segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

FILHOS AUSENTES

Nossos filhos ausente, feito abelhas
Tem nas folhas da vida um compromisso
Mas por falta de chances se despeçam
No nordeste acontece sempre isso
De voltar, todos tem muita vontade
Vez em quando a empresa da saudade
Faz um pouso forçado em seu cortiço

Noutra gente a ausência dá sumiço
No entanto, o umbigo dessa gente
Sertaneja e fiel ao seu passado
É dos outros umbigos diferente
É na terra natal que um lado fica
Quando a gente se ausenta o outro estica
E traz a gente de volta novamente

Sempre em junho e dezembro a prole ausente
Entre a gente aparece reunida
Que essa graça aconteça, eu peço sempre
Que o amor patrocine essa acolhida
E que o sorriso festivo da chegada
Não se torne uma lagrima revoltada
Pra ninguém se ferir na despedida

Essa terra, é sem dúvida, a prometida
Como aquela onde Deus fez um jardim
Deus criou Céu e terra e tudo mais
Que a origem do mundo foi assim
Em seis dias, no sétimo descansou
Eu só penso que Deus nos enganou
E descansou pra fazer itapetim.
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Poema do poeta José Adalberto Ferreira,
extraído do livro “NO CAROÇO DO JUÁ”
de autoria do mesmo.
Fonte: Blog de Everaldo Artes Fotográficas

HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA

Uma placa de estanho foi usada
De betume de origem do petróleo
Na Judéia foi feito este tal óleo
Numa máquina grande inventada
A estampa por vez modelada
Com o tempo marcava a previsão
Peça plana ficava a exposição
Oito horas ou mais de luz solar
O processo que veio apresentar
Uma imagem com pouca expressão.

Foi Nièpce o tutor da criação
Que rumou a buscar litografia
O que hoje se ver fotografia
É o plano confuso da razão
De quem sempre anelou a perfeição
Dentre um quarto com câmara escura
Orifício era aberto a meia altura
Enquadrava seu alvo com a lente
Explodia um foco reluzente
No contraste inverso da figura

Este gênio mostrou desenvoltura
Grande “ÀS” no conceito da ciência
Seu trabalho rendeu a consistência
Se igualando à arte da pintura
Defendeu , trabalhou, teve postura
Detentor de um sistema organizado
Outros mestres seguiram seu legado
William Fox, também rumou na linha
No metal introduz sal de cozinha
Seu feito foi algo esperado.

Outro teste se deu por aprovado
Celulose era a base que faltava
Sais de prata, cloreto limitava
Mas o sódio rendeu bom resultado
O avanço era bem considerado
O processo chamou revelação
Entra luz completando a reação
Do nitrato fator indispensável
A imagem tornou-se incomparável
Foi criada a primeira emulsão.

No Brasil um francês faz produção
Se destaca com métodos ousados
Foi Florence dos mais determinados
Ao usar sua urina na porção
Aumentando seu poder de fixação
Qualidade em papel apresentou
O segredo mais tarde revelou
Foi o primeiro a usar esta grafia
Modo impresso chamou fotografia
Na história o seu nome consagrou.

Umidade na chapa combinou
Um sistema com nova alternativa
A mistura que fica corrosiva
Álcool, éter com nítrico somou
O colódio, algodão aglutinou
Impressão numa chapa diferente
A Albina do ovo faz presente
O inglês Frederik descobriu
Que a mistura homogenia reduziu
Pra segundos o campo reluzente.

Chapa seca mudou drasticamente
Instantânea foi sua reação
Gelatina compôs a emulsão
Cartilagem de osso transparente
Esta prática foi diferente
O sistema ganhou novo aliado
Foi o médico Richard apaixonado
Pela arte que outrora descobria
Encantou-se com a fotografia
Teve parte do tempo dedicado.

Com a máquina obscura do passado
Deu um passo pra grande descoberta
Quarto escuro uma fenda era aberta
Seu processo bem lento e complicado,
Nitidez foi o plano alcançado
Lambe-lambe a mais vitoriosa
Uma máquina grande bem vistosa
Era Daguerre mostrando seu talento
Registrava-se mais um grande invento
Preto e branco uma era glamourosa.

George Easman descobre a briosa
Sua fama espalhou-se mundo a fora
A kodak revela numa hora
Dando cores pra foto graciosa
Desde a forma mais simples de uma rosa
A relatos de estampa no jornal
Um avanço de cunho universal
Registrava paisagem colorida
O prazer, dissabores desta vida
Imprimiu de uma forma natura.

O cinema usou material
Que os gênios fotógrafos criaram
Os irmãos Lumiere completaram
Os avanços na câmara focal
A imagem ficou profissional
Outra arte surgia em grande tela
Se abria o talento outra janela
Vários nomes por muitos são lembrados
Os seus feitos tornaram consagrados
Neste século é lembrado por novela.

Cada foto nos mostra uma aquarela
É um passo a mais na descoberta
Bombardeio de pixel deixa certa
Digital é o mundo que se anela
Downloads com flash não cancela
O talento dos mestres do passado
Mas avisa que está ultrapassado
O sistema de filme de bobina
Não mais Leica, Kodak, Niponina
Megapixel, sistema utilizado.

Multi mídia, cartão ultra-avançado
Armazenam milhões de informações
Pequenina mas dentro dos padrões
Mede em giga o híbrido ligado
Fotografam com zoom manipulado
Captura com alta resolução
Cada toque um recurso em sua mão
PDAs para arquivos digitais
E a NET ganhou os virtuais
Com imagem bem próximo a perfeição.

A história da grande invenção
Que alguns chamam de Degerreotipia
Na verdade ela é fotografia
Descoberta brilhante da ação
Mentes sábias buscaram a reação
Manipulam testando a paciência
Elementos chegaram a consistência
A beleza podemos contemplar
Aplaudir, relatar e divulgar
A grandeza abstrata da ciência.
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Poema do poeta Alan Miraestes,São José do Egito - PE
Outubro de 2007.
Fonte:Blog de Everaldo Artes Fotograficas

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

OS NONATOS - O PLANETA MOVIDO A INTERNET É ESCRAVO DA TECNOLOGIA

O visor como tela de TV,
O teclado acessível como book
Pra maiúsculo ou minúsculo é Caps "Look"
Pra mandar imprimir é Control P
Com o micro'' Sansung e LG
E os programas que a Apple financia
A indústria da datilografia
Nunca mais vai fazer máquina Olivetti
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Quem se pluga em milésimo de segundo
E se conecta ao portal e seus asseclas
Basta apenas tocar numa das teclas
Que o visor nos transporta a outros mundos
Desde a terra dos solos mais fecundos
Ao espaço onde o vácuo se inicia
Quem formata depois cola, copia
E prende o mundo na grade de um disquete
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

A indústria se auto-destruindo
Descartou o compacto e LP
Veio o surto da febre do CD
E DVD mal chegou e já está saindo
MD não há mais ninguém pedindo
Nu''a DAT gravar ninguém confia
Fita BASF tem pouca serventia
E ninguém quer mais nem ver videocassete
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Brasil SAT é mais uma criação
Que nos nossos vizinhos deu insônia
O Sivam espiona a Amazônia
Evitando que haja outro espião
É por via satélite a transmissão
Que não tem transmissão por outra via
Uma antena seqüestra a sintonia
Pra DirecTV, Sky e Net
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Transatlânticos no mar fazem cruzeiros
E pelos micros das multinacionais
Hoje tem conferências virtuais
Com os executivos estrangeiros
O email é correio sem carteiros,
Tanto guarda mensagem como envia
Os robôs usam chip e bateria
E videogame é brinquedo de pivete
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Cibernética na prática e no papel
Deixa os seres online e ganham IBOPE
Com Word tem Palm e laptop
E ainda mais PowerPoint e Excel
É possível quem mora em Israel
Pelo Messenger teclar com a Bahia
Se os autômatos ganharem rebeldia
Tenho medo que a máquina nos delete
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Pra prever terremotos e tufões
Os sismógrafos têm números numa escala
E o trem-bala é veloz como uma bala
Numa linha arrastando dez vagões
No Japão e na China as construções
Já suportam tremor e ventania
Torre, ponte, edifício, rodovia
São perfeitos do jeito da maquete
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Nosso pouso na lua foi suave,
Um robô foi a Marte e se deu bem
Estão querendo ir ao Sol, mas o Sol tem
De calor um problema muito grave
Mas a NASA não tem espaçonave
Que suporte essa carga de energia,
Se for feita de fibra, se desfia,
E de alumínio o monstrengo se derrete
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Motorola trocou técnica e conselho,
Nokia e Siemens galgaram patamares
Já estão fora de moda os celulares
Que têm câmera e visor infravermelho
Reduzindo o tamanho de aparelho,
A Pantech fez mais do que devia
Que a memória de um chip não podia
Ser mais grossa que a lâmina de um Gillete
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Hoje a Bombardier não fere as leis
E a Embraer mãe de Sênecas e Tucanos
Invísivel aos radares há dois anos,
Já existe avião que a Sukhoi fez
É da Nasa o XA-43
Que voando tem mais autonomia
Um piloto automático opera e guia
o Airbus e o 747
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia


(Autor: Raimundo Nonato e Nonato Costa)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

DEPOIS QUE A CHUVA CAI, É QUANDO A SECA TERMINA

O CÉU MUDA DE TEXTURA
O SOL JÁ NÃO MAIS AQUECE
DEPOIS QUE ACHUAVA DESCE
TRANSBORDA A TERRA EM FARTURA
NÃO HÁ UMA SÓ CRIATURA
NA TERRA QUE NÃO SE ANIMA
SÓ A NATUREZA ENSINA
O QUE LHE ENSINOU DEUS PAI
DEPOIS QUE A CHUVA CAI
É QUANDO A SECA TERMINA

(Autor: Mario Almeida)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Quem quiser ter saudade do meu tanto, Sofra e ame do tanto que eu amei

(mote: Zé Ilton)
Pra falar de saudade eu me proponho
Relatar nesses versos o que eu sinto
Vivo preso num grande labirinto
A saída eu não acho nem em sonho;
E quem ver o meu rosto assim tristonho
Facilmente já sabe o que eu penei
No castelo do amor, eu fui um rei
Que não soube enganar a dor do pranto
Quem quiser ter saudade do meu tanto
Sofra e ame do tanto que eu amei.

Dos seus braços eu vivo tão distante
Encontrá-la, não tenho esperança
Mas transporto tão viva na lembrança
Não esqueço seu rosto um só instante;
Pois a cruz que carrego é cruciante
Pouca gente suporta o que eu passei
Eu não sei se a outra eu amarei
Mas arrisco amar, isso eu garanto
Quem quiser ter saudade do meu tanto
Sofra e ame do tanto que eu amei.

Glosas: Léo Medeiros
Sobral, 12 de abril de 2010.
Blog Leo Medeiros

Fiz tudo para ficar,Não deu certo, vou embora.

Lhe dei o meu sobre nome,
Eliminei empecilhos,
Lhe dei casa, amor e filhos,
Juntos não passamos fome;
Tudo que a mulher consome
Dei a você toda hora,
Nunca lhe deixei de fora
Dos meus deveres do lar.
Fiz tudo para ficar
Não deu certo, vou embora.

Eu lhe devotei amor,
Como mais ninguém devota,
Mas vi que o amor desbota
Igual a tinta na cor;
Igual perfume na flor,
Que inebria a aurora,
Mas vem a brisa da flora
E o leva a outro lugar
Fiz tudo para ficar
Não deu certo, vou embora.

Um imensurável tédio
Tomou conta de nós dois;
Posso até voltar depois,
Mas ficar, não há remédio!
Estou na porta do prédio,
Com um pé dentro outro fora!
Já vi que você não chora,
Eu também não vou chorar!
Fiz tudo para ficar
Não deu certo, vou embora.

Daudeth Bandeira, João Pessoa, janeiro de 2009
Blog de Leo Medeiros

Quando a porta do peito se fechou a saudade esqueceu a chave dela.

Mote enviado por Aluisio Lopes – São José do Egito-PE)

Fiz tudo pra tirar do pensamento
Certo alguém que outrora me deixou
Chegou de mansinho e se alojou
Nesse peito com falso juramento.
Sem demora saiu o casamento
Nós juramos amor numa capela
O padre nos benzeu, eu beijei ela
Mas a jura com pouco se quebrou
Quando a porta do peito se fechou
A saudade esqueceu a chave dela.

Todas as fotos com ela, eu rasguei
Nossa cama depressa eu dei um fim
Arranquei todas as plantas do jardim
Suas vestes bonitas eu queimei;
Feito um louco no mundo viajei
Procurando em vão essa donzela
O meu peito carrega uma seqüela
Tão profunda que o tempo não curou
Quando a porta do peito se fechou
A saudade esqueceu a chave dela.

Glosas: Léo Medeiros
Sobral, 02 de outubro de 2009.
Blog de Leo Medeiros

O crepúsculo do céu é tão bonito Que até Deus se debruça para olhar

(mote enviado por Josemar Rabelo)

Todo dia a santa natureza
Sem cobrar um centavo de couver
Mostra ao mundo que enquanto ela quiser
Dar seu show, sem ligar para despesa;
De manhã se reveste de beleza
Nasce o dia tão lindo e salutar
À tardinha, o sol pega a baixar
Se escondendo num ciclo infinito
O crepúsculo do céu é tão bonito
Que até Deus se debruça para olhar!

Uma tocha de fogo amarelada
Vai queimando as últimas labaredas
Os preás se escondem nas veredas
Nesse instante se cala a passarada;
Violeiro já canta em disparada
O cenário é propício para amar
Beija-flor se abriga no pomar
Morre o dia, a noite dar um grito
O crepúsculo do céu é tão bonito
Que até Deus se debruça para olhar!

Glosas: Léo Medeiros
Sobral, 08 de fevereiro de 2010.
Blog de Leo Medeiros

ESQUECI DE ESQUECER QUEM ME ESQUECEU - LEO MEDEIROS

Muitas vezes a gente se apaixona
Cai na onda dum falso juramento
Se encanta com pouco encantamento
Quando pensa que não, já foi à lona;
A verdade, pois quando vem a tona
Sofre mais, muito mais quem não merece
Eu já fiz a meu Deus tanta da prece
Foi em vão, pois meu rogo não valeu
Esqueci de esquecer quem me esqueceu
Porque sei que quem ama não esquece.

Sou um pobre mortal, que ainda tem
Mil razões e motivos para amar
Já chorei, já menti, já fiz chorar
Pratiquei muitos males, fiz o bem
Abriguei neste peito certo alguém
Que lembrando, o mesmo, adoece;
O suor, pinga frio, e a dor cresce
Avisando, dum caso que morreu
Esqueci de esquecer quem me esqueceu
Porque sei que quem ama não esquece.

Mote e Glosas: Léo Medeiros
Sobral, 22 de setembro de 2009.
Blog de Leo Medeiros

ESQUECI DE ESQUECER QUEM ME ESQUECEU

Você só me ensinou a te gostar
Entre dois pesos só achei uma medida
E como é que resolvo a minha vida
Se nessa conta só aprendi somar
Pois você esqueceu de me ensinar
Já é tarde não aprendo nem se quisesse
Nessa falha só meu peito é quem padece
Pois não consigo dividir você e eu
Esqueci de esquecer quem me esqueceu
Porque sei que quem ama não esquece

Nunca fui muito bom pra calcular
Pra saber o produto de tal conta
Vem você no meu peito e apronta
Sem saber o resultado que vai dar
Fiquei na divida com a conta pra pagar
E o coração no vermelho do estresse
Se wosvald de Souza bem soubesse
Não queria estar no lugar meu
Esqueci de esquecer quem me esqueceu
Porque sei que quem ama não esquece

(Autor:Mario Almeida), Serra Talhada 30 de novembro 2010

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O FIM DO FUTEBOL

IR AO ESTÁDIO PARA VER UMA PARTIDA
ERA FESTA, DESEJO E ALEGRIA,
ERA DRIBLE, ERA ARTE E SE OUVIA
O SONORO GRITAR DE UMA TORCIDA.
HOJE VER-SE UMA MASSA EMBRAVECIDA
SEM VER JOGO, MAS VENDO JOGATINA
E SEU SONHO JOGADO NA LATRINA
DO ATAQUE OU DAS MÃOS DE UM GOLEIRO
A PELOTA É A BOLA DO DINHEIRO
DE UM MERCADO DE ALMA ASSASSINA.

A PAIXÃO NACIONAL DO FUTEBOL
ESTÁ NO PEITO E COÇA NA GARGANTA
DA TORCIDA TRATADA COMO ANTA
BEM ATENTA IGUALMENTE UM GIRA-SOL,
MAS O OURO QUE QUEIMA NO CRISOL
É MAIS FORTE, IGNORA ESTA PAIXÃO.
E QUEM JOGA NÃO TEM ESTA NOÇÃO
E A NAÇÃO PARA ELE É O DINHEIRO
E A TORCIDA ESTÁ NO PICADEIRO
O MERCADO É QUEM DITA ESTA EMOÇÃO.

EM NOVENTA MINUTOS DE PARTIDA
A METADE, NO MINIMO É PANCADA.
DAR-SE COICE, EMPURRÕES. É SÓ PORRADA.
É JOGO DA CIFRA, VIL SEM VIDA.
E A ARTE SE TORNA DILUIDA
NA GANÂNCIA DA FORÇA DO TER MAIS
E O MERCADO VIBRANTE POR DETRÁS
VENDE A ARTE E COMPRA A FORÇA BRUTA
POIS É ELE QUEM GANHA NA DISPUTA
COMO ANTES O JOGO NÃO É MAIS.

O VALOR DA EQUIPE É OFUSCADO
NO RRILHO DE ESTRELA SINTILANTE
VINTE E UM, NESTE CASO É RESTANTE.
O COLETIVO É DESCLASSIFICADO
NÃO SE VENDE A EQUIPE NO ATACADO
CADA UM É VENDIDO IGUAL CORCEL
E O FUTEBOL PEGOU O CARROCEL
DA MOEDA SEM PÁTRIA E SEM ATLETA
E QUEM AMA O ESPORTE SE ARRETA
COMO OS POVOS DO MORRO BOREL

VENDAM SONHOS, DESEJOS, EMOÇÕES
QUAL GARRINCHA VENDIA AS PLATÉIAS
DOS RICAÇOS ATÉ AS MAIS PLEBÉIAS
PARA O MUNDO EM TODAS AS NAÇÕES
RASGUEM PASSES, CONSTRUAM INVENÇÕES,
TROQUEM IRA, BRAVEZA E REBELDIA
NA ESPERANÇA DO SOL DO NOVO DIA
DA CRIANÇA, ADULTO EM CONSTRUÇÃO,
DEIXE A BOLA ROLAR POR ESTE CHÃO
E NA REDE SER GRITO DE EUFORIA.

(Autor: Dino)Natural de São José do Egito _ PE
15/09/2010

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

FURIBA E PINTO DO MONTEIRO

UMA CERTA VEZ FURIBA DISSE A PINTO:

PINTO DEIXE CANTAR
BOTE UMA MERCEARIA
DEPOIS COLOQUE O MEU NOME
EM TODA MERCADORIA
QUE AI O SENHOR VAI VER
COMO AUMENTA A FREGUESIA

AI PINTO RETRUCOU:

EM QUALQUER MERCADORIA
SE UM RATO VER TEU NOME
MESMO ELE VINDO
COM QUINZE DIAS DE FOME
VER O PÃO MIJA NO QUEIJO
PASSA POR CIMA E NÃO COME

DESPEDIDA DE SUZANE

ELA VEIO DA FRANÇA PARAR NESSE PAÍS
COM DESTINO PERNAMBUCO NOSSO ESTADO
NO CECOR VEIO DEIXAR O SEU LEGADO
NOSSA EQUIPE COM TUDO ESTÁ FELIZ
SEI QUE AGORA TALVEZ VOLTE A PARÍS
MAS FICA AQUI NOSSO RECONHECIMENTO
QUE MOSTROU ATRAVÉZ DO SEU TALENTO
ENRIQUECENDO A NOSSA INSTITUIÇÃO
CONSTRUIMOS JUNTOS NOSSA ORGANIZAÇÃO
FOI VOCÊ UM IMPORTANTE INSTRUMENTO

SEI QUE LOGO ESTARÁS DE PARTIDA
LHE DESEJAMOS TOTAL FELICIDADE
IRÁS DEIXAR ENTRE NÓS MUITA SAUDADE
E SAUDADE É COISA QUE NÃO FINDA
MUITAS CONQUISTAS E SUCESSOS NA VIDA
ESSAS SÃO AS NOSSAS FELICITAÇÕES
OBRIGADO PELAS SUAS CONTRIBUIÇÕES
MESMO PARTINDO SUA OBRA VAI FICAR
PRA ONDE FOR SEJA QUAL FOR O LUGAR
VAI SER GUARDADA EM NOSSOS CORAÇÕES

MUITO OBRIGADO PELA SUA AMIZADE
PELO RESPEITO E TOTAL CONSIDERAÇÃO
IRÁS DEIXAR ENTRE NÓS UMA LIÇÃO
DE UMA GRANDE PROFISSIONAL DE VERDADE
VOCÊ TEM UMA GRANDE IMPARCIALIDADE
QUE NEM TODO PROFISSIONAL CONSEGUE TER
POIS SUZANE UMA PESSOA COMO VOCÊ
NÃO SE ENCONTRA EM QUALQUER LUGAR AI
FAÇA TUDO VÁ A LUTA SEM DESISTIR
QUE A VOCÊ SE FAZ POR MERECER

QUERO AQUI LHE PEDIR O MEU PERDÃO
SE A RIMA NÃO FICOU BEM ELABORADA
POIS EU SOU SÓ UM POETA DE CALÇADA
MAS O VERSO FOI FEITO DE CORAÇÃO
QUERO AQUI DEIXAR MINHA ESTIMAÇÃO
E A AMIZADE QUE EU TENHO A VOCÊ
SE POR ACASO UM DIA QUIZER REVER
TODA ESSA GALERA ANIMADA
DÊ UM PULO AQUI EM SERRA TALHADA
QUE A GENTE VAI ABRAÇAR VOCÊ

(Autor:Mario Almeida)Naturalidade Sitio Papagaio - São José do Egito-PE
Serra Talhada 24 de Setembro de 2010.