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segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

FILHOS AUSENTES

Nossos filhos ausente, feito abelhas
Tem nas folhas da vida um compromisso
Mas por falta de chances se despeçam
No nordeste acontece sempre isso
De voltar, todos tem muita vontade
Vez em quando a empresa da saudade
Faz um pouso forçado em seu cortiço

Noutra gente a ausência dá sumiço
No entanto, o umbigo dessa gente
Sertaneja e fiel ao seu passado
É dos outros umbigos diferente
É na terra natal que um lado fica
Quando a gente se ausenta o outro estica
E traz a gente de volta novamente

Sempre em junho e dezembro a prole ausente
Entre a gente aparece reunida
Que essa graça aconteça, eu peço sempre
Que o amor patrocine essa acolhida
E que o sorriso festivo da chegada
Não se torne uma lagrima revoltada
Pra ninguém se ferir na despedida

Essa terra, é sem dúvida, a prometida
Como aquela onde Deus fez um jardim
Deus criou Céu e terra e tudo mais
Que a origem do mundo foi assim
Em seis dias, no sétimo descansou
Eu só penso que Deus nos enganou
E descansou pra fazer itapetim.
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Poema do poeta José Adalberto Ferreira,
extraído do livro “NO CAROÇO DO JUÁ”
de autoria do mesmo.
Fonte: Blog de Everaldo Artes Fotográficas

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