Blog Sertão Poeta, Anuncie!

segunda-feira, 20 de dezembro de 2010

Melancolias de um sertanejo longe de seu torrão

Sertão seco estou aqui
Nessa capital à toa.
Um dia eu te deixei
Porque faltava garoa.
Agora desprotegido,
Desempregado, sentido,
Tua falta me magoa.

Te deixei meu velho chão
Porque faltou agasalho.
Do gado todo caído,
Não mais se ouvia chocalho.
Chorava parado o vento,
O chão queimava sedento.
Despedia-se o orvalho.

Mesmo assim velho Sertão
Não posso te esquecer.
Te respirarei até
O dia que eu morrer.
Esses lugares modernos
Cheios de gente de terno
Nem chegam aos pés de você.

Tua calça sertão Velho
É um belo mandacaru;
A camisa é um juazeiro
Enfeitado de anu.
O cupim é o chapéu;
A gravata é o céu
Se derramando em azul.

Teus prédios são os serrotes
Habitadas por guará
Que guardam a tua filha.
A princesa do lugar
Do Reino da Pedra Fina
Caatinga ainda menina
Criou-se feliz por lá.

Teus mares são os açudes
Livres da poluição;
As veredas são as linhas
Dos metrôs do coração
De um sertanejo nato
Que aqui se sente ingrato
Por ter deixado teu chão.

Sertão Velho sou teu servo.
Sou teu súdito. É meu rei.
Mesmo que eu vá para a China
Inda lá te servirei.
Sem ti sou grilhão sem elo.
Guarde um canto no castelo
Que um dia eu retornarei.

de Manoel Messias Belizario Neto
João Pessoa - PB

Filho do dono

Sou herdeiro de deus por regalia
Sou menino chamado de senhor
O aluno que honra o professor
Sou viola com o nome de poesia
Sou a festa repleta de alegria
Sou a chuva que molha a natureza
Sou o mundo encantado da princesa
Sou o alvo dos olhos da bondade
O remédio que cura a saudade
De alguém carregado de tristeza.

Me aproximo bastante do que é certo
Cem por cento eu não sou, e ninguém é.
Sou normal pecador, mas tenho fé
Sei que da perfeição nem chego perto
Mas das garras do mal estou liberto
Pois a vida me deu esse legado
De ser filho de deus, abençoado.
Sou miragem avistada pelo mundo
Todo o tempo que há em cada segundo
Pelo meu criador eu sou lembrado.

Sou o jeito correto de agir
Nos momentos difíceis desta vida
O consolo que há na despedida
Pra alguém quando outro vai partir
Sou o ânimo pra quem quer desistir
E que acha que tudo se acabou
Sou o sim que a noiva esperou
Pra ouvir de seu noivo bem risonho
Sou a parte mais bela de um sonho
Que ninguém até hoje decifrou.

Sou o vento que sopra e alivia
O cansaço de quem sente calor
Sou o dom que deus deu ao cantador
Sou a rima que existe na poesia
Sou a nota melhor da melodia
Um acorde no som da humanidade
Defensor e adepto da verdade
Nos caminhos da vida eu vou seguindo
Acertando, errando e assumindo.
Sou um ente que vive sem maldade.

Sou a caça que fugiu do caçador
Sou a noite que nunca escureceu
Um bebê que ainda não nasceu
Sou o filho ausente que voltou
Sou um neto, sou pai, sou um avô.
Companhia pra quem perdeu o sono
O amparo a quem está no abandono
Sou a vida inteira num segundo
Com certeza não sou dono do mundo
Mas garanto que sou filho do dono.


de Edmilson Garcia
São Vicente - SP

O retrato do homem do sertão

Numa casa de taipa e chão batido
Ele mora, tranquilo, sossegado
Seu trabalho, é cuidar bem do roçado
D,onde seu, alimento é extraído
Por ali, ele é muito conhecido
E conhece, cada palmo do seu chão
Sua grande, ou maior preocupação
É faltar a comida na panela
La na roça, é assim que se revela
O retrato do homem do sertão

Chapéu grande de palha bem trançado
Um facão pendurado na cintura
Alpercata no pé, de sola dura
Um trinchete pontudo e amolado
Um boi manso, um jumento e um arado
Na cozinha, um moinho e um pilão
No lugar de usar um cinturão
Sua cinta é uma imbira sem fivela
La na roça é assim que se revela
O retrato do homem do sertão

Com o rosto, bastante enrugado
Com a pele queimada do sol quente
Com o jeito, matuto, permanente
No pescoço um rosário enfiado
Pra fazer oração lá no roçado
E pedir a Padim Ciço proteção
Pra que nunca na vida falte o pão
Para os filhos, e à esposa tão singela
Lá na roça é assim que se revela
O retrato do homem do sertão

Uma camisa suada e encardida
Uma calça rasgada no joelho
Com a barba tirada sem espelho
Que a navalha na pele fez ferida
Se levanta bem cedo e vai pra lida
De segunda, a sábado é um só rojão
Toda noite ele usa um lampião
Se não tem querosene ascende vela
Lá na roça é assim que se revela
O retrato do homem do sertão

Madrugada, levanta e chama o filho
Em seguida a esposa está de pé
Já prepara a chaleira de café
Faz beijú, tapioca e pão de milho
E enquanto o sol chega com seu brilho
Todos comem na beira do fogão
Sem porfia, e sem, reclamação
Porque sabem que a vida é sempre bela
Lá na roça é assim que se revela
O retrato do homem do sertão

Um domingo por mês vai na cidade
Comprar fumo de rolo na bodega
Na igreja, ouvir o que o padre prega
E cumprir a religiosidade
Lá na rua, não se sente, à vontade
Não parece pisar firme no chão
A lavoura é a sua profissão
E não sabe viver distante dela
Lá na roça é assim que se revela
O retrato do homem do SERTÃO.


de Edmilson Garcia
São Vicente - SP

Ela só quer, só pensa em... Ficar!

Eu quero falar um pouco
Dessa tal modernidade
Que já faz parte da vida
De toda a sociedade
Até lá no interior
Também acham que o amor
Não é mais necessidade.

Houve um tempo em que o jovem
Fosse homem ou mulher
Queria ser a metade
De um par perfeito qualquer
Hoje a coisa anda mudada
Do passado quase nada
É outra realidade.

Mandacaru “fulorava”
Lá na seca do sertão
Era tempo das mocinhas
Abrirem o coração
Hoje com o tal de “ficar”
Já não pensam em namorar
Mudou a situação.

Agora é beijar na boca
Transar, fazer coleção
Sair com um e acordar
Com outro em algum colchão
Com tanta promiscuidade
A responsabilidade
Foi pro espaço há um tempão.

Dá pena ver as meninas
Com tanta precocidade
Se transformarem em mamães
Ainda na flor da idade
E isso ainda não é tudo
Porque até o estudo
Também é prejudicado.

E que dizer do rapaz
Com pose de garanhão
E que dispõe de uma gata
Para cada ocasião
Mas quando a coisa complica
Ele se manda, não fica
Deixa a coitada na mão.

O que dá prá deduzir
De toda a situação
É que essa mocidade
Anda perdendo a razão
E sem razão e juízo
Quem fica com o prejuízo
É o próprio coração.

E que culpa tenho eu
Que sou pai como você
Vendo a coisa acontecendo
E deixando acontecer?
Pode ser que a conversa
Que é coisa que interessa
Pode muito resolver.

Precisa haver na família
Muito amor e união
Precisa haver amizade
Precisa religião
Tendo em que acreditar
A coisa pode mudar
Basta só um empurrão.

Há que haver também no jovem
A mínima percepção
De que tem que haver amor
Na vida e na relação
E responsabilidade
Em toda a paternidade
Que brotar do coração!

de Euripedes Barbosa Ribeiro
Camaçari - BA

BELEZAS DO SERTÃO

Senhores críticos basta
Deixai-me passar sem Pejo
Que um trovador sertanejo
Vem seu pinho dedilhar

Eu sou da terra onde as almas
São todas de cantadores
Sou do Pajeú das flores
Tenho razão de cantar

Não sou um Manoel Bandeira
Drumond nem Jorge de Lima
Não espereis obra-prima
Deste matuto plebeu

Eles cantam suas praias
Palácios de porcelana
Eu canto a roça a chopana
Canto o sertão que ele é meu

Vocês que estão no palácio
Venham ouvir meu pobre pinho
Não tenho o cheiro do vinho
Das uvas frescas do lácio
Mais tem a cor de Inácio
Da serra da Catingueira
Um cantador de primeira
Que nunca foi numa escola

Pois meu verso é feito a foice
Do caçaco cortar cana
Sendo de cima pra baixo
Tanto corta como espana
Sendo de baixo pra cima
Voa do cabo e se dana

O meu verso vem da lenha
Da lasca do Marmeleiro
Que vem do centro da mata
Trazida pelo lenheiro
E quando chega na praça
É trocada por dinheiro

O meu verso tem o cheiro
Da carne assada na brasa
Quando a carne é muito gorda
Esquentando a graxa vaza
É a graxa apagando o fogo
E cheiro invadido a casa

Aqui é minha oficina
Onde concerto e remendo
Quando o ferro é grande eu corto
Quando é pequeno eu emendo
Quando falta ferro eu compro
Quando sobra ferro eu vendo

Meu verso é feito a cigarra
Num velho tronco a sonhar
Que canta uma tarde inteira
E só para quando estourar
Que eu troco tudo na vida
Pelo prazer de cantar

Quem foi que disse
Professor de que matéria
Que o sertão só tem miséria
Que só é fome e penar
Que é a paisagem
Da caveira de uma vaca
Enfiada numa estaca
Fazendo a fome chorar

Num pode nunca imaginar
O som que brota
Da cantiga de uma grota
Quando a chuva caí por lá

O cheiro verde
Da folha do Marmeleiro
E o amanhecer catingueiro
No bico do sabiá
Tem Mulungu do vermelho
Mais vivo e puro
E tem o verde mais escuro
Que tinge o pé de Juá
A barriguda mostrando o branco singelo
E a força do amarelo
Na casca do Umbú-caja

Criou-se estigma
Do matuto pé de serra
Que tudo que fala erra
Porque num pôde estudar
Só fala versos matutos obsoletos
Feitos por analfabetos
Que mal sabem se expressar

Falam do sul com deboche
Que isso é cultura
De só comer rapadura
Como se fosse manjar

Saibam que aqui
Tem abelha de capoeira
E o mel da flor catingueira
É mais doce que o mel de lá

Temos poesia que exalta
O que é sentimento
E a força do pensamento
De quem sabe improvisar

Tem verso livre
Tem verso parnasiano
E mesmo longe do oceano
Tem galope a beira mar

Zefa Tereza mim ensinou
Que pra um caboclo
Entrar na roda de cocô
Tem que saber rebolar
Soltar um verso na roda
Que se balança
E no movimento da dança
Fazer o cocô rodar.


(Autor:Antônio Marinho Neto) Naturalidade São José do Egito - PE

FILHOS AUSENTES

Nossos filhos ausente, feito abelhas
Tem nas folhas da vida um compromisso
Mas por falta de chances se despeçam
No nordeste acontece sempre isso
De voltar, todos tem muita vontade
Vez em quando a empresa da saudade
Faz um pouso forçado em seu cortiço

Noutra gente a ausência dá sumiço
No entanto, o umbigo dessa gente
Sertaneja e fiel ao seu passado
É dos outros umbigos diferente
É na terra natal que um lado fica
Quando a gente se ausenta o outro estica
E traz a gente de volta novamente

Sempre em junho e dezembro a prole ausente
Entre a gente aparece reunida
Que essa graça aconteça, eu peço sempre
Que o amor patrocine essa acolhida
E que o sorriso festivo da chegada
Não se torne uma lagrima revoltada
Pra ninguém se ferir na despedida

Essa terra, é sem dúvida, a prometida
Como aquela onde Deus fez um jardim
Deus criou Céu e terra e tudo mais
Que a origem do mundo foi assim
Em seis dias, no sétimo descansou
Eu só penso que Deus nos enganou
E descansou pra fazer itapetim.
=============================
Poema do poeta José Adalberto Ferreira,
extraído do livro “NO CAROÇO DO JUÁ”
de autoria do mesmo.
Fonte: Blog de Everaldo Artes Fotográficas

HISTÓRIA DA FOTOGRAFIA

Uma placa de estanho foi usada
De betume de origem do petróleo
Na Judéia foi feito este tal óleo
Numa máquina grande inventada
A estampa por vez modelada
Com o tempo marcava a previsão
Peça plana ficava a exposição
Oito horas ou mais de luz solar
O processo que veio apresentar
Uma imagem com pouca expressão.

Foi Nièpce o tutor da criação
Que rumou a buscar litografia
O que hoje se ver fotografia
É o plano confuso da razão
De quem sempre anelou a perfeição
Dentre um quarto com câmara escura
Orifício era aberto a meia altura
Enquadrava seu alvo com a lente
Explodia um foco reluzente
No contraste inverso da figura

Este gênio mostrou desenvoltura
Grande “ÀS” no conceito da ciência
Seu trabalho rendeu a consistência
Se igualando à arte da pintura
Defendeu , trabalhou, teve postura
Detentor de um sistema organizado
Outros mestres seguiram seu legado
William Fox, também rumou na linha
No metal introduz sal de cozinha
Seu feito foi algo esperado.

Outro teste se deu por aprovado
Celulose era a base que faltava
Sais de prata, cloreto limitava
Mas o sódio rendeu bom resultado
O avanço era bem considerado
O processo chamou revelação
Entra luz completando a reação
Do nitrato fator indispensável
A imagem tornou-se incomparável
Foi criada a primeira emulsão.

No Brasil um francês faz produção
Se destaca com métodos ousados
Foi Florence dos mais determinados
Ao usar sua urina na porção
Aumentando seu poder de fixação
Qualidade em papel apresentou
O segredo mais tarde revelou
Foi o primeiro a usar esta grafia
Modo impresso chamou fotografia
Na história o seu nome consagrou.

Umidade na chapa combinou
Um sistema com nova alternativa
A mistura que fica corrosiva
Álcool, éter com nítrico somou
O colódio, algodão aglutinou
Impressão numa chapa diferente
A Albina do ovo faz presente
O inglês Frederik descobriu
Que a mistura homogenia reduziu
Pra segundos o campo reluzente.

Chapa seca mudou drasticamente
Instantânea foi sua reação
Gelatina compôs a emulsão
Cartilagem de osso transparente
Esta prática foi diferente
O sistema ganhou novo aliado
Foi o médico Richard apaixonado
Pela arte que outrora descobria
Encantou-se com a fotografia
Teve parte do tempo dedicado.

Com a máquina obscura do passado
Deu um passo pra grande descoberta
Quarto escuro uma fenda era aberta
Seu processo bem lento e complicado,
Nitidez foi o plano alcançado
Lambe-lambe a mais vitoriosa
Uma máquina grande bem vistosa
Era Daguerre mostrando seu talento
Registrava-se mais um grande invento
Preto e branco uma era glamourosa.

George Easman descobre a briosa
Sua fama espalhou-se mundo a fora
A kodak revela numa hora
Dando cores pra foto graciosa
Desde a forma mais simples de uma rosa
A relatos de estampa no jornal
Um avanço de cunho universal
Registrava paisagem colorida
O prazer, dissabores desta vida
Imprimiu de uma forma natura.

O cinema usou material
Que os gênios fotógrafos criaram
Os irmãos Lumiere completaram
Os avanços na câmara focal
A imagem ficou profissional
Outra arte surgia em grande tela
Se abria o talento outra janela
Vários nomes por muitos são lembrados
Os seus feitos tornaram consagrados
Neste século é lembrado por novela.

Cada foto nos mostra uma aquarela
É um passo a mais na descoberta
Bombardeio de pixel deixa certa
Digital é o mundo que se anela
Downloads com flash não cancela
O talento dos mestres do passado
Mas avisa que está ultrapassado
O sistema de filme de bobina
Não mais Leica, Kodak, Niponina
Megapixel, sistema utilizado.

Multi mídia, cartão ultra-avançado
Armazenam milhões de informações
Pequenina mas dentro dos padrões
Mede em giga o híbrido ligado
Fotografam com zoom manipulado
Captura com alta resolução
Cada toque um recurso em sua mão
PDAs para arquivos digitais
E a NET ganhou os virtuais
Com imagem bem próximo a perfeição.

A história da grande invenção
Que alguns chamam de Degerreotipia
Na verdade ela é fotografia
Descoberta brilhante da ação
Mentes sábias buscaram a reação
Manipulam testando a paciência
Elementos chegaram a consistência
A beleza podemos contemplar
Aplaudir, relatar e divulgar
A grandeza abstrata da ciência.
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Poema do poeta Alan Miraestes,São José do Egito - PE
Outubro de 2007.
Fonte:Blog de Everaldo Artes Fotograficas

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

OS NONATOS - O PLANETA MOVIDO A INTERNET É ESCRAVO DA TECNOLOGIA

O visor como tela de TV,
O teclado acessível como book
Pra maiúsculo ou minúsculo é Caps "Look"
Pra mandar imprimir é Control P
Com o micro'' Sansung e LG
E os programas que a Apple financia
A indústria da datilografia
Nunca mais vai fazer máquina Olivetti
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Quem se pluga em milésimo de segundo
E se conecta ao portal e seus asseclas
Basta apenas tocar numa das teclas
Que o visor nos transporta a outros mundos
Desde a terra dos solos mais fecundos
Ao espaço onde o vácuo se inicia
Quem formata depois cola, copia
E prende o mundo na grade de um disquete
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

A indústria se auto-destruindo
Descartou o compacto e LP
Veio o surto da febre do CD
E DVD mal chegou e já está saindo
MD não há mais ninguém pedindo
Nu''a DAT gravar ninguém confia
Fita BASF tem pouca serventia
E ninguém quer mais nem ver videocassete
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Brasil SAT é mais uma criação
Que nos nossos vizinhos deu insônia
O Sivam espiona a Amazônia
Evitando que haja outro espião
É por via satélite a transmissão
Que não tem transmissão por outra via
Uma antena seqüestra a sintonia
Pra DirecTV, Sky e Net
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Transatlânticos no mar fazem cruzeiros
E pelos micros das multinacionais
Hoje tem conferências virtuais
Com os executivos estrangeiros
O email é correio sem carteiros,
Tanto guarda mensagem como envia
Os robôs usam chip e bateria
E videogame é brinquedo de pivete
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Cibernética na prática e no papel
Deixa os seres online e ganham IBOPE
Com Word tem Palm e laptop
E ainda mais PowerPoint e Excel
É possível quem mora em Israel
Pelo Messenger teclar com a Bahia
Se os autômatos ganharem rebeldia
Tenho medo que a máquina nos delete
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Pra prever terremotos e tufões
Os sismógrafos têm números numa escala
E o trem-bala é veloz como uma bala
Numa linha arrastando dez vagões
No Japão e na China as construções
Já suportam tremor e ventania
Torre, ponte, edifício, rodovia
São perfeitos do jeito da maquete
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Nosso pouso na lua foi suave,
Um robô foi a Marte e se deu bem
Estão querendo ir ao Sol, mas o Sol tem
De calor um problema muito grave
Mas a NASA não tem espaçonave
Que suporte essa carga de energia,
Se for feita de fibra, se desfia,
E de alumínio o monstrengo se derrete
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Motorola trocou técnica e conselho,
Nokia e Siemens galgaram patamares
Já estão fora de moda os celulares
Que têm câmera e visor infravermelho
Reduzindo o tamanho de aparelho,
A Pantech fez mais do que devia
Que a memória de um chip não podia
Ser mais grossa que a lâmina de um Gillete
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia

Hoje a Bombardier não fere as leis
E a Embraer mãe de Sênecas e Tucanos
Invísivel aos radares há dois anos,
Já existe avião que a Sukhoi fez
É da Nasa o XA-43
Que voando tem mais autonomia
Um piloto automático opera e guia
o Airbus e o 747
O planeta movido a internet
É escravo da tecnologia


(Autor: Raimundo Nonato e Nonato Costa)

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

DEPOIS QUE A CHUVA CAI, É QUANDO A SECA TERMINA

O CÉU MUDA DE TEXTURA
O SOL JÁ NÃO MAIS AQUECE
DEPOIS QUE ACHUAVA DESCE
TRANSBORDA A TERRA EM FARTURA
NÃO HÁ UMA SÓ CRIATURA
NA TERRA QUE NÃO SE ANIMA
SÓ A NATUREZA ENSINA
O QUE LHE ENSINOU DEUS PAI
DEPOIS QUE A CHUVA CAI
É QUANDO A SECA TERMINA

(Autor: Mario Almeida)

terça-feira, 30 de novembro de 2010

Quem quiser ter saudade do meu tanto, Sofra e ame do tanto que eu amei

(mote: Zé Ilton)
Pra falar de saudade eu me proponho
Relatar nesses versos o que eu sinto
Vivo preso num grande labirinto
A saída eu não acho nem em sonho;
E quem ver o meu rosto assim tristonho
Facilmente já sabe o que eu penei
No castelo do amor, eu fui um rei
Que não soube enganar a dor do pranto
Quem quiser ter saudade do meu tanto
Sofra e ame do tanto que eu amei.

Dos seus braços eu vivo tão distante
Encontrá-la, não tenho esperança
Mas transporto tão viva na lembrança
Não esqueço seu rosto um só instante;
Pois a cruz que carrego é cruciante
Pouca gente suporta o que eu passei
Eu não sei se a outra eu amarei
Mas arrisco amar, isso eu garanto
Quem quiser ter saudade do meu tanto
Sofra e ame do tanto que eu amei.

Glosas: Léo Medeiros
Sobral, 12 de abril de 2010.
Blog Leo Medeiros

Fiz tudo para ficar,Não deu certo, vou embora.

Lhe dei o meu sobre nome,
Eliminei empecilhos,
Lhe dei casa, amor e filhos,
Juntos não passamos fome;
Tudo que a mulher consome
Dei a você toda hora,
Nunca lhe deixei de fora
Dos meus deveres do lar.
Fiz tudo para ficar
Não deu certo, vou embora.

Eu lhe devotei amor,
Como mais ninguém devota,
Mas vi que o amor desbota
Igual a tinta na cor;
Igual perfume na flor,
Que inebria a aurora,
Mas vem a brisa da flora
E o leva a outro lugar
Fiz tudo para ficar
Não deu certo, vou embora.

Um imensurável tédio
Tomou conta de nós dois;
Posso até voltar depois,
Mas ficar, não há remédio!
Estou na porta do prédio,
Com um pé dentro outro fora!
Já vi que você não chora,
Eu também não vou chorar!
Fiz tudo para ficar
Não deu certo, vou embora.

Daudeth Bandeira, João Pessoa, janeiro de 2009
Blog de Leo Medeiros

Quando a porta do peito se fechou a saudade esqueceu a chave dela.

Mote enviado por Aluisio Lopes – São José do Egito-PE)

Fiz tudo pra tirar do pensamento
Certo alguém que outrora me deixou
Chegou de mansinho e se alojou
Nesse peito com falso juramento.
Sem demora saiu o casamento
Nós juramos amor numa capela
O padre nos benzeu, eu beijei ela
Mas a jura com pouco se quebrou
Quando a porta do peito se fechou
A saudade esqueceu a chave dela.

Todas as fotos com ela, eu rasguei
Nossa cama depressa eu dei um fim
Arranquei todas as plantas do jardim
Suas vestes bonitas eu queimei;
Feito um louco no mundo viajei
Procurando em vão essa donzela
O meu peito carrega uma seqüela
Tão profunda que o tempo não curou
Quando a porta do peito se fechou
A saudade esqueceu a chave dela.

Glosas: Léo Medeiros
Sobral, 02 de outubro de 2009.
Blog de Leo Medeiros

O crepúsculo do céu é tão bonito Que até Deus se debruça para olhar

(mote enviado por Josemar Rabelo)

Todo dia a santa natureza
Sem cobrar um centavo de couver
Mostra ao mundo que enquanto ela quiser
Dar seu show, sem ligar para despesa;
De manhã se reveste de beleza
Nasce o dia tão lindo e salutar
À tardinha, o sol pega a baixar
Se escondendo num ciclo infinito
O crepúsculo do céu é tão bonito
Que até Deus se debruça para olhar!

Uma tocha de fogo amarelada
Vai queimando as últimas labaredas
Os preás se escondem nas veredas
Nesse instante se cala a passarada;
Violeiro já canta em disparada
O cenário é propício para amar
Beija-flor se abriga no pomar
Morre o dia, a noite dar um grito
O crepúsculo do céu é tão bonito
Que até Deus se debruça para olhar!

Glosas: Léo Medeiros
Sobral, 08 de fevereiro de 2010.
Blog de Leo Medeiros

ESQUECI DE ESQUECER QUEM ME ESQUECEU - LEO MEDEIROS

Muitas vezes a gente se apaixona
Cai na onda dum falso juramento
Se encanta com pouco encantamento
Quando pensa que não, já foi à lona;
A verdade, pois quando vem a tona
Sofre mais, muito mais quem não merece
Eu já fiz a meu Deus tanta da prece
Foi em vão, pois meu rogo não valeu
Esqueci de esquecer quem me esqueceu
Porque sei que quem ama não esquece.

Sou um pobre mortal, que ainda tem
Mil razões e motivos para amar
Já chorei, já menti, já fiz chorar
Pratiquei muitos males, fiz o bem
Abriguei neste peito certo alguém
Que lembrando, o mesmo, adoece;
O suor, pinga frio, e a dor cresce
Avisando, dum caso que morreu
Esqueci de esquecer quem me esqueceu
Porque sei que quem ama não esquece.

Mote e Glosas: Léo Medeiros
Sobral, 22 de setembro de 2009.
Blog de Leo Medeiros

ESQUECI DE ESQUECER QUEM ME ESQUECEU

Você só me ensinou a te gostar
Entre dois pesos só achei uma medida
E como é que resolvo a minha vida
Se nessa conta só aprendi somar
Pois você esqueceu de me ensinar
Já é tarde não aprendo nem se quisesse
Nessa falha só meu peito é quem padece
Pois não consigo dividir você e eu
Esqueci de esquecer quem me esqueceu
Porque sei que quem ama não esquece

Nunca fui muito bom pra calcular
Pra saber o produto de tal conta
Vem você no meu peito e apronta
Sem saber o resultado que vai dar
Fiquei na divida com a conta pra pagar
E o coração no vermelho do estresse
Se wosvald de Souza bem soubesse
Não queria estar no lugar meu
Esqueci de esquecer quem me esqueceu
Porque sei que quem ama não esquece

(Autor:Mario Almeida), Serra Talhada 30 de novembro 2010

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

O FIM DO FUTEBOL

IR AO ESTÁDIO PARA VER UMA PARTIDA
ERA FESTA, DESEJO E ALEGRIA,
ERA DRIBLE, ERA ARTE E SE OUVIA
O SONORO GRITAR DE UMA TORCIDA.
HOJE VER-SE UMA MASSA EMBRAVECIDA
SEM VER JOGO, MAS VENDO JOGATINA
E SEU SONHO JOGADO NA LATRINA
DO ATAQUE OU DAS MÃOS DE UM GOLEIRO
A PELOTA É A BOLA DO DINHEIRO
DE UM MERCADO DE ALMA ASSASSINA.

A PAIXÃO NACIONAL DO FUTEBOL
ESTÁ NO PEITO E COÇA NA GARGANTA
DA TORCIDA TRATADA COMO ANTA
BEM ATENTA IGUALMENTE UM GIRA-SOL,
MAS O OURO QUE QUEIMA NO CRISOL
É MAIS FORTE, IGNORA ESTA PAIXÃO.
E QUEM JOGA NÃO TEM ESTA NOÇÃO
E A NAÇÃO PARA ELE É O DINHEIRO
E A TORCIDA ESTÁ NO PICADEIRO
O MERCADO É QUEM DITA ESTA EMOÇÃO.

EM NOVENTA MINUTOS DE PARTIDA
A METADE, NO MINIMO É PANCADA.
DAR-SE COICE, EMPURRÕES. É SÓ PORRADA.
É JOGO DA CIFRA, VIL SEM VIDA.
E A ARTE SE TORNA DILUIDA
NA GANÂNCIA DA FORÇA DO TER MAIS
E O MERCADO VIBRANTE POR DETRÁS
VENDE A ARTE E COMPRA A FORÇA BRUTA
POIS É ELE QUEM GANHA NA DISPUTA
COMO ANTES O JOGO NÃO É MAIS.

O VALOR DA EQUIPE É OFUSCADO
NO RRILHO DE ESTRELA SINTILANTE
VINTE E UM, NESTE CASO É RESTANTE.
O COLETIVO É DESCLASSIFICADO
NÃO SE VENDE A EQUIPE NO ATACADO
CADA UM É VENDIDO IGUAL CORCEL
E O FUTEBOL PEGOU O CARROCEL
DA MOEDA SEM PÁTRIA E SEM ATLETA
E QUEM AMA O ESPORTE SE ARRETA
COMO OS POVOS DO MORRO BOREL

VENDAM SONHOS, DESEJOS, EMOÇÕES
QUAL GARRINCHA VENDIA AS PLATÉIAS
DOS RICAÇOS ATÉ AS MAIS PLEBÉIAS
PARA O MUNDO EM TODAS AS NAÇÕES
RASGUEM PASSES, CONSTRUAM INVENÇÕES,
TROQUEM IRA, BRAVEZA E REBELDIA
NA ESPERANÇA DO SOL DO NOVO DIA
DA CRIANÇA, ADULTO EM CONSTRUÇÃO,
DEIXE A BOLA ROLAR POR ESTE CHÃO
E NA REDE SER GRITO DE EUFORIA.

(Autor: Dino)Natural de São José do Egito _ PE
15/09/2010

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

FURIBA E PINTO DO MONTEIRO

UMA CERTA VEZ FURIBA DISSE A PINTO:

PINTO DEIXE CANTAR
BOTE UMA MERCEARIA
DEPOIS COLOQUE O MEU NOME
EM TODA MERCADORIA
QUE AI O SENHOR VAI VER
COMO AUMENTA A FREGUESIA

AI PINTO RETRUCOU:

EM QUALQUER MERCADORIA
SE UM RATO VER TEU NOME
MESMO ELE VINDO
COM QUINZE DIAS DE FOME
VER O PÃO MIJA NO QUEIJO
PASSA POR CIMA E NÃO COME

DESPEDIDA DE SUZANE

ELA VEIO DA FRANÇA PARAR NESSE PAÍS
COM DESTINO PERNAMBUCO NOSSO ESTADO
NO CECOR VEIO DEIXAR O SEU LEGADO
NOSSA EQUIPE COM TUDO ESTÁ FELIZ
SEI QUE AGORA TALVEZ VOLTE A PARÍS
MAS FICA AQUI NOSSO RECONHECIMENTO
QUE MOSTROU ATRAVÉZ DO SEU TALENTO
ENRIQUECENDO A NOSSA INSTITUIÇÃO
CONSTRUIMOS JUNTOS NOSSA ORGANIZAÇÃO
FOI VOCÊ UM IMPORTANTE INSTRUMENTO

SEI QUE LOGO ESTARÁS DE PARTIDA
LHE DESEJAMOS TOTAL FELICIDADE
IRÁS DEIXAR ENTRE NÓS MUITA SAUDADE
E SAUDADE É COISA QUE NÃO FINDA
MUITAS CONQUISTAS E SUCESSOS NA VIDA
ESSAS SÃO AS NOSSAS FELICITAÇÕES
OBRIGADO PELAS SUAS CONTRIBUIÇÕES
MESMO PARTINDO SUA OBRA VAI FICAR
PRA ONDE FOR SEJA QUAL FOR O LUGAR
VAI SER GUARDADA EM NOSSOS CORAÇÕES

MUITO OBRIGADO PELA SUA AMIZADE
PELO RESPEITO E TOTAL CONSIDERAÇÃO
IRÁS DEIXAR ENTRE NÓS UMA LIÇÃO
DE UMA GRANDE PROFISSIONAL DE VERDADE
VOCÊ TEM UMA GRANDE IMPARCIALIDADE
QUE NEM TODO PROFISSIONAL CONSEGUE TER
POIS SUZANE UMA PESSOA COMO VOCÊ
NÃO SE ENCONTRA EM QUALQUER LUGAR AI
FAÇA TUDO VÁ A LUTA SEM DESISTIR
QUE A VOCÊ SE FAZ POR MERECER

QUERO AQUI LHE PEDIR O MEU PERDÃO
SE A RIMA NÃO FICOU BEM ELABORADA
POIS EU SOU SÓ UM POETA DE CALÇADA
MAS O VERSO FOI FEITO DE CORAÇÃO
QUERO AQUI DEIXAR MINHA ESTIMAÇÃO
E A AMIZADE QUE EU TENHO A VOCÊ
SE POR ACASO UM DIA QUIZER REVER
TODA ESSA GALERA ANIMADA
DÊ UM PULO AQUI EM SERRA TALHADA
QUE A GENTE VAI ABRAÇAR VOCÊ

(Autor:Mario Almeida)Naturalidade Sitio Papagaio - São José do Egito-PE
Serra Talhada 24 de Setembro de 2010.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Consumo de produtos orgânicos

Preste atenção meu povo
Que agora eu vou falar
Numa mudança que houve
No Habito Alimentar
É o consumo de orgânico
Esse sim é um avanço
Pra saúde melhorar

É sabido por todos nós
Do doenceiro tremendo
Que por esse mundo a fora
Vem sempre acontecendo
Pois pode acreditar
Eu até posso apostar.
Que tem a ver com veneno

O veneno colocado
Nas frutas e hortaliças
Para elas crescerem muito
E também ficar bonitas
Mas sem a preocupação
E nem vendo a dimensão
Do risco pra nossas vidas

Daí surgiu uma idéia
De um produto diferente
Sem uso de agrotóxico
Pra ninguém ficar doente
Pois eu digo nessa hora
Só deve ter sido obra
De alguém inteligente

Por isso a população
Sentiu a grande mudança
E começou pra valer
Dar toda a confiança
A um produto saudoso
E também muito gostoso
Pra Jovem adulto e criança

Todo produto orgânico
É bem diferenciado
Tem qualidade nutricional
E um sabor refinado
Por isso eu recomendo
Mesmo que fique devendo
Não compre produto errado

A procura por orgânicos
No mundo esta aumentando
Essa uma grade prova
Que essa história ta mudando
Graças a nosso senhor
E a todo difusor
Tem alguém se preocupando

Se preocupando com a saúde
Que é o nosso maior bem
E se não for bem cuidada
Podemos ir pra o alem
Antes de chegar o tempo
Que Deus deu consentimento
A eu e a você também

Se você ta preocupado
E quer seguir essa lógica
Procure se informar
Nas feiras agroecológicas
E junto aos agricultores
Que eles são promotores
Dessa obra ecológica

Pode procurar também
As ONGs que estão presente
Junto com os agricultores
Num trabalho competente
Histórias que mudam vidas
E vidas desinibidas
Mudando a história da gente

Alface, coentro, quiabo,
Pimentão e tomate cereja
São produtos agroecologicos
Bem posto em sua mesa
Parece uma ilusão
Mais saiba que eles são
Orgânicos com certeza

Os índios já consumiam
A muitos anos atrais
Os produtos da floresta
Que eram todos naturais
Esse é um grande exemplo
Que nós fomos esquecendo
Com progresso que se faz

Meu compadre e comadre
Vamos junto acreditar
E consumir os orgânicos
Para vida melhorar
Sem ter medo da demanda
E da grande propaganda
De quem quer nos enganar

Consumindo os orgânicos
Estamos sendo inteligente
E assumido compromisso
Com nós e o meio ambiente
Que de jeito agradável
E de forma sustentável
Produzimos consciente

Consciente porque sabe
Do que pode acontecer
Com esse nosso planeta
Se continuar a crescer
O uso de agrotóxicos
Do centro até os trópicos
O planeta vai morrer

O veneno se acumula
Lá no nosso organismo
Por um período de tempo
Ali ficando escondido
E só vem se apresentar
Quando se dá para notar
Que tudo está perdido

Já o produto orgânico
Tem sido reconhecido
Nos quatro cantos do mundo
Começa a ser difundido
Pelo povo que acredita
E por nada se intimida
Pois veneno é prejuízo

Na hora de ir pra mesa
Pense antes de comer
E escolha os orgânicos
Que é saúde pra valer
E em coisa bonita de mais
Bote sempre um pé atrais
Pra não se arrepender

Não gasta muito dinheiro
Isso eu digo consciente
Pois para sua a saúde
Todo gasto é pertinente
Do que vale economizar
Se isso pode custar
A vida de muita gente

De um jeito especial
Vamos levar esta prosa
Para todas as pessoas
Que vivem em nossa volta
Que pra todos se unir
E juntos poder construir
Um pedaço dessa história

História de um costume
Que começou a mudar
Com pessoas preocupadas
Em sua saúde melhorar
Melhorando o sistema
E apostando no tema
Segurança alimentar

A segurança que vem
Ao orgânico consumir
Pensando em sua saúde
Que vai lhe retribuir
Com mais uns anos de vida
Que a vida é bem vivida
Se assim soubermos agir

E ai fica a mensagem
Pra toda essa gente boa
Que seja do semi-árido
Ou da terra da garoa
Porque em qualquer lugar
Precisamos se cuidar
Pois saúde é coisa boa

E eu aqui me disperso
Fazendo uma saudação
Dizendo que fazer verso
Não é minha profissão
Mais pra levar a idéia
A essa grande platéia
Aceitei essa missão

(autor: Manoel Barbosa)Naturalidade Flores-PE

Pernambuco: Terra das abelhas indígenas

Existe um lugar com diversas abelhas
E esse lugar é Pernambuco
Você pode até me questionar
Ou dizer que sou maluco
Não sou lelé da cuca
Nem tão pouco sou caduco

Então vou lhe provar agora
Que do litoral ao sertão
Existe uma grande variedade de abelhas
Coloridas ou pretas, sociais ou não
Da zona da mata ao agreste
Pernambuco em toda sua extensão

Conhecidas dos índios
Amigas dos caboclos do mato
O seu mel é bom
E isso é um fato
Voam em toda flor
Da aroeira à unha de gato

Vou só te dar uma idéia
De tanta abelha que tem
São muitas mesmo
Se duvidar é mais de cem
Muitas espécies de abelhas
Pense numa história do trem!

Abelhas bem miúdas
Escondidas por aí
São bastante sociais
São o breu, a abelha branca e o jatí
Com mel medicinal
Pra muitas doenças vai servir

Sendo preto, grande ou pequeno
Existe também alaranjado mangangá
Vai na flor da canafístula
Mas adora a flor do maracujá
E das flores amarelas
Leva muito é saburá

Eu posso falar de mais algumas
Brabo, canudo ou manso e mundurí
Mandaçaia, cupira e irapuá
Não vou mais repetir
Essas abelhas estão dando o que falar
Se não vamos ter que discutir

Mas essas que vou lhe apresentar
São o mirim e abelha-limão
Essa ultima ataca outras abelhas
Assim num dá não!
Ela pode servir pra alguma coisa
Mas pode fazer confusão

Pregando no olho de animais
Aparece a abelha remela
Remela de cachorro nome feio
Algum sujeito deu pra ela
Mas é verdade meu amigo
Dessa abelha preta e amarela

Nome mais feio ainda
Tenho até vergonha de falar
Mas é o que eu vou dizer
Eita nome de lascar
É a chamada cú-de-vaca
Faz a sua colméia no gravatá

Se for mexer com a próxima abelha
A pressa é a inimiga da perfeição
E se for tirar seu mel no mato
Não fale o nome dessa abelha não
E a abelha “vamos-embora”
Quem bebe seu mel vira cagão

Ser ferroado é ruim
Mas ser queimado é pior
Existem abelhas com arsenal químico
Queimando que nem potó
Agora o trio parada é dura
Tataíra, caga-fogo e sanharó

Abelhas do mundo subterrâneo
Vivendo como formigas
Em colméias de baixo da terra
Sempre evitando brigas
Produzindo o doce mel
Podendo ser nossas amigas

Vivendo no chão e de nome engraçado
Que lembra o nome cumbuca
Fazem um canudinho na terra
É a raríssima abelha mumbuca
Onde dentro de sua colméia
A vida é uma verdadeira muvuca

Rara como a mumbuca
Só a uruçu-da-terra ou do chão
Existente só na Chapada do Araripe
Nas quebradas do alto sertão
Nas fronteiras com Ceará
Por aquela região

Uma vez falei do mangangá
E agora falo de novo
Ela faz seu ninho num tronco
E lá põe um ovo
E um mangangá novo vai nascendo
E quando cresce faz medo ao povo

Das abelhas brasileiras
A mais conhecida é a uruçu
Boa produtora de mel
Há grandes criatórios em Igarassu
Seu mel bastante valorizado
É bem vendido na região sul

Pra não sair esquecendo delas
Temos as moças branca e as jandaíras
Junto com a mosquito e a jataí
São abelhas bastante conhecidas
Criadas há muito tempo
Com reputações merecidas

É pólen, é mel, é própolis,
Geléia real e polinização
Tudo isso em pró da colméia
A pequena e vasta nação
De insetos voadores pequeninos
Pernambucanas de coração

(Autor:Iran Jr)Naturalidade Recife-PE
(20/05/2009)

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

QUEM SOU

sou o que todos quer ser
sou um poquinho de tudo
sou o mestre do estudo
sou o genio do saber
sou a razao de viver
sou a maior alegria
sou a melhor melodia
sou razao da existencia
sou eu a melhor ecencia
sou verso que contagia.

(Autor: JOSÉ NILTON)Naturalidade Sitio Encanto São José do Egito-PE

HUMILDADE

Se estiver precisando de um amigo
eu sou um já estou mim anunciando
se quiser um abraço va falando
se o motivo for outro eu ja le digo
farei de tudo pra ver se eu consigo
resouvido o problema então sucego
precisando de mim eu nunca nego
pois tentando ajudar eu senpre venho
humildade é a arma que eu tenho
egoismo é um virus que não pego".

(Autor: JOSÉ NILTON)Naturalidade Sitio Encanto São José do Egito-PE

ROMANTISMO

Não vou ficar abalado
Porque mim abandonaste
Mesmo que eu tenha desgaste
Não ficarei magoado
Pois eu possuo ao meu lado
Um universo de amor
Eu que sou um beija-flor
Tenho um pomar no terreiro
Quem tem um jardim inteiro
não chora por uma flor

(Autor: NILDO SOARES)Naturalidade Sitio Encanto São José do Egito-PE

FEITIÇO

O tempo não volta mais
Porque ele já passou
Mas tudo que já passou-se
O tempo modificou
Mas foi na sombra do tempo
Que ela me enfeitiçou...
(nildo soares)

( Autor: Nildo Soares)Naturalidade Sitio Encanto São José do Egito-PE

AMOR

UMA PALAVRA PEQUENA
COM QUATRO LETRAS SOMENTE
PEQUENA SOMENTE O NOME
ENORME PRA QUEM A SENTE
ESTA PALAVRA É AMOR
QUEM JÁ SENTIL O SABOR
SENTIRAR ETERNAMENTE...

(Autor:JOSÉ NILTON)Naturalidade Sitio Encanto São José do Egito-PE

BELEZA

Entre milhares de rosas
Você é a que mais brilha
Minha oitava maravilha
A formosa das formosas
A cheirosa das cheirosas
A mais linda poesia
A mais sublime harmonia
A inocência mais pura
A mais bela formosura
princesa da alegria

( Autor: Nildo Soares)Naturalidade Sitio Encanto São José do Egito-PE

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

FALANDO DO MEU NORDESTE

Eu adoro meu nordeste
Terra de imensa beleza
Terra de cabra da peste
Nossa cultura é uma grandeza
É quem produz o alimento
Que sustenta a classe burguesa.

No meu sertão tem quadrilha
Tem novena e forró
Quando é noite o céu brilha
Aqui nunca fico só
Mesmo a chuva sendo pouca
Não quero lugar melhor.

Tem pamonha e canjica
Milho assado e feijão
Nossa terra é muita rica
Tem fogueiras de São João
Podem me chamar de doido
Mas eu amo meu sertão.

Nossa gente é feliz
Esse lugar ninguém xinga
O nordeste é meu pais
Tudo que se planta vinga
Tem muita terra sem mata
Porém tem muita caatinga

O sertanejo quer a roça
De lá ele não se muda
A pela queimada,a mão grossa
Se tiver alguma ajuda
E Deus lhe dando saúde
Do resto ele mesmo cuida

Mulher e homem roceiros
Continuem sempre assim
Mostrando aos brasileiros
Sua bravura sem fim
Produzindo sem veneno
Porque não somos ruim.

10 de agosto de 2010.
(Autor:JOSUÉ MORENO) Naturalidade São José do Belmonte-PE

segunda-feira, 31 de maio de 2010

HOMEM NÃO TEM JUIZO, MULHER NÃO TEM CORAÇÃO

VOU CONTAR UMA PARADA
QUE ACONTECEU CERTA VEZ
MULHERES EU TIVE TRÊS
QUE ERAM NAMORADAS
EM UMA CERTA NOITADA
EU TAVA NUMA PEGAÇÃO
FUI PEGO NA TRAIÇÃO
E FIQUEI NO PREJUIZO
HOME NÃO TEM JUIZO
MULHER NÃO TEM CORAÇÃO


MULHER QUANDO A GENTE QUER
E ELA NÃO QUER NÃO TEM JEITO
PODE SER UM PRINCIPE PERFEITO
MAS ELA NÃO BOTA FÉ
VEJA SÓ COMO É QUE É
TODA ESSA CONFUSÃO
NÃO TEM NEM EXPLICAÇÃO
PARA ESTE FATO CONCISO
HOMEM NÃO TEM JUIZO
MULHER NÃO TEM CORAÇÃO

(Autor: Mario Almeida)Naturalidade Sitio Papagaio São José do Egito-PE

MORRO MAS É DE SAUDADE, DE VOCE MINHA PAIXÃO

MEU MUNDO ESTAVA PERDIDO
VOCÊ ME FEZ ENCONTRAR
ME TROXE UM NOVO OLHAR
DE UM AMOR ADORMECIDO
E ASSIM SE FEZ RESSURGIDO
DAS CINZAS DO CORAÇÃO
COMO UMA NOVA BROTAÇÃO
DEPOIS DA TEMPESTADE
MORRO MAS É DE SAUDADE
DE VOCÊ MINHA PAIXÃO


EU MUITO ESTAVA SOFRENDO
POR ALGUÉM QUE NÃO ME AMAVA
POR QUE ELA ME DESPRESAVA
ATÉ HOJE EU NÃO ENTENDO
MAS AGORA EU ESTOU VIVENDO
BEM LONGE DESSA INLUSÃO
VOCÊ JUNTOU MEU CORAÇÃO
QUE ANTES ERA SÓ METADE
MORRO MAS É DE SAUDADE
DE VOCÊ MINHA PAIXÃO


VOCÊ ME LEMBROU DA VIDA
QUE EU ESQUECI DE VIVER
NÃO QUERIA MAS SABER
DE ACHAR NELA A SAIDA
POIS ELA ESTAVA INVESTIDA
DE DOR E DECEPÇÃO
MAS DEPOIS DO PAREDÃO
ESTAVA LÁ A FELICIDADE
MORRO MAS É DE SAUDADE
DE VOCÊ MINHA PAIXÃO


O QUE EU NÃO IMAGINAVA
GOSTAR DE NOVO DE ALGUÉM
E QUANTO MAIS TAMBÉM
QUE O CORAÇÃO DISPARAVA
ELE NO PEITO ESTAVA
BATENDO SEM RAZÃO
MAS GANHOU UMA POSIÇÃO
AGORA BATE DE VERDADE
MORRO MAS É DE SAUDADE
DE VOCÊ MINHA PAIXÃO


Maio de 2010
(Autor: Mario Almeida)Naturaliadade Sitio Papagaio São José do Egito-PE

quinta-feira, 27 de maio de 2010

LOURIVAL BATISTA

DERAM LHE UM MOTE PARA LOURIVAL BATISTA CERTA VEZ "MULHER NÃO TEM CORAÇÃO"

ELE DISSE:

UM CERTO SÁBIO PROFUNDO
JÁ PERGUNTOU-ME UMA VEZ
SE EU AINDA ZELAVA TRÊS
DESMANTELOS DESSE MUNDO
EU RESPONDI NUM SEGUNDO
É MULHER, DOIDO E LADRÃO
REFRESQUEI MAIS A RAZÃO
LADRÃO NÃO TEM CONCIÊNCIA
DOIDO NÃO TEM PACIÊNCIA
MULHER NÃO TEM CORAÇÃO

sexta-feira, 21 de maio de 2010

4º SEMANA SOCIAL BRASILEIRA MUTIRÃO POR UM NOVO BRASIL

COM ESPERANÇA NA VIDA
NA FÉ E NA CAMINHADA
PRA TER O BRASIL QUE QUEREMOS
É PRECISO UMA FORÇA ARTICULADA
TODOS DA CONSTRUÇÃO PARTICIPANDO
E ASSIM O BRASIL VAI MUDANDO
DE FORMA MAIS ORGANIZADA

TODOS PODEM CONTRIBUIR
PARA FORTALECER A ARTICULAÇÃO
E CONSTRUIR O PROJETO POPULAR
ESSA É A NOSSA MELHOR AÇÃO
EM DEFESA DO NOSSO PAÍS
ONDE O LEMA É SER FELIZ
COM JUSTIÇA SEM EXCLUSÃO

COM A SOCIEDADE ORGANIZADA
TRABALHANDO EM MUTIRÃO
CONTRA TUDO O QUE OPRIME
E ESCRAVISA A NAÇÃO
REVERTENDO A REALIDADE
COM UM PROJETO DE VERDADE
MUDANDO ESTA SITUAÇÃO

A *SSB É UM INSTRUMENTO
DE FORTALECIMENTO SOCIAL
DE UMA NAÇÃO SOBERANA
DA RIQUESA CULTURAL
DE UM POVO CONCIENTE
DE UM BRASIL DIFERENTE
MAIS HUMANO E IGUAL

O OBJETIVO DA SEMANA SOCIAL
É FORTALECER OS SUJEITOS SOCIAIS
O USO DA COCIÊNCIA CRITICA
SOBRE OS PROBEMAS ATUAIS
RESPEITANDO AS DIFERENÇAS
E AS MAIS DIVERSAS CRENÇAS
DOS VALORES CULTURAIS

PARA ALCANÇAR OS OBJETIVOS
E OS AVANÇOS DE VERDADE
É PRECISO QUE SE CONHEÇA
MUITO BEM A REALIDADE
ASSIM DIRECIONANDO UMA AÇÃO
COM UMA MELHOR ATUAÇÃO
E MAIOR SUSTENTABILIDADE

*SEMANA SOCIAL BRASILEIRA

(Mario Almeida)Naturalidade Sitio Papagaio São José do Egito-PE

ESCOLA AGRICOLA E O ÚLTIMO ADEUS DE T.A.

O ANO ESTÁ TERMINANDO
E O CURSO CHEGANDO AO FIM
E PRA DAR O ULTIMO ADEUS
NÃO VAI SER TÃO FÁCIL ASSIM

TRÊS ANOS DE CONVIVÊNCIA
NINGUÉM JAMAIS ESQUECERAR
NEM A AUSÊNCIA PODE DESTRUIR
NEN O TEMPO PODE ACABAR

DEIXAR OS COLEGAS E AMIGOS
PRA BUSCAR UM NOVO DESAFIO
ÉCOMO DESOCUPAR UM ESPAÇO
PRA OCUPAR OUTRO VAZIO

É COMO UM FILHO QUE PARTE
DEIXANDO A MÃE A CHORAR
SABE QUE ESTÁ INDO EMBORA
MAS NÃO SABE SE VAI VOLTAR

ASSIM É NOSSA PARTIDA
CADA UM SEGUE UM ATALHO
BUSCANDO COM DIGNIDADE
VIVER DO PRÓPRIO TRABALHO

AQUI VOU FINALIZANDO
DESCULPA QUER PEDIR
SE POR ACASO EU ERREI
HÁ TEMPO PRÁ CORRIGIR

(Mario Almeida)

ESCOLA AGRICOLA E FÉRIAS DE JUNHO

EU AGORA VOU PRA CASA
DESCANSAR A MINHA MENTE
APÓS SEIS MESES DE ESTUDO
PRA RECOMEÇAR NOVAMENTE

VOU ABRAÇAR MINHA FAMILIA
REVER MINHA QUERIDA CIDADE
QUE NÃO HÁ VEJO A UM MÊS
POIS SINTO MUITA SAUDADE

FAÇO MINHA DESPEDIDA
DOS COLEGAS DE QUARTO
PEGO A MINHA BAGAGEM
E PRA RODOVIA PARTO

ENFRENTANDO A DISTÂNCIA
E OS RAIOS DO SOL INCLEMENTE
ESPERANDO A BOA VONTADE
DE UM MOTORISTA CONCIENTE

A JORNADA É MUITO DIFÍCIO
MAS VALE SE SACRIFICAR
PRA BUSCAR UMA PROFISSÃO
COM O DIPLOMA DE *T.A.

*TECNICO AGRICOLA

(Mario Almeida)

MULHER INGRATA

HOJE EU VIVO EMBRIAGADO
EM UMA MESA DE BAR
SOFRENDO POR UMA INGRATA
QUE TEM SANGUE DE BARATA
E ME DEIXOU A DEFINHAR
PARTIU SEM DESPEDIDA
ACABOU COM MINHA VIDA
DEIXANDO-ME A CHORAR

QUE PENSAMENTO VOCÊ TEM
PRA IR EMBORA ASSIM
FAZENDO ISSO COMIGO
DEIXANDO-ME NUM CASTIGO
QUE NÃO SEI QUANDO TEM FIM
MULHER SEM PIEDADE
DEIXASTE-ME NA SAUDADE
LEVANDO A VIDA DE MIM

(Mario Almeida)

PAIXÃO LIGEIRA

NUNCA VI PAIXÃO LIGEIRA
COMO ESSA QUE SENTI
NUM MILÉSSIMO DE SEGUNDO
ELA CHEGOU E EU NÃO VI
SE BATEU NA PORTA DO PEITO
FOI BAIXINHO EU NÃO OUVI

A PAIXÃO QUANDO VEM
NEM SE QUER MANDA AVISAR
PEGA A GENTE DE SURPRESA
SEM AO MENOS DESCONFIAR
PENETRA DE PEITO A DENTRO
COMO A FLECHA A TRANSPASSAR

(Mario Almaida)

quarta-feira, 10 de março de 2010

VAMOS SALVAR O RIO PAJEÚ

Ó MEU DEUS POR QUE TANTA IGNORÂNCIA
DE TEUS FILHOS QUE VIVEM AQUI NA TERRA
MUITA GENTE VIVE FAZENDO GUERRA
NÃO VALORIZAM COISAS DE IMPORTÂNCIA
É PRECONCEITO, INJUSTIÇA E GANÂNCIA
TODO DIA NO PAÍS DE NORTE A SUL
ISSO É RUIM PARA EU E PARA TÚ
EU CONVIDO VOCÊ PARA LUTAR
MINHA IRMÃ, MEU IRMÃO VAMOS SALVAR
ESSE BEM QUE É O RIO PAJEÚ.

ESSE RIO ERA UMA MARAVILHA
SEMPRE CHEIO HÁ 30 ANOS ATRÁS
QUEM LHE VER HOJE NÃO CONHECE MAIS
TEM DESPREZO POR ONDE ELE TRILHA
ESSE RIO JÁ SUSTENTOU FAMÍLIAS
TINHA PEIXES, HOJE SÓ TEM CURURU
QUANDO VEJO QUE O RIO ESTÁ NU
ME DAR UMA VONTADE DE CHORAR
MINHA IRMÃ, MEU IRMÃO VAMOS SALVAR
ESSE BEM QUE É O RIO PAJEÚ.

MUITA GENTE SÓ VIVE PRA MATAR
NÃO SE IMPORTA COM O MEIO AMBIENTE
QUEM DESTRÓI ESTÁ MUITO INCONSCIENTE
E COM CERTEZA UM DIA VAI PAGAR
A NATUREZA LOGO VAI SE REVOLTAR
E REAGIR COM BRAVEZA, COM LUNDU
ACABOU-SE O BOM TEMPO DE JAÚ
SERÁ TARDE ENTÃO PRA RECLAMAR
MINHA IRMÃ, MEU IRMÃO VAMOS SALVAR
ESSE BEM QUE É O RIO PAJEÚ.

QUEM NÃO VIU A TRAGÉDIA DO HAITI
E NO CHILE TAMBÉM RECENTEMENTE
NÃO ESTOU AGOURANDO MINHA GENTE
MAIS NÓS PODEMOS SOFRER TAMBÉM AQUI
A NATUREZA QUIS SÓ ADVERTIR
LÁ NO JAPÃO,CALIFÓRNIA E PERU
MORRERAM MUITOS NA ÁFRICA DO SUL
MUITOS PAÍSES TÊM SEUS MORTOS PRA CONTAR
MINHA IRMÃ,MEU IRMÃO VAMOS SALVAR
ESSE BEM QUE É O RIO PAJEÚ.

Autor: Josué Moreno
São José do Belmonte, 09 de março de 2010.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

SUA IMAGEM E A ROSA

JUNTEI UMA IMAGEM DA ROSA
COM A SUA FOTOGRAFIA
E NUM VERSO DE UMA PROSA
MINHA MENTE DESAFIA
E AOS OLHOS PERTUBAVA
QUAL ERA VOCE? ME PERGUNTAVA
AS DUAS IGUAIS ME CONFUNDIA

A ROSA QUE É TÃO BELA
TAL QUAL SUA BELEZA INFINITA
QUE COMO UMA SINDERELA
PACEIAS LEVE E BEM DITA
TÃO CHEIA DE ENERGIA
QUE TALVEZ A LUZ DO DIA
TEM INVEJA E SE IRRITA

(Autor: Mario Almeida)