Numa noite enluarada
Eu peguei na sua mão
Depressa meu coração
Bateu forte em disparada
Você me deu uma olhada
Meu mundo mudou de cor
Senti o cheiro do amor
Quando nós nos abraçamos
E dos beijos que trocamos
Ainda sinto o sabor.
Era festa na pracinha
De São José padroeiro
Ali sentindo o seu cheiro
Passei a noite inteirinha
Quando foi de manhãzinha
Abracei a linda flor
Deixei meu interior
E nunca mais nos falamos
Mas dos beijos que trocamos
Ainda sinto o sabor.
Outro dia visitando
A nossa aldeia pequena
Avistei uma morena
Com um homem conversando
Sorridente amamentando
Um filhinho encantador
Senti no peito uma dor
Relembrando o que passamos
E dos beijos que trocamos
Ainda sinto o sabor.
Mote e glosas: Léo Medeiros
Sobral, 16/04/2008.
Fonte: Blog do Leo Medeiros "O poeta popular"
terça-feira, 5 de abril de 2011
Eu deixei de amar quem me queria para dar meu amor a quem não quis
Quem olhar para mim, por um instante
Saberá sem demora o que eu sinto
Meu olhar mostra a tela que eu pinto
Um quadro, sem moldura e ofuscante;
O pintor, sem sucesso, ignorante
No amor, não passou de um aprendiz
Teve lar, não zelou, vive infeliz
Porque foi apostar em fantasia.
Eu deixei de amar quem me queria
Para dar meu amor a quem não quis.
Fui covarde com quem me dedicou
Tanto amor, confiança e lealdade
Mergulhei no açude da vaidade
Sem demora a parede se arrombou;
A água, era muita, me levou
Escapei, oh meu deus! Foi por um triz
Mas carrego no peito a cicatriz
Que comprova, a minha covardia
Eu deixei de amar quem me queria
Para dar meu amor a quem não quis.
(Mote: Zé Ilton )
Glosas: Léo Medeiros
Sobral, 06 de novembro de2009.
Fonte: Blog Leo Medeiros " O poeta popular
Saberá sem demora o que eu sinto
Meu olhar mostra a tela que eu pinto
Um quadro, sem moldura e ofuscante;
O pintor, sem sucesso, ignorante
No amor, não passou de um aprendiz
Teve lar, não zelou, vive infeliz
Porque foi apostar em fantasia.
Eu deixei de amar quem me queria
Para dar meu amor a quem não quis.
Fui covarde com quem me dedicou
Tanto amor, confiança e lealdade
Mergulhei no açude da vaidade
Sem demora a parede se arrombou;
A água, era muita, me levou
Escapei, oh meu deus! Foi por um triz
Mas carrego no peito a cicatriz
Que comprova, a minha covardia
Eu deixei de amar quem me queria
Para dar meu amor a quem não quis.
(Mote: Zé Ilton )
Glosas: Léo Medeiros
Sobral, 06 de novembro de2009.
Fonte: Blog Leo Medeiros " O poeta popular
DIA DO CONSUMIDOR CONCIENTE
VAMOS TODOS PENSAR JUNTOS
NO QUE DIZ AQUELE DITADO
QUE QUANDO A CABEÇA NÃO PENSA
O CORPO QUEM PAGA O PECADO
POR ISSO TEM MUITA GENTE
QUE JÁ PENSA DIFERENTE
NO FUTURO TÁ LIGADO
NO FUTURO QUE EU FALO
É DE SÓ CONSUMIR ALIMENTO
NÃO DE UM PRODUTO EM SI
QUE MATA COM ENVENENAMENTO
QUE DESTROI A NATUREZA
E LEVA CONSIGO TODA RIQUEZA
DEIXANDO A VIDA EM LAMENTO
FALO DA FEIRA AGROECOLÓGICA
DE CONSUMIDORES CONCIENTES
DE UMA RELAÇÃO HUMANA
E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE
FALO DA CONSERVAÇÃO DA VIDA
E NÃO VEJO OUTRA SAIDA
OU UM CAMINHO DIFERENTE
FOI NO DIA 15 DE MARÇO
EU AINDA ESTOU LEMBRADO
O DIA DO CONSUMIDOR
QUE DEVE SER COMEMORADO
ESSE CONSUMIDOR DIFERENTE
UM CONSUMIDOR CONCIENTE
QUE ESTÁ BEM INFORMADO
UM CONSUMIDOR QUE PENSA
NAS FUTURAS GERAÇÕES
EM UM PLANETA SUSTENTÁVEL
NUM CONJUNTO DE RELAÇÕES
NUMA VIDA EM MOVIMENTO
SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO
COMO FOCO DAS AÇÕES
CONSUMIDOR QUE JÁ ESCOLHEU
SEUS ALIMENTOS PRA COMPRAR
É NA FEIRA AGROECOLÓGICA
QUE ELE SABE VAI ENCONTRAR
PRODUTOS DE QUALIDADE
E DE BOA IDONIEDADE
PRA SAUDE PRESERVAR
PARTINDO DO PRINCIPIO
DE QUE O PÃO É PRA VIVER
MUITA GENTE TEM COMIDO
UM ALIMENTO PRA MORRER
COM UMA CARGA DE VENENO
SINCERAMENTE NÃO ENTENDO
E ACHO QUE NEM VOCÊ
EU AQUI VOU TERMINANDO
SEM MAIS PARA O MOMENTO
DEIXANDO UMA REFLEXÃO
PRA REFLETIR NO PESSAMENTO
DE QUE NÃO SE CONCIENTIZOU
DO GRANDE ESTIMADO VALOR
QUE TEM NOSSO ALIMENTO
Autor: Lucimario Almeida
Serra Talhada, 02 de Abril de 2011
Em homenagem ao dia do Consumidor conciente
Na FAST – Feira Agroecológica de Serra Talhada
NO QUE DIZ AQUELE DITADO
QUE QUANDO A CABEÇA NÃO PENSA
O CORPO QUEM PAGA O PECADO
POR ISSO TEM MUITA GENTE
QUE JÁ PENSA DIFERENTE
NO FUTURO TÁ LIGADO
NO FUTURO QUE EU FALO
É DE SÓ CONSUMIR ALIMENTO
NÃO DE UM PRODUTO EM SI
QUE MATA COM ENVENENAMENTO
QUE DESTROI A NATUREZA
E LEVA CONSIGO TODA RIQUEZA
DEIXANDO A VIDA EM LAMENTO
FALO DA FEIRA AGROECOLÓGICA
DE CONSUMIDORES CONCIENTES
DE UMA RELAÇÃO HUMANA
E RESPEITO AO MEIO AMBIENTE
FALO DA CONSERVAÇÃO DA VIDA
E NÃO VEJO OUTRA SAIDA
OU UM CAMINHO DIFERENTE
FOI NO DIA 15 DE MARÇO
EU AINDA ESTOU LEMBRADO
O DIA DO CONSUMIDOR
QUE DEVE SER COMEMORADO
ESSE CONSUMIDOR DIFERENTE
UM CONSUMIDOR CONCIENTE
QUE ESTÁ BEM INFORMADO
UM CONSUMIDOR QUE PENSA
NAS FUTURAS GERAÇÕES
EM UM PLANETA SUSTENTÁVEL
NUM CONJUNTO DE RELAÇÕES
NUMA VIDA EM MOVIMENTO
SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO
COMO FOCO DAS AÇÕES
CONSUMIDOR QUE JÁ ESCOLHEU
SEUS ALIMENTOS PRA COMPRAR
É NA FEIRA AGROECOLÓGICA
QUE ELE SABE VAI ENCONTRAR
PRODUTOS DE QUALIDADE
E DE BOA IDONIEDADE
PRA SAUDE PRESERVAR
PARTINDO DO PRINCIPIO
DE QUE O PÃO É PRA VIVER
MUITA GENTE TEM COMIDO
UM ALIMENTO PRA MORRER
COM UMA CARGA DE VENENO
SINCERAMENTE NÃO ENTENDO
E ACHO QUE NEM VOCÊ
EU AQUI VOU TERMINANDO
SEM MAIS PARA O MOMENTO
DEIXANDO UMA REFLEXÃO
PRA REFLETIR NO PESSAMENTO
DE QUE NÃO SE CONCIENTIZOU
DO GRANDE ESTIMADO VALOR
QUE TEM NOSSO ALIMENTO
Autor: Lucimario Almeida
Serra Talhada, 02 de Abril de 2011
Em homenagem ao dia do Consumidor conciente
Na FAST – Feira Agroecológica de Serra Talhada
segunda-feira, 4 de abril de 2011
CASA VELHA
CASA VELHA ABANDONADA
BREVE TEM SÓ O TORRÃO
PAREDES DESTIORADAS
TELHAS E MADEIRAS NO CHÃO
É VELHA MAS JÁ FOI NOVA
E ISSO É PRA DÁ UMA PROVA
COMO É TRISTE A SOLIDÃO
Autor: Manoel Luiz (Popular Neco) Assentamento Lagoa de Outra Banda, São José do Egito - PE
BREVE TEM SÓ O TORRÃO
PAREDES DESTIORADAS
TELHAS E MADEIRAS NO CHÃO
É VELHA MAS JÁ FOI NOVA
E ISSO É PRA DÁ UMA PROVA
COMO É TRISTE A SOLIDÃO
Autor: Manoel Luiz (Popular Neco) Assentamento Lagoa de Outra Banda, São José do Egito - PE
O RIO PAJEÚ
O PAJEÚ POUCO A POUCO ESTÁ SOFRENDO
DESMATAMENTO, QUEIMADA E POULIÇÃO
VAMOS CUIDAR DAS MERGENS DO NOSSO RIO
É UM DESAFIO QUE AGARREI COM AS DUAS MÃOS
REFLORESTANDO AS MAGENS DO PAJEÚ
E ACABANDO COM ESSA POLUIÇÃO
TEREMOS MAIS FARTURA EM NOSSA MESA
E COM CERTEZA, MELHOR ALIMENTAÇÃO
JÁ NÃO SE ESCUTA O PAPAGÁIO GRAIANDO
NEM O CARÃO CANTANDO NO MULUNGÚ
ANUCIANDO QUE A CHUVA TÁ PRA CHEGAR
E AS ENCHENTES VÃO LAVAR
AS MAGENS DO PAJEÚ
Autor: Manoel Luiz (Popular Neco)Natural do Assentamento Lagoa de Outra Banda,Que fica nas margens do Rio Pajeú São José do Egito - PE
DESMATAMENTO, QUEIMADA E POULIÇÃO
VAMOS CUIDAR DAS MERGENS DO NOSSO RIO
É UM DESAFIO QUE AGARREI COM AS DUAS MÃOS
REFLORESTANDO AS MAGENS DO PAJEÚ
E ACABANDO COM ESSA POLUIÇÃO
TEREMOS MAIS FARTURA EM NOSSA MESA
E COM CERTEZA, MELHOR ALIMENTAÇÃO
JÁ NÃO SE ESCUTA O PAPAGÁIO GRAIANDO
NEM O CARÃO CANTANDO NO MULUNGÚ
ANUCIANDO QUE A CHUVA TÁ PRA CHEGAR
E AS ENCHENTES VÃO LAVAR
AS MAGENS DO PAJEÚ
Autor: Manoel Luiz (Popular Neco)Natural do Assentamento Lagoa de Outra Banda,Que fica nas margens do Rio Pajeú São José do Egito - PE
SE EU PODESSE VOLTAR NO MEU PASSADO, NÃO CAIA NO ERRO QUE CAÍ
NO PASSADO EU NÃO QUIZ QUEM ME QUERIA
NO PRESENTE PADEÇO SEM NINGUÉM
HOJE ESTOU PADEÇENDO POR ALGUÉM
QUE NO PASSADO POR MIM JÁ PADECIA
HOJE CONTO MINHA VIDA EM POESIA
COM LEMBRANÇAS DE OUTRO TEMPO QUE VIVI
E ESSA ANGUSTIA NA HORA NÃO SENTI
AO DEIXAR MEU AMOR ABANDONADO
SE PODESSE VOLTAR AO MEU PASSADO
NÃO CAIA NO ERRO QUE CAÍ
QUANDO EU QUERO DESSE ALGUÉM ME APROXIMAR
ELA DIZ QUE MEU TEMPO JÁ PASSOU
MAL SE LEMBRA DO TEMPO QUE ME AMOU
E EU NÃO SEI COMO A ELA ME EXPLICAR
FICO SEM TER PRA ELA O QUE FALAR
ELA DIZ - POR VOCÊ EU JÁ SOFRI
HOJE VEJO O ERRO QUE COMETI
E DEUS AJUDE QUE SEJA PERDOADO
SE EU PODESSE VOLTAR NO MEU PASSADO
NÃO CAIA NO ERRO QUE CAÍ
EU PESSEI EM VIVER DE BRINCADEIRA
MAS UM DIA ENCONTREI A TENTAÇÃO
MACHUQUEI DE ALGUÉM O CORAÇÃO
E JÁ MAIS CONSERTEI ESSA BESTEIRA
E TRAÍ MINHA LINDA COMPANHEIRA
NÃO LEMBREI DO QUE COM ELA EU VIVI
ESTOU PAGANDO UM ERRO QUE COMETI
DEUS AJUDE QUE EU SEJA PERDOADO
SE EU PODESSE VOLTAR NO MEU PASSADO
NÃO CAIA NO ERRO QUE CAÍ
Autor:José Alanailson, natural do sitio Lagoa de Outra Banda, São José do Egito - PE
NO PRESENTE PADEÇO SEM NINGUÉM
HOJE ESTOU PADEÇENDO POR ALGUÉM
QUE NO PASSADO POR MIM JÁ PADECIA
HOJE CONTO MINHA VIDA EM POESIA
COM LEMBRANÇAS DE OUTRO TEMPO QUE VIVI
E ESSA ANGUSTIA NA HORA NÃO SENTI
AO DEIXAR MEU AMOR ABANDONADO
SE PODESSE VOLTAR AO MEU PASSADO
NÃO CAIA NO ERRO QUE CAÍ
QUANDO EU QUERO DESSE ALGUÉM ME APROXIMAR
ELA DIZ QUE MEU TEMPO JÁ PASSOU
MAL SE LEMBRA DO TEMPO QUE ME AMOU
E EU NÃO SEI COMO A ELA ME EXPLICAR
FICO SEM TER PRA ELA O QUE FALAR
ELA DIZ - POR VOCÊ EU JÁ SOFRI
HOJE VEJO O ERRO QUE COMETI
E DEUS AJUDE QUE SEJA PERDOADO
SE EU PODESSE VOLTAR NO MEU PASSADO
NÃO CAIA NO ERRO QUE CAÍ
EU PESSEI EM VIVER DE BRINCADEIRA
MAS UM DIA ENCONTREI A TENTAÇÃO
MACHUQUEI DE ALGUÉM O CORAÇÃO
E JÁ MAIS CONSERTEI ESSA BESTEIRA
E TRAÍ MINHA LINDA COMPANHEIRA
NÃO LEMBREI DO QUE COM ELA EU VIVI
ESTOU PAGANDO UM ERRO QUE COMETI
DEUS AJUDE QUE EU SEJA PERDOADO
SE EU PODESSE VOLTAR NO MEU PASSADO
NÃO CAIA NO ERRO QUE CAÍ
Autor:José Alanailson, natural do sitio Lagoa de Outra Banda, São José do Egito - PE
ESTA NOITE SONHEI QUE TE BEIJAVA, ACORDEI NÃO TE VI FIQUEI CHORANDO
O MAIS BELO DOS SONHOS EU SONHEI
MAS ACORDEI E FIQUEI INDIGNADO
FIQUEI COM O PEITO BASTANTE AMARGURADO
E AO SENTIR SUA FALTA ATÉ CHOREI
NESTE SONHO UM TEMPO BOM EU PASSEI
QUE ATÉ AGORA DESTE SONHO TOU LEMBRANDO
NÃO NOTEI QUE ESTAVA ACORDANDO
E ACORDANDO VOCÊ DE MIM SE AFASTAVA
ESTA NOITE SONHEI QUE TE BEIJAVA
ACORDEI NÃO TE VI FIQUEI CHORANDO
NA VERDADE SÓ TE BEIJO QUANDO É SONHO
SE ACORDO NÃO TE VEJO DO MEU LADO
JÁ TENTEI ATÉ VOLTAR NO MEU PASSADO
MAS NÃO VOLTO AI FICO TRISTONHO
SEMPRE VEJO TEU ROSTO TÃO RISONHO
É VERDADE SÓ DE TE ESTOU GOSTANDO
MAS O QUE VEJO É VOCÊ SE AFASTANDO
SÓ VOCÊ ONTEM A NOITE ME FALTAVA
ESTA NOITE SONHEI QUE TE BEIJAVA
ACORDEI NÃO TE VI FIQUEI CHORANDO
Autor:José Alanailson, natural do sitio Lagoa de Outra Banda, São José do Egito - PE
MAS ACORDEI E FIQUEI INDIGNADO
FIQUEI COM O PEITO BASTANTE AMARGURADO
E AO SENTIR SUA FALTA ATÉ CHOREI
NESTE SONHO UM TEMPO BOM EU PASSEI
QUE ATÉ AGORA DESTE SONHO TOU LEMBRANDO
NÃO NOTEI QUE ESTAVA ACORDANDO
E ACORDANDO VOCÊ DE MIM SE AFASTAVA
ESTA NOITE SONHEI QUE TE BEIJAVA
ACORDEI NÃO TE VI FIQUEI CHORANDO
NA VERDADE SÓ TE BEIJO QUANDO É SONHO
SE ACORDO NÃO TE VEJO DO MEU LADO
JÁ TENTEI ATÉ VOLTAR NO MEU PASSADO
MAS NÃO VOLTO AI FICO TRISTONHO
SEMPRE VEJO TEU ROSTO TÃO RISONHO
É VERDADE SÓ DE TE ESTOU GOSTANDO
MAS O QUE VEJO É VOCÊ SE AFASTANDO
SÓ VOCÊ ONTEM A NOITE ME FALTAVA
ESTA NOITE SONHEI QUE TE BEIJAVA
ACORDEI NÃO TE VI FIQUEI CHORANDO
Autor:José Alanailson, natural do sitio Lagoa de Outra Banda, São José do Egito - PE
quarta-feira, 30 de março de 2011
PATATIVA DO ASSARÉ - UMA HOMENAGEM
Em mil novecentos e nove
Com a benção do Criador
Em Assaré, no Ceará
Filho de um lavrador
Vem ao mundo um menino
Que por obra do destino
Viria a ser cantador.
Antonio Gonçalves da Silva
Já com oito anos de idade
Tinha fama de violeiro
Em toda a sua cidade
Não freqüentava a escola
Nem sei se por jogar bola
Fazia gosto e vontade.
Somente aos doze anos
Foi ele alfabetizado
Até então o menino
Nunca havia estudado
Mas não chegou nem a um ano
Seis meses se não me engano
Foi o seu aprendizado.
Se o estudo não foi o bastante
Pra ele foi suficiente
Porque também precisava
Pegar duro no batente
Então comprou uma viola
Não mais voltou à escola
E tocou a vida em frente.
Foi em Belém do Pará
Numa viagem festiva
Que ganhou de um amigo
A alcunha de Patativa
E assim foi batizado
O cantador afamado
Antonio Gonçalves da Silva
Mas Patativa eram todos
Os cantadores de então
Era muita patativa
Pra o gosto do cidadão
Pra fazer a diferença
Da sua terra de nascença
Trouxe a denominação!
Patativa do Assaré
Surge pra posteridade
Com esse nome o poeta
Alcança a imortalidade
Leva ao mundo a sua mensagem
E também faz homenagem
A Assaré sua cidade.
Tempos depois Patativa
Já então um homem feito
Poeta e improvisador
E cantador por direito
Desposa a dona Belinha
Que vai ser musa e rainha
Daquele grande sujeito.
Os seus poemas transcritos
Por Jose Arraes de Alencar
Compõem o primeiro livro
Que ele vem a publicar
“Inspiração Nordestina”
Só vem confirmar sua sina
De poeta popular
Mais tarde o amigo Gonzaga
Grava “A triste Partida”
Um poema melancólico
Feito em tons de despedida
De uma família do sertão
Que sem ter agua e sem pão
Parte pra mudar de vida
Esse tema é recorrente
Nos versos de Patativa
A dor do irmão nordestino
E a sua coragem altiva
Também o descaso e a omissão
Com a gente do sertão
Que a fome torna cativa.
Mas não é só de tristeza
Que é feita a sua poesia
Ela revela beleza
Força, fé e alegria
Cântico de amor ao nordeste
Ao sertão e ao agreste
Versos de pura magia!
A lenda, o homem e o mito
O ilustre cidadão
Autodidata aclamado
Com títulos e distinção
Foi sempre simples e amável
Este poeta notável
Um gênio de pé no chão.
Sua arte é referência
Para as novas gerações
Que bebem da sua fonte
Cultivando as tradições
Repentistas, violeiros
Todos eles seus herdeiros
Da sua obra, guardiões.
Sei que não faço justiça
Ao poeta imortal
Mas por meio do cordel
A fala é mais natural
Pra Patativa no céu
Eu vou tirar o chapéu
Como o meu ponto final!
(Euripedes)
* * * * *
Faço neste cordel, uma homenagem a Antonio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, maior poeta popular do Brasil, que escolhi como meu patrono na Academia de Cultura da Bahia.
Euripedes Barbosa
* * * * * * *
Fonte:Saite Recanto das Letras
Com a benção do Criador
Em Assaré, no Ceará
Filho de um lavrador
Vem ao mundo um menino
Que por obra do destino
Viria a ser cantador.
Antonio Gonçalves da Silva
Já com oito anos de idade
Tinha fama de violeiro
Em toda a sua cidade
Não freqüentava a escola
Nem sei se por jogar bola
Fazia gosto e vontade.
Somente aos doze anos
Foi ele alfabetizado
Até então o menino
Nunca havia estudado
Mas não chegou nem a um ano
Seis meses se não me engano
Foi o seu aprendizado.
Se o estudo não foi o bastante
Pra ele foi suficiente
Porque também precisava
Pegar duro no batente
Então comprou uma viola
Não mais voltou à escola
E tocou a vida em frente.
Foi em Belém do Pará
Numa viagem festiva
Que ganhou de um amigo
A alcunha de Patativa
E assim foi batizado
O cantador afamado
Antonio Gonçalves da Silva
Mas Patativa eram todos
Os cantadores de então
Era muita patativa
Pra o gosto do cidadão
Pra fazer a diferença
Da sua terra de nascença
Trouxe a denominação!
Patativa do Assaré
Surge pra posteridade
Com esse nome o poeta
Alcança a imortalidade
Leva ao mundo a sua mensagem
E também faz homenagem
A Assaré sua cidade.
Tempos depois Patativa
Já então um homem feito
Poeta e improvisador
E cantador por direito
Desposa a dona Belinha
Que vai ser musa e rainha
Daquele grande sujeito.
Os seus poemas transcritos
Por Jose Arraes de Alencar
Compõem o primeiro livro
Que ele vem a publicar
“Inspiração Nordestina”
Só vem confirmar sua sina
De poeta popular
Mais tarde o amigo Gonzaga
Grava “A triste Partida”
Um poema melancólico
Feito em tons de despedida
De uma família do sertão
Que sem ter agua e sem pão
Parte pra mudar de vida
Esse tema é recorrente
Nos versos de Patativa
A dor do irmão nordestino
E a sua coragem altiva
Também o descaso e a omissão
Com a gente do sertão
Que a fome torna cativa.
Mas não é só de tristeza
Que é feita a sua poesia
Ela revela beleza
Força, fé e alegria
Cântico de amor ao nordeste
Ao sertão e ao agreste
Versos de pura magia!
A lenda, o homem e o mito
O ilustre cidadão
Autodidata aclamado
Com títulos e distinção
Foi sempre simples e amável
Este poeta notável
Um gênio de pé no chão.
Sua arte é referência
Para as novas gerações
Que bebem da sua fonte
Cultivando as tradições
Repentistas, violeiros
Todos eles seus herdeiros
Da sua obra, guardiões.
Sei que não faço justiça
Ao poeta imortal
Mas por meio do cordel
A fala é mais natural
Pra Patativa no céu
Eu vou tirar o chapéu
Como o meu ponto final!
(Euripedes)
* * * * *
Faço neste cordel, uma homenagem a Antonio Gonçalves da Silva, o Patativa do Assaré, maior poeta popular do Brasil, que escolhi como meu patrono na Academia de Cultura da Bahia.
Euripedes Barbosa
* * * * * * *
Fonte:Saite Recanto das Letras
quinta-feira, 24 de março de 2011
BIG BROTHER BRASIL
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…
Autor: Antonio Barreto,
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,
residente em Salvador.
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…
Autor: Antonio Barreto,
Cordelista natural de Santa Bárbara-BA,
residente em Salvador.
ÀGUA, SEIVA DA VIDA, FONTE DE RENOVAÇÃO
ÀGUA PURA CRISTALINA
DESCE PELO LEITO MANSO
CASCATEIA E FAZ REMANSO
HORA EM CURVA, HORA EM LINHA
DEPOIS SEGUE MANSINHA
FILTRADA PARA O PORÃO
COMPRINDO SUA MISSÃO
DEIXANDO A TERRA EMBEBIDA
ÀGUA, SEIVA DA VIDA
FONTE DE RENOVAÇÃO
PENA QUE O HOMEM TEM
MODIFICADO O SEU PERCUSSO
SE ULTILIZADO DE RECURSO
PRA DESTRUIR ESSE BEM
POIS SEM ÀGUA NINGUÉM
NÃO PASSA DE GERAÇÃO
PODE SE VIVER SEM PÃO
MAS SEM ÀGUA NINGUÉM DUVIDA
ÀGUA, SEIVA DA VIDA
FONTE DE RENOVAÇÃO
ONDE ANTES ELA CORRIA
TRANQUILA E TRANSPARENTE
HOJE JÁ É DIFERENTE
NÃO SE VER MAIS O QUE VIA
JÁ NÃO TEM MAIS SERVENTIA
DE TANTA POLUIÇÃO
ESCURO COMO CARVÃO
TODA FONTE ESTÁ PERDIDA
ÀGUA, SEIVA DA VIDA
FONTE DE RENOVAÇÃO
É PRECISO PROTEGER
OS NOSSOS MANANCIAIS
PODENDO SER TARDE DE MAIS
E ÀGUA POTÁVEL NÃO VAI TER
SE O QUADRO NÃO REVERTER
E MUDAR A SITUAÇÃO
ADEUS VIDA NO SERTÃO
SE A CAUSA NÃO FOR VENCIDA
ÀGUA, SEIVA DA VIDA
FONTE DE RENOVAÇÃO
Autor: Lucimario Almeida, Serra Talhada 21 de março de 2011
Em comemoração dia mundial da àgua
DESCE PELO LEITO MANSO
CASCATEIA E FAZ REMANSO
HORA EM CURVA, HORA EM LINHA
DEPOIS SEGUE MANSINHA
FILTRADA PARA O PORÃO
COMPRINDO SUA MISSÃO
DEIXANDO A TERRA EMBEBIDA
ÀGUA, SEIVA DA VIDA
FONTE DE RENOVAÇÃO
PENA QUE O HOMEM TEM
MODIFICADO O SEU PERCUSSO
SE ULTILIZADO DE RECURSO
PRA DESTRUIR ESSE BEM
POIS SEM ÀGUA NINGUÉM
NÃO PASSA DE GERAÇÃO
PODE SE VIVER SEM PÃO
MAS SEM ÀGUA NINGUÉM DUVIDA
ÀGUA, SEIVA DA VIDA
FONTE DE RENOVAÇÃO
ONDE ANTES ELA CORRIA
TRANQUILA E TRANSPARENTE
HOJE JÁ É DIFERENTE
NÃO SE VER MAIS O QUE VIA
JÁ NÃO TEM MAIS SERVENTIA
DE TANTA POLUIÇÃO
ESCURO COMO CARVÃO
TODA FONTE ESTÁ PERDIDA
ÀGUA, SEIVA DA VIDA
FONTE DE RENOVAÇÃO
É PRECISO PROTEGER
OS NOSSOS MANANCIAIS
PODENDO SER TARDE DE MAIS
E ÀGUA POTÁVEL NÃO VAI TER
SE O QUADRO NÃO REVERTER
E MUDAR A SITUAÇÃO
ADEUS VIDA NO SERTÃO
SE A CAUSA NÃO FOR VENCIDA
ÀGUA, SEIVA DA VIDA
FONTE DE RENOVAÇÃO
Autor: Lucimario Almeida, Serra Talhada 21 de março de 2011
Em comemoração dia mundial da àgua
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Só a natureza ensina, Tudo isso e muito mais
Só ela tem o poder
De ensinar sem mensagem
O castor fazer barragem
Depois do riacho encher
O papagaio saber
Falar usando as vogais
E ticaca os animais
Atacar com a urina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
O bote da sucuri
Imobiliza a pessoa
Pato atravessa a lagoa
Sem precisar jet ski
O pequeno colibri
Voa pra diante e pra trás
E pras dores estomacais
O sagüi comer rizina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
O pavão pra desfilar
Não faz dieta e nem lípo
E o pica-pau sabe o tipo
Do pau que pode cortar
Entrar na água e pescar
Só o socó é capaz
E o mel que a abelha faz
É melhor que mel de usina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
Procurando melancia
A raposa encontra a rama
E a porca prepara a cama
Na noite que vai dar cria
Todo macaco assovia
Se pendura e faz sinais
E a flauta dos sabias
Ninguém ver quem é que afina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
O rato mora no teto
O peba cava buraco
Capote diz que esta fraco
E preguiça dorme direto
João de barro é arquiteto
Das construções naturais
Sem comprar matériais
Começa a casa e termina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
O cachorro não revida
O ataque das caiporas
O jumento das as horas
E a burra nunca engravida
Sem nunca tomar na vida
Anticoncepcionais
E pras crises pré-menstruais
O organismo elimina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
O gato fica valente
Quando ver o vira lata
E o escorpião se mata
Quando ver fogo na frente
O grilo trila e não sente
Dores nas cordas vocais
O urubu come quem jaz
Sem nojo da fedentina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
Destruindo as plantações
Os insetos são famintos
E a galinha esconde os pintos
Com medo dos gaviões
Os tigres e os leões
No safári são rivais
E cururu evita o caís
Porque no mar tem salina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
Mesmo sem ser refletor
No vaga-lume a luz sobra
Boa de briga é a cobra
Acrobata é o condor
A perdiz fica da cor
Das folhas dos vegetais
Temendo os tiros mortais
Do cano da lazarina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
Perigosa é a hiena
Por ser covarde e cruel
O tejo mata cascavel
Brigando e não se envenena
A barata tem antena
E não sintoniza canais
E quem foi que disse aos pardais
Que as frutas têm vitaminas
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
A natura faz escolha
E ensina tudo sem magoa
Peixe mergulhar na água
Que chega a água faz bolha
No canto aonde tem folha
Formiga corre atrás
Avestruz correr demais
E não consumir gasolina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
Autor: Raimundo Nonato e Nonato Costa
De ensinar sem mensagem
O castor fazer barragem
Depois do riacho encher
O papagaio saber
Falar usando as vogais
E ticaca os animais
Atacar com a urina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
O bote da sucuri
Imobiliza a pessoa
Pato atravessa a lagoa
Sem precisar jet ski
O pequeno colibri
Voa pra diante e pra trás
E pras dores estomacais
O sagüi comer rizina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
O pavão pra desfilar
Não faz dieta e nem lípo
E o pica-pau sabe o tipo
Do pau que pode cortar
Entrar na água e pescar
Só o socó é capaz
E o mel que a abelha faz
É melhor que mel de usina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
Procurando melancia
A raposa encontra a rama
E a porca prepara a cama
Na noite que vai dar cria
Todo macaco assovia
Se pendura e faz sinais
E a flauta dos sabias
Ninguém ver quem é que afina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
O rato mora no teto
O peba cava buraco
Capote diz que esta fraco
E preguiça dorme direto
João de barro é arquiteto
Das construções naturais
Sem comprar matériais
Começa a casa e termina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
O cachorro não revida
O ataque das caiporas
O jumento das as horas
E a burra nunca engravida
Sem nunca tomar na vida
Anticoncepcionais
E pras crises pré-menstruais
O organismo elimina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
O gato fica valente
Quando ver o vira lata
E o escorpião se mata
Quando ver fogo na frente
O grilo trila e não sente
Dores nas cordas vocais
O urubu come quem jaz
Sem nojo da fedentina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
Destruindo as plantações
Os insetos são famintos
E a galinha esconde os pintos
Com medo dos gaviões
Os tigres e os leões
No safári são rivais
E cururu evita o caís
Porque no mar tem salina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
Mesmo sem ser refletor
No vaga-lume a luz sobra
Boa de briga é a cobra
Acrobata é o condor
A perdiz fica da cor
Das folhas dos vegetais
Temendo os tiros mortais
Do cano da lazarina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
Perigosa é a hiena
Por ser covarde e cruel
O tejo mata cascavel
Brigando e não se envenena
A barata tem antena
E não sintoniza canais
E quem foi que disse aos pardais
Que as frutas têm vitaminas
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
A natura faz escolha
E ensina tudo sem magoa
Peixe mergulhar na água
Que chega a água faz bolha
No canto aonde tem folha
Formiga corre atrás
Avestruz correr demais
E não consumir gasolina
Só a natureza ensina
Tudo isso e muito mais.
Autor: Raimundo Nonato e Nonato Costa
segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
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