEIO AO GRANDE DESERTO
ME SINTO SOB UMA TEMPESTADE
SEM ABRIGO E SEM UM TETO
ME SINTO COMO UM POETA
QUE NÃO PODE MAIS CANTAR
ME SINTO COMO UM PASSARO
SEM LIBERDADE PRA VOAR
COM O CORAÇÃO EM MIL PEDAÇOS
QUE NÃO TEM MAIS COMO EMENDAR
ME SINTO COM O PEITO APERTADO
E O CORAÇÃO TÃO PEQUENINO
E TRISTE COMO UM SABIÁ
QUE LHE ROUBARAM DO NINHO
ONDE SUA SENTENÇA É A SOLIDÃO
E O RESTO DOS SEUS DIAS SOZINHO
EU ME SINTO TÃO PERDIDO
E NÃO SEI COMO ME ACHAR
É COMO SE UMA GOTA DE ÁGUA
SE PERDESSE NO IMENSO MAR
QUE EU PROCURO E NÃO ENCONTRO
CHANÇES REAIS DE ME ENCONTRAR
ESTOU VIVENDO A DERIVA
COMO UM BARCO EM AUTO MAR
QUE SEM O SEU VELEJADOR
VAI PRA ONDE O VENTO LEVAR
E QUE AS UNICAS ESPERANÇAS
SÃO AS ONDAS LHE AFOGAR
SEI QUE NÃO É TUDO ISSO
MAS É DE TUDO ISSO UM POUCO
A SENSAÇÃO QUE ESTOU SENTINDO
É DE DEIXAR UM SUJEITO LOUCO
POIS AMAR SEM SER AMADO
DEIXA QUALQUER UM NO SUFOCO
Autor: Mario Almeida
COM TANTA GENTE POR PERTO
PERDIDO COMO UM GRÃO DE AREIA
EM MEIO AO GRANDE DESERTO
ME SINTO SOB UMA TEMPESTADE
SEM ABRIGO E SEM UM TETO
ME SINTO COMO UM POETA
QUE NÃO PODE MAIS CANTAR
ME SINTO COMO UM PASSARO
SEM LIBERDADE PRA VOAR
COM O CORAÇÃO EM MIL PEDAÇOS
QUE NÃO TEM MAIS COMO EMENDAR
ME SINTO COM O PEITO APERTADO
E O CORAÇÃO TÃO PEQUENINO
E TRISTE COMO UM SABIÁ
QUE LHE ROUBARAM DO NINHO
ONDE SUA SENTENÇA É A SOLIDÃO
E O RESTO DOS SEUS DIAS SOZINHO
EU ME SINTO TÃO PERDIDO
E NÃO SEI COMO ME ACHAR
É COMO SE UMA GOTA DE ÁGUA
SE PERDESSE NO IMENSO MAR
QUE EU PROCURO E NÃO ENCONTRO
CHANÇES REAIS DE ME ENCONTRAR
ESTOU VIVENDO A DERIVA
COMO UM BARCO EM AUTO MAR
QUE SEM O SEU VELEJADOR
VAI PRA ONDE O VENTO LEVAR
E QUE AS UNICAS ESPERANÇAS
SÃO AS ONDAS LHE AFOGAR
SEI QUE NÃO É TUDO ISSO
MAS É DE TUDO ISSO UM POUCO
A SENSAÇÃO QUE ESTOU SENTINDO
É DE DEIXAR UM SUJEITO LOUCO
POIS AMAR SEM SER AMADO
DEIXA QUALQUER UM NO SUFOCO
Autor: Mario Almeida
terça-feira, 2 de agosto de 2011
A ROSA MARIA
SANTA ÉS ATÉ NO NOME
QUE TRÁS NA FACE A MAGIA
DO SUAVE PERFUME DA ROSA
QUE EMBRIAGA E INEBRIA
SE JUNTAR A ROSA E A SANTA
SERÁ SEMPRE ROSA MARIA
SEU NOME ROSA MARIA
UM NOME BEM EMPREGADO
SUA MÃE AO LHE DAR ESTE NOME
DEVE TER SE INSPIRADO
EM MARIA MÃE DE JESUS
E QUE POR DEUS FOI APROVADO
DESCREVI EM SIMPLES VERSOS
A SUA IMAGEM COMO EU VEJO
QUE SEJA SEMPRE COMO ÉS
É O MINIMO QUE EU DESEJO
DEIXO UM MONTE DE ABRAÇOS
JUNTO COM MONTE BEIJOS
À Rosa Maria
Autor: Lucimario Almeida
QUE TRÁS NA FACE A MAGIA
DO SUAVE PERFUME DA ROSA
QUE EMBRIAGA E INEBRIA
SE JUNTAR A ROSA E A SANTA
SERÁ SEMPRE ROSA MARIA
SEU NOME ROSA MARIA
UM NOME BEM EMPREGADO
SUA MÃE AO LHE DAR ESTE NOME
DEVE TER SE INSPIRADO
EM MARIA MÃE DE JESUS
E QUE POR DEUS FOI APROVADO
DESCREVI EM SIMPLES VERSOS
A SUA IMAGEM COMO EU VEJO
QUE SEJA SEMPRE COMO ÉS
É O MINIMO QUE EU DESEJO
DEIXO UM MONTE DE ABRAÇOS
JUNTO COM MONTE BEIJOS
À Rosa Maria
Autor: Lucimario Almeida
quinta-feira, 28 de julho de 2011
O QUE AS ARVORES NOS DÃO
O QUE AS ARVORES NOS DÃO
É TÃO FÁCIO PERCEBER
VEM A PROTECÃO DO SOLO
PRA QUANDO FORTE CHOVER
NÃO LEVAR A SUPERFÍCIE
E A EROSÃO NÃO OCORRER
SÃO COMO AR-CONDICIONADOS
ESFRIANDO A REGIÃO
E A AGUA TRANSPIRADA
TRANSFORMA-SE EM CONDENSACÃO
PROVOCANDO TROVOADAS
NA TERRA A IRRIGACÃO
SÃO ELAS AS PROPUSSORAS
DA NOSSA ALIMENTACÃO
ALÉM DE PRODUTORAS
DE LENHA PARA O CARVÃO
DE ESTACAS PARA AS CERCAS
E ALIMENTO PRA CRIACÃO
DÃO ELAS TAMBEM SEMENTES
COMO PROVIDÊNCIACÃO
DA CONTINUIDADE DAS ESPÉCIES
E A SUA PERPETUACÃO
CABE A GENTE RESPEITAR
ESSA SUA CONDICÃO
Autor: Lucimário Almeida- Ingazeira-PE, 25 de Maio de 2011
É TÃO FÁCIO PERCEBER
VEM A PROTECÃO DO SOLO
PRA QUANDO FORTE CHOVER
NÃO LEVAR A SUPERFÍCIE
E A EROSÃO NÃO OCORRER
SÃO COMO AR-CONDICIONADOS
ESFRIANDO A REGIÃO
E A AGUA TRANSPIRADA
TRANSFORMA-SE EM CONDENSACÃO
PROVOCANDO TROVOADAS
NA TERRA A IRRIGACÃO
SÃO ELAS AS PROPUSSORAS
DA NOSSA ALIMENTACÃO
ALÉM DE PRODUTORAS
DE LENHA PARA O CARVÃO
DE ESTACAS PARA AS CERCAS
E ALIMENTO PRA CRIACÃO
DÃO ELAS TAMBEM SEMENTES
COMO PROVIDÊNCIACÃO
DA CONTINUIDADE DAS ESPÉCIES
E A SUA PERPETUACÃO
CABE A GENTE RESPEITAR
ESSA SUA CONDICÃO
Autor: Lucimário Almeida- Ingazeira-PE, 25 de Maio de 2011
VERSOS – PRESERVAÇÃO DO NOSSO MEIO AMBIENTE
DESAFIO LUCIMARIO ALMEIDA E JUCIÊ JOEGE
JUSSIÊ DISSE:
FALANDO EM DESMATAMENTO
EU JÁ DEIXO O MEU RECADO
QUANDO APENAS UM JUMENTO
SE CRIAR NO SEU ROÇADO
É SINAL QUE O SEU SOLO
JÁ ESTÁ BEM DEGRADADO
LUCIMARIO DISSE:
E COM O SOLO DEGRADADO
JAMAIS HÁ DE PRODUZIR
MESMO QUE UMA BOA SEMENTE
SEJA SEMEADA ALÍ
ELA NÃO VAI PROSPERAR
CRESCER NÃO VAI CONSEGUIR
JUSSIÊ DISSE:
SE ELA CRESCER, CONSEGUIR
O REFLEXO VEM DEPOIS
OS BODES VÃO FICAR FRACO
TAMBEM AS JUNTAS DE BOIS
OS SITEMAS SÃO INTEGRADOS
TEM QUE TRABALHAR OS DOIS
LUCIMARIO DISSE:
É BOM NÃO DEIXAR PRA DEPOIS
ESSA NOSSA PREOCULPAÇÃO
CIUDAR BEM DOS NOSSOS SOLOS
TRABALHAR A CONSERVAÇÃO
PRA O SERTÃO NÃO DESABAR
E DEIXAR DESERTIFICAÇÃO
JUSSIÊ DISSE:
JÁ TEM INICIATIVAS
SENDO FEITAS NO MOMENTO
ESTÃO TENTANDO MUDAR
ESTE ACONTECIMENTO
MAS OUTRO QUE ESTÁ PRESENTE
É O TAL AQUECIMENTO
LUCIMARIO DISSE:
ESSE TAL AQUECIMENTO
TEM MUITO HAVER COM A GENTE
AUMENTA A TEMPERATURA
NO NOSSO MEIO AMBIENTE
SE NÃO AUMENTAR A VEGETAÇÃO
VAI QUEIMAR TODO VIVENTE
JUSSIÊ DISSE:
FALANDO EM AQUECIMENTO
TEM OUTRA ALTERNATIVA
É COMEÇAR PRESERVANDO
A NOSSA MATA NATIVA
E FAZER DE TUDO UM POUCO
PRA MANTER A TERRA VIVA
LUCIMARIO DISSE:
E DIANTE DO RELATO
FALO COM DISCERNIMENTO
SE DA NOSSA CAATINGA
JÁ SE FOI 70 POR CENTO
VAMOS REVERTER O QUADRO
PRA DEPOIS NÃO TER LAMENTO
JUSSIÊ DISSE:
FALANDO EM DESMATAMENTO
EU JÁ DEIXO O MEU RECADO
QUANDO APENAS UM JUMENTO
SE CRIAR NO SEU ROÇADO
É SINAL QUE O SEU SOLO
JÁ ESTÁ BEM DEGRADADO
LUCIMARIO DISSE:
E COM O SOLO DEGRADADO
JAMAIS HÁ DE PRODUZIR
MESMO QUE UMA BOA SEMENTE
SEJA SEMEADA ALÍ
ELA NÃO VAI PROSPERAR
CRESCER NÃO VAI CONSEGUIR
JUSSIÊ DISSE:
SE ELA CRESCER, CONSEGUIR
O REFLEXO VEM DEPOIS
OS BODES VÃO FICAR FRACO
TAMBEM AS JUNTAS DE BOIS
OS SITEMAS SÃO INTEGRADOS
TEM QUE TRABALHAR OS DOIS
LUCIMARIO DISSE:
É BOM NÃO DEIXAR PRA DEPOIS
ESSA NOSSA PREOCULPAÇÃO
CIUDAR BEM DOS NOSSOS SOLOS
TRABALHAR A CONSERVAÇÃO
PRA O SERTÃO NÃO DESABAR
E DEIXAR DESERTIFICAÇÃO
JUSSIÊ DISSE:
JÁ TEM INICIATIVAS
SENDO FEITAS NO MOMENTO
ESTÃO TENTANDO MUDAR
ESTE ACONTECIMENTO
MAS OUTRO QUE ESTÁ PRESENTE
É O TAL AQUECIMENTO
LUCIMARIO DISSE:
ESSE TAL AQUECIMENTO
TEM MUITO HAVER COM A GENTE
AUMENTA A TEMPERATURA
NO NOSSO MEIO AMBIENTE
SE NÃO AUMENTAR A VEGETAÇÃO
VAI QUEIMAR TODO VIVENTE
JUSSIÊ DISSE:
FALANDO EM AQUECIMENTO
TEM OUTRA ALTERNATIVA
É COMEÇAR PRESERVANDO
A NOSSA MATA NATIVA
E FAZER DE TUDO UM POUCO
PRA MANTER A TERRA VIVA
LUCIMARIO DISSE:
E DIANTE DO RELATO
FALO COM DISCERNIMENTO
SE DA NOSSA CAATINGA
JÁ SE FOI 70 POR CENTO
VAMOS REVERTER O QUADRO
PRA DEPOIS NÃO TER LAMENTO
O RETRATO DO SERTÃO
Patativa do Assaré
Se o poeta marinheiro
Canta as belezas do mar,
Como poeta roceiro
Quero o meu sertão cantar
Com respeito e com carinho.
Meu abrigo, meu cantinho,
Onde viveram meus pais.
O mais puro amor dedico
Ao meu sertão caro e rico
De belezas naturais.
Meu sertão das vaquejadas,
Das festas de apartação,
Das alegres luaradas,
Das debulhas de feijão,
Das Danças de São Gonçalo,
Das corridas de cavalo
Das caçadas de tatu,
Onde o caboclo desperta
Conhecendo a hora certa
Pelo canto do nambu.
É diferente da praça
A vida no meu sertão;
Tem graça, tem muita graça
Uma Noite de São João.
No clarão de uma fogueira,
Tudo dança a noite inteira
No mais alegre pagode,
E um cacoclo bronzeado
Num tamborete sentado
Tocando no pé de bode.
Os que não querem dançar
Divertem com adivinha,
Outros brincam a soltar
Foguete traque e chuvinha.
A mulher quer ser comadre
E o homem quer ser compadre,
Um ao outro dando a mão.
Assim, o festejo cresce
E o sertão todo estremeçe
Dando viva a São joão.
Se por capricho da sorte,
Eu sertanejo nasci,
Até chegar minha sorte
Eu hei de viver aqui,
Sempre humilde e paciente
Vendo, do meu sol ardente
E da lua prateada,
Os belos encantos seus
E escutando a voz de Deus
No canto da passarada.
Aqui, do mundo afastado,
Acostumei-me a viver,
Já nasci predestinado,
Sabendo amar e sofrer.
Neste meu sertão bravio,
Nas belas tardes de estio,
Da chapada ao tabuleiro,
Eu louvo, adoro e bendigo
O ladrar do cão amigo
E o aboiar do vaqueiro.
Se a clara noite aparece,
Temos a mesma beleza.
Tudo é riso, paz e prece,
E a festa da natureza
Seu compasso continua.
A noturna mãe-de-lua
Solta o seu canto agoureiro,
Sua funérea risada,
Vendo a filha imaculada
Brilhando o sertão inteiro.
Que prazer! que grande gozo,
Que bela e doce emoção,
Ouvir o canto saudoso
Do galo do meu sertão,
Na risonha madrugada
De uma noite enluarada!
A gente sente um desejo,
Um desejo de rezar
E nesta prece jurar
Que Jesus foi Sertanejo.
Meu sertão, meu doce ninho,
De tanta beleza rude,
Eu conheço o teu carinho,
Teu amor tua virtude.
Eu choro triste, com pena,
Ao ver a tua morena
Sem letra e sem instrução,
Boa, meiga, alegre e terna
Torcendo um fuso na perna,
Fiando o branco algodão.
Cantei sempre e hei de cantar,
O que o meu coração sente,
Para mais compartilhar
Do sofrer de minha gente.
Com as rimas do meu canto
Quero enxugar o meu pranto,
Vivendo só na saudade
Com esta gente querida,
Modesta e destituída
De orgulho, inveja e vaidade.
Esta gente boa e forte
Para enfrentar conseqüência,
Que zomba da própria sorte
Com sobrada paciência,
Que trabalha e não se cansa,
Porque a sua esperança
É sempre a safra vindoura;
O sonho do sertanejo,
Seu castelo e seu desejo
É sempre o inverno e a lavoura.
Desta gente eu vivo perto,
Sou sertanejo da gema
O sertão é o livro aberto
Onde lemos o poema
Da mais rica inspiração
Vivo dentro do sertão
E o sertão dentro de mim,
Adoro as suas belezas
Que valem mais que as riquezas
dos reinados de aladim.
Porém, se ele é um portento
De riso, graça e primor,
Tem também seu sofrimento,
Sua mágoa e sua dor.
Esta gleba hospitaleira,
Onde a fada feiticeira
Depositou seu condão,
É também um grande abismo
Do triste analfabetismo,
Por falta de proteção.
Sou sertanejo e me orgulho
Por conhecer o sertão
Durmo na rede e me embrulho
Com um lençol de algodão.
De alpercata de rabicho
Penetro no carrapicho,
Sofrendo a vida penosa
Do trabalho do roçado
E por isso sou chamado
Poeta de mão calosa.
Da mais cruel desventura
Conheço o amargo sabor,
Pois vivo da agricultura,
Sou poeta agricultor.
Eu sei com toda certeza
Como é que vive a pobreza
Do sertão do Ceará,
A sua manutenção
É o almoço de feijão
E a janta de mugunzá.
Sou sertanejo e conheço
Meu sertão de carne e osso,
Trabalho muito e padeço
Com a canga no pescoço,
E trago no pensamento
Meu irmão do sofrimento
Que, no duro padeçer,
Levando o peso da cruz,
É quem trabalha e produz
Para a cidade comer.
Eu não ignoro nada
Deste sertão sofredor
Que puxa o cabo da enxada
Sem arado e sem trator.
Pobre sertão esquecido
Que ja está desiludido
E não acredita mais
Nas promessas e nos tratos
E juras de candidatos
Nas festas eleitorais.
Meu sertão da sariema,
Sertão queimado do sol,
que não conhece cinema,
Teatro, nem futebol,
Sertão de doença e fome
Onde o pobre asssina o nome
Com uma pena na mão,
Para, enganado e inocente
Dar um voto inconsciente
Quando é tempo de eleição.
Este sertão que persiste
Soltando os mesmos gemidos
É qual purgatório triste
Das almas dos desvalidos.
Ele não tem providência
De remédio ou de assistência
Pra sua gente roceira,
Dentro do mais pobre quarto
A mulher morre de parto
Nos braços da cachimbeira.
Do livro " CANTE LÁ
QUE EU
CANTO CÁ"
Filosofia de um trovados nordestino
13º Edição - Editora Vozes
Se o poeta marinheiro
Canta as belezas do mar,
Como poeta roceiro
Quero o meu sertão cantar
Com respeito e com carinho.
Meu abrigo, meu cantinho,
Onde viveram meus pais.
O mais puro amor dedico
Ao meu sertão caro e rico
De belezas naturais.
Meu sertão das vaquejadas,
Das festas de apartação,
Das alegres luaradas,
Das debulhas de feijão,
Das Danças de São Gonçalo,
Das corridas de cavalo
Das caçadas de tatu,
Onde o caboclo desperta
Conhecendo a hora certa
Pelo canto do nambu.
É diferente da praça
A vida no meu sertão;
Tem graça, tem muita graça
Uma Noite de São João.
No clarão de uma fogueira,
Tudo dança a noite inteira
No mais alegre pagode,
E um cacoclo bronzeado
Num tamborete sentado
Tocando no pé de bode.
Os que não querem dançar
Divertem com adivinha,
Outros brincam a soltar
Foguete traque e chuvinha.
A mulher quer ser comadre
E o homem quer ser compadre,
Um ao outro dando a mão.
Assim, o festejo cresce
E o sertão todo estremeçe
Dando viva a São joão.
Se por capricho da sorte,
Eu sertanejo nasci,
Até chegar minha sorte
Eu hei de viver aqui,
Sempre humilde e paciente
Vendo, do meu sol ardente
E da lua prateada,
Os belos encantos seus
E escutando a voz de Deus
No canto da passarada.
Aqui, do mundo afastado,
Acostumei-me a viver,
Já nasci predestinado,
Sabendo amar e sofrer.
Neste meu sertão bravio,
Nas belas tardes de estio,
Da chapada ao tabuleiro,
Eu louvo, adoro e bendigo
O ladrar do cão amigo
E o aboiar do vaqueiro.
Se a clara noite aparece,
Temos a mesma beleza.
Tudo é riso, paz e prece,
E a festa da natureza
Seu compasso continua.
A noturna mãe-de-lua
Solta o seu canto agoureiro,
Sua funérea risada,
Vendo a filha imaculada
Brilhando o sertão inteiro.
Que prazer! que grande gozo,
Que bela e doce emoção,
Ouvir o canto saudoso
Do galo do meu sertão,
Na risonha madrugada
De uma noite enluarada!
A gente sente um desejo,
Um desejo de rezar
E nesta prece jurar
Que Jesus foi Sertanejo.
Meu sertão, meu doce ninho,
De tanta beleza rude,
Eu conheço o teu carinho,
Teu amor tua virtude.
Eu choro triste, com pena,
Ao ver a tua morena
Sem letra e sem instrução,
Boa, meiga, alegre e terna
Torcendo um fuso na perna,
Fiando o branco algodão.
Cantei sempre e hei de cantar,
O que o meu coração sente,
Para mais compartilhar
Do sofrer de minha gente.
Com as rimas do meu canto
Quero enxugar o meu pranto,
Vivendo só na saudade
Com esta gente querida,
Modesta e destituída
De orgulho, inveja e vaidade.
Esta gente boa e forte
Para enfrentar conseqüência,
Que zomba da própria sorte
Com sobrada paciência,
Que trabalha e não se cansa,
Porque a sua esperança
É sempre a safra vindoura;
O sonho do sertanejo,
Seu castelo e seu desejo
É sempre o inverno e a lavoura.
Desta gente eu vivo perto,
Sou sertanejo da gema
O sertão é o livro aberto
Onde lemos o poema
Da mais rica inspiração
Vivo dentro do sertão
E o sertão dentro de mim,
Adoro as suas belezas
Que valem mais que as riquezas
dos reinados de aladim.
Porém, se ele é um portento
De riso, graça e primor,
Tem também seu sofrimento,
Sua mágoa e sua dor.
Esta gleba hospitaleira,
Onde a fada feiticeira
Depositou seu condão,
É também um grande abismo
Do triste analfabetismo,
Por falta de proteção.
Sou sertanejo e me orgulho
Por conhecer o sertão
Durmo na rede e me embrulho
Com um lençol de algodão.
De alpercata de rabicho
Penetro no carrapicho,
Sofrendo a vida penosa
Do trabalho do roçado
E por isso sou chamado
Poeta de mão calosa.
Da mais cruel desventura
Conheço o amargo sabor,
Pois vivo da agricultura,
Sou poeta agricultor.
Eu sei com toda certeza
Como é que vive a pobreza
Do sertão do Ceará,
A sua manutenção
É o almoço de feijão
E a janta de mugunzá.
Sou sertanejo e conheço
Meu sertão de carne e osso,
Trabalho muito e padeço
Com a canga no pescoço,
E trago no pensamento
Meu irmão do sofrimento
Que, no duro padeçer,
Levando o peso da cruz,
É quem trabalha e produz
Para a cidade comer.
Eu não ignoro nada
Deste sertão sofredor
Que puxa o cabo da enxada
Sem arado e sem trator.
Pobre sertão esquecido
Que ja está desiludido
E não acredita mais
Nas promessas e nos tratos
E juras de candidatos
Nas festas eleitorais.
Meu sertão da sariema,
Sertão queimado do sol,
que não conhece cinema,
Teatro, nem futebol,
Sertão de doença e fome
Onde o pobre asssina o nome
Com uma pena na mão,
Para, enganado e inocente
Dar um voto inconsciente
Quando é tempo de eleição.
Este sertão que persiste
Soltando os mesmos gemidos
É qual purgatório triste
Das almas dos desvalidos.
Ele não tem providência
De remédio ou de assistência
Pra sua gente roceira,
Dentro do mais pobre quarto
A mulher morre de parto
Nos braços da cachimbeira.
Do livro " CANTE LÁ
QUE EU
CANTO CÁ"
Filosofia de um trovados nordestino
13º Edição - Editora Vozes
APRENDI SELECIONAR MEUS DIAMANTES, PEDAÇOS DE VIDROS NÃO ME ENGANAM MAIS
A AMIZADE EU FAÇO ONDE CHEGAR
POIS SEM AMIZADE A VIDA NÃO TEM VALOR
POR MEUS AMIGOS EU FAÇO O QUE FOR
QUE SE DE MIM UM AMIGO PRECISAR
EU FAÇO DE TUDO PARA LHE AJUDAR
SEJA PRA OUVIR OU DAR CONCELHO TANTO FAZ
POR QUE ABANDONAR UM AMIGO ISSO NÃO FAZ
MESMO QUE POR APENAS UM INSTANTE
APRENDI SELECIONAR MEUS DIAMANTES
PEDAÇOS DE VIDROS NÃO ME ENGANAM MAIS
APRENDI MEUS BONS AMIGOS ESCOLHER
E DE BONS AMIGOS ESTOU BEM RODEADO
SEI QUE TEM UM BOM AMIGO DE CADA LADO
E MUITAS AMIZADES AINDA QUERO FAZER
POIS SE UM DIA MEUS AMIGOS PERDER
SE APAGARAM AS ESTRELAS CELESTIAIS
E MEU MUNDO PERDERÁ TODA A PAZ
COM TUDO NADA SERÁ COMO ANTES
APRENDI SELECIONAR MEUS DIAMANTES
PEDAÇOS DE VIDROS NÃO ME ENGANAM MAIS
Lucimario Almeida
POIS SEM AMIZADE A VIDA NÃO TEM VALOR
POR MEUS AMIGOS EU FAÇO O QUE FOR
QUE SE DE MIM UM AMIGO PRECISAR
EU FAÇO DE TUDO PARA LHE AJUDAR
SEJA PRA OUVIR OU DAR CONCELHO TANTO FAZ
POR QUE ABANDONAR UM AMIGO ISSO NÃO FAZ
MESMO QUE POR APENAS UM INSTANTE
APRENDI SELECIONAR MEUS DIAMANTES
PEDAÇOS DE VIDROS NÃO ME ENGANAM MAIS
APRENDI MEUS BONS AMIGOS ESCOLHER
E DE BONS AMIGOS ESTOU BEM RODEADO
SEI QUE TEM UM BOM AMIGO DE CADA LADO
E MUITAS AMIZADES AINDA QUERO FAZER
POIS SE UM DIA MEUS AMIGOS PERDER
SE APAGARAM AS ESTRELAS CELESTIAIS
E MEU MUNDO PERDERÁ TODA A PAZ
COM TUDO NADA SERÁ COMO ANTES
APRENDI SELECIONAR MEUS DIAMANTES
PEDAÇOS DE VIDROS NÃO ME ENGANAM MAIS
Lucimario Almeida
segunda-feira, 18 de julho de 2011
O POETA E A LUA
MUSICA NOVA DE FERNANDO E VOZES DO CAMPO
ME DEIXA ASSIM...
COMO UM POETA
TENTANDO TOCAR A LUA
COMO UM DESENHO
TATUADO À PELE TUA
COMO UM PERDIDO
QUE ENCONTRA A DIREÇÃO
ME DEIXE NÃO...
A MINHA VIDA SEM VOCÊ
CORRE PERIGO
NÃO TEM CALOR
NÃO TEM SABOR
NÃO TEM SENTIDO
MEU CORPO É FOGO
QUE ACENDE ESSA PAIXÃO
ME DEIXE NÃO...
POIS SEM VOCÊ
EU SOU UM RIO
QUE SE FOI PRO OCEANO
E SE QUISER SABER
O QUANTO QUE TE AMO
É SÓ BATER NA PORTA DO MEU CORAÇÃO
ME DEIXA ASSIM...
COMO UM POETA
TENTANDO TOCAR A LUA
COMO UM DESENHO
TATUADO À PELE TUA
COMO UM PERDIDO
QUE ENCONTRA A DIREÇÃO
ME DEIXE NÃO...
A MINHA VIDA SEM VOCÊ
CORRE PERIGO
NÃO TEM CALOR
NÃO TEM SABOR
NÃO TEM SENTIDO
MEU CORPO É FOGO
QUE ACENDE ESSA PAIXÃO
ME DEIXE NÃO...
POIS SEM VOCÊ
EU SOU UM RIO
QUE SE FOI PRO OCEANO
E SE QUISER SABER
O QUANTO QUE TE AMO
É SÓ BATER NA PORTA DO MEU CORAÇÃO
terça-feira, 5 de julho de 2011
Estou...Não sei...Talvés
Estou, apaixonado, louco por voce
Não sei, mas o que eu vou fazer
Desse meu pobre coração
Estou, perdido e inconsiente
Não sei, se tudo vei ser diferente
Pois só me restou a solidão
Talvés, um dia possa lhe enteder
Que o motivo de voce não me querer
Esteja entre a emoção e razão
talvés assim, meu peito possa se desafogar
E uma lágrima no rosto a rolar
Me transforme em uma ilusão...
Autor: lucimario Almeida
Não sei, mas o que eu vou fazer
Desse meu pobre coração
Estou, perdido e inconsiente
Não sei, se tudo vei ser diferente
Pois só me restou a solidão
Talvés, um dia possa lhe enteder
Que o motivo de voce não me querer
Esteja entre a emoção e razão
talvés assim, meu peito possa se desafogar
E uma lágrima no rosto a rolar
Me transforme em uma ilusão...
Autor: lucimario Almeida
quinta-feira, 30 de junho de 2011
Sou um vaqueiro apaixonado
Sou um vaqueiro apaixonado
Por alguém que não me quer
Meu coração dilaçerado
Ainda sofre por essa mulher
Essa vida tão infeliz
Foi o que eu nunca quiz
Mas seja o Que Deus quizer
Lucimario Almeida
Por alguém que não me quer
Meu coração dilaçerado
Ainda sofre por essa mulher
Essa vida tão infeliz
Foi o que eu nunca quiz
Mas seja o Que Deus quizer
Lucimario Almeida
terça-feira, 28 de junho de 2011
Conversando com meu pai
Na quietude d'aquela noite densa,
reclamei numa saudade a presença
do meu Pai, que há muito já morreu!...
Sorumbático e só, fiquei na sala,
sem ouvir de ninguém uma só fala:
todos dormiam entregues a Morfeu.
Continuei sozinho da vigília,
contemplando a placidez da mobília,
num silêncio quase que perfeito;
quebrando apenas com o gemer da rede,
as pancadas do relógio na parede
e o pulsar do coração dentro do peito.
De repente, coberta com um véu,
uma nuvem nascia lá do céu,
na sala onde eu estava, caí...
era algo de espanto realmente
dissipa-se a nuvem lentamente
e vai surgindo a imagem do meu pai.
Boa noite, meu filho! E se assusta?
Tenha mais um pouco de calma, porque custa
novamente voltar por este trilho:
Eu rompi os umbrais da eternidade
para, em braços de amor e de saudade,
conversar com você, filho querido!...
Tenho assistido todos os seus passos,
suas lutas, vitórias e fracassos,
em ânsias que não posso mais contê-las:
eu lhe assisto, meu filho, todo dia,
em suas vitórias choro de alegria
e as lágrimas transformam-se em estrelas.
Tenho visto também seus sofrimentos
suas angústias, dores e tormentos
e esperanças que foram já frustradas;
tenho visto, meu filho, da eternidade,
o desencanto de sua mocidade
e o pranto de suas madrugadas.
Compreendo, também, sua tristeza
ante a ânsia que traz na alma presa
de adejar cortando monte e serra;
sua ânsia de voar, cantando notas,
misturar seu vôo ao das gaivotas,
que beijam os céus sem deixar a terra.
Mas, ao lado dos atos de grandeza,
você me causa, filho, também tristeza,
em desgosto minh'alma já flutua:
Ontem, porque não estava pronta a ceia,
prá sua mãe você fez cara feia,
bateu a porta e foi jantar na rua.
Você não soube, meu filho, e no entanto,
ela caiu prostrada em um pranto
soluçando seu íntimo desgosto.
Nunca mais, meu filho, isto faça,
pois para o filho não há maior desgraça
que em sua mãe deixar rugas no rosto.
Nunca mais a ofenda, nem de leve!...
O seu amor a ele aos céus eleve
e escute sempre, sempre o que ela diz.
Peça a Deus para durar sua existência
e, se assim fizer de consciência,
você, na vida, tem que ser feliz.
Conduza-se na vida com altivez,
fazendo da probidade, da honradez,
para você o seu forte brasão;
aprofunde-se, meu filho, no estudo,
fazendo da justiça o seu escudo,
amando o povo como ao seu irmão.
Continue no trabalho a que se entrega
sem temer obstáculo nem refrega,
pois com a vitória sempre você vai,
e se assim fizer, querido filho,
sua vida há de ser toda de brilho,
e honrará o nome de seu pai.
E nisso a nuvem comoventemente,
aos poucos se junta novamente,
envolvendo meu pai num denso véu;
e num olhar meigo e bem sereno,
dirige para mim um triste aceno
e vai de novo subindo para o céu!
E eu fiquei chorando de saudade,
alimentando aquela ansiedade,
sem poder abrandá-la. Que castigo!
Por isso nunca mais dormi. Vivo na ânsia,
esperando que meu Pai rompa a distância,
prá vir de novo conversar comigo.
reclamei numa saudade a presença
do meu Pai, que há muito já morreu!...
Sorumbático e só, fiquei na sala,
sem ouvir de ninguém uma só fala:
todos dormiam entregues a Morfeu.
Continuei sozinho da vigília,
contemplando a placidez da mobília,
num silêncio quase que perfeito;
quebrando apenas com o gemer da rede,
as pancadas do relógio na parede
e o pulsar do coração dentro do peito.
De repente, coberta com um véu,
uma nuvem nascia lá do céu,
na sala onde eu estava, caí...
era algo de espanto realmente
dissipa-se a nuvem lentamente
e vai surgindo a imagem do meu pai.
Boa noite, meu filho! E se assusta?
Tenha mais um pouco de calma, porque custa
novamente voltar por este trilho:
Eu rompi os umbrais da eternidade
para, em braços de amor e de saudade,
conversar com você, filho querido!...
Tenho assistido todos os seus passos,
suas lutas, vitórias e fracassos,
em ânsias que não posso mais contê-las:
eu lhe assisto, meu filho, todo dia,
em suas vitórias choro de alegria
e as lágrimas transformam-se em estrelas.
Tenho visto também seus sofrimentos
suas angústias, dores e tormentos
e esperanças que foram já frustradas;
tenho visto, meu filho, da eternidade,
o desencanto de sua mocidade
e o pranto de suas madrugadas.
Compreendo, também, sua tristeza
ante a ânsia que traz na alma presa
de adejar cortando monte e serra;
sua ânsia de voar, cantando notas,
misturar seu vôo ao das gaivotas,
que beijam os céus sem deixar a terra.
Mas, ao lado dos atos de grandeza,
você me causa, filho, também tristeza,
em desgosto minh'alma já flutua:
Ontem, porque não estava pronta a ceia,
prá sua mãe você fez cara feia,
bateu a porta e foi jantar na rua.
Você não soube, meu filho, e no entanto,
ela caiu prostrada em um pranto
soluçando seu íntimo desgosto.
Nunca mais, meu filho, isto faça,
pois para o filho não há maior desgraça
que em sua mãe deixar rugas no rosto.
Nunca mais a ofenda, nem de leve!...
O seu amor a ele aos céus eleve
e escute sempre, sempre o que ela diz.
Peça a Deus para durar sua existência
e, se assim fizer de consciência,
você, na vida, tem que ser feliz.
Conduza-se na vida com altivez,
fazendo da probidade, da honradez,
para você o seu forte brasão;
aprofunde-se, meu filho, no estudo,
fazendo da justiça o seu escudo,
amando o povo como ao seu irmão.
Continue no trabalho a que se entrega
sem temer obstáculo nem refrega,
pois com a vitória sempre você vai,
e se assim fizer, querido filho,
sua vida há de ser toda de brilho,
e honrará o nome de seu pai.
E nisso a nuvem comoventemente,
aos poucos se junta novamente,
envolvendo meu pai num denso véu;
e num olhar meigo e bem sereno,
dirige para mim um triste aceno
e vai de novo subindo para o céu!
E eu fiquei chorando de saudade,
alimentando aquela ansiedade,
sem poder abrandá-la. Que castigo!
Por isso nunca mais dormi. Vivo na ânsia,
esperando que meu Pai rompa a distância,
prá vir de novo conversar comigo.
Você pode pedir pra eu me afastar,só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
NC
Você pode habitar em outro ninho
e visitar ambientes que eu não vou
trabalhar, viajar, assistir show
sem que eu seja uma sombra em seu caminho
se negar a aceitar o meu carinho
não sentir mais saudade de viver
só não pode, é no íntimo do meu ser
passar uma borracha e lhe apagar
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
RN
Só restaram no amor que foi desfeito
os melhores momentos dessa história
as lembranças no vídeo da memória
e as promessas no cofre do meu peito
aceitar que perdi eu não aceito
mas estou consciente de não ter
nunca mais o direito de poder
pelo menos na boca lhe beijar.
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
NC
Você tem o direito de exigir
que eu me afaste de vez da sua vida
que não tem mais a falta da dormida
que não tem mais lembrança de sair
mas você nem ninguém pode impedir
que eu escute isso tudo sem sofrer
e se tiver gargalhando pode crer
que por dentro eu não paro de chorar.
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
RN
Porque sua beleza não é pouca
não existe uma réplica no seu clone
e sua voz de CD. no telefone
inda deixa minha alma quase louca
outro homem beijar a sua boca
e num abraço apertado lhe prender
se eu chegar a ver isso e não morrer
pelo menos em coma eu vou ficar
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
NC
Por mais vezes que eu lute, force ou tente
e me recuse escutar certos boatos
é inútil eu rasgar os seus retratos
se você está inteira em minha mente
já liguei pro trabalho, estava ausente
e onde estava, negaram a me dizer
tu de casa não quer mais me entender
mas estou rastreando o celular.
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
RN
Fiz diversas consultas no INCOR
pra saber o que eu tinha de verdade
o eletro acusou que era saudade
se você não voltar fica pior
vou mandar escrever num outdoor
uma declaração pra você ler
tenho tanta paixão que pra caber
só se o meu coração virasse um mar.
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
NC
Cegamente adorá-la foi meu crime
nem por isso eu estou arrependido
você pode dizer que tem marido
que tem filho e não quer que eu me aproxime
não existe outra pele mais sublime
outro cheiro melhor não pode haver
seu amor não é coisa de comer
mas eu fico sem fome se provar.
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
RN
Inda tenho comigo o seu cartão
telefone, endereço, carta e foto
lhe dei todo meu tempo e hoje noto
que não tenho um minuto de atenção
mergulhado no caos da solidão
sem nenhuma notícia receber
prometi pra mim mesmo não querer
nunca mais por ninguém me apaixonar
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
NC
Pela sua vontade esse episódio
não merece atenção nem comentário
quer que eu rasgue os segredos no diário
no lugar do amor semeio o ódio
pra ver outro apossar-se do meu pódio
eu desci sem vontade de descer
e vou guardar de hoje em diante sem poder
esse amor com vontade de gritar.
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
RN
Sua mãe aceitou o caso aberto
e o seu pai companheiro não foi êmulo
se escutar sua voz eu fico trêmulo
e imagino você chegando perto
tudo o quanto eu fiz foi pra dar certo
fiz a minha promessa pra valer
é um tempo perdido prometer
quando o outro não quer acreditar.
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Raimundo Nonato e Nonato Costa
Você pode habitar em outro ninho
e visitar ambientes que eu não vou
trabalhar, viajar, assistir show
sem que eu seja uma sombra em seu caminho
se negar a aceitar o meu carinho
não sentir mais saudade de viver
só não pode, é no íntimo do meu ser
passar uma borracha e lhe apagar
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
RN
Só restaram no amor que foi desfeito
os melhores momentos dessa história
as lembranças no vídeo da memória
e as promessas no cofre do meu peito
aceitar que perdi eu não aceito
mas estou consciente de não ter
nunca mais o direito de poder
pelo menos na boca lhe beijar.
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
NC
Você tem o direito de exigir
que eu me afaste de vez da sua vida
que não tem mais a falta da dormida
que não tem mais lembrança de sair
mas você nem ninguém pode impedir
que eu escute isso tudo sem sofrer
e se tiver gargalhando pode crer
que por dentro eu não paro de chorar.
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
RN
Porque sua beleza não é pouca
não existe uma réplica no seu clone
e sua voz de CD. no telefone
inda deixa minha alma quase louca
outro homem beijar a sua boca
e num abraço apertado lhe prender
se eu chegar a ver isso e não morrer
pelo menos em coma eu vou ficar
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
NC
Por mais vezes que eu lute, force ou tente
e me recuse escutar certos boatos
é inútil eu rasgar os seus retratos
se você está inteira em minha mente
já liguei pro trabalho, estava ausente
e onde estava, negaram a me dizer
tu de casa não quer mais me entender
mas estou rastreando o celular.
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
RN
Fiz diversas consultas no INCOR
pra saber o que eu tinha de verdade
o eletro acusou que era saudade
se você não voltar fica pior
vou mandar escrever num outdoor
uma declaração pra você ler
tenho tanta paixão que pra caber
só se o meu coração virasse um mar.
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
NC
Cegamente adorá-la foi meu crime
nem por isso eu estou arrependido
você pode dizer que tem marido
que tem filho e não quer que eu me aproxime
não existe outra pele mais sublime
outro cheiro melhor não pode haver
seu amor não é coisa de comer
mas eu fico sem fome se provar.
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
RN
Inda tenho comigo o seu cartão
telefone, endereço, carta e foto
lhe dei todo meu tempo e hoje noto
que não tenho um minuto de atenção
mergulhado no caos da solidão
sem nenhuma notícia receber
prometi pra mim mesmo não querer
nunca mais por ninguém me apaixonar
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
NC
Pela sua vontade esse episódio
não merece atenção nem comentário
quer que eu rasgue os segredos no diário
no lugar do amor semeio o ódio
pra ver outro apossar-se do meu pódio
eu desci sem vontade de descer
e vou guardar de hoje em diante sem poder
esse amor com vontade de gritar.
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
RN
Sua mãe aceitou o caso aberto
e o seu pai companheiro não foi êmulo
se escutar sua voz eu fico trêmulo
e imagino você chegando perto
tudo o quanto eu fiz foi pra dar certo
fiz a minha promessa pra valer
é um tempo perdido prometer
quando o outro não quer acreditar.
Você pode pedir pra eu me afastar,
só não pode obrigar-me a lhe esquecer.
Raimundo Nonato e Nonato Costa
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