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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Até quando meu Deus será que dura, Esta seca no meu belo Sertão




Meu sertão nesta seca prolongada
O matuto nosso fiél heroi
Alta noite sua cabeça dói
De pensar no clamor da filharada
De manhã sem ter leite nem coalhada
Sem arroz, sem farinha e sem um pão
Um pouquinho de agua no cacimbão
Vai buscar só encontra lama pura
Até quando meu Deus será que dura
Esta seca no meu belo Sertão

Meu sertão da famosa vaqueijada
Dos vaqueiros que cantam de manhã
Cada aboio que ecoa lá na chã
Despertando a alegre passarada
Hoje em dia o sertão não tem mais nada
O sol quente torrou a plantação
Não deu fava, nem milho, nem feijão
E nem cana pra fazer a rapadura
 Até quando  meu Deus será que dura
Esta seca no meu belo Sertão

Cai a folha cinzenta do pereiro
Seca o pé de cajueiro no baxio
A coruja tristonha solta um pio
Por não ver uma fruta no cardeiro
Seca a água que tinha no barreiro
Não vem gia em redor do cacimbão
O xexéu desafina o violão
Nunc a mais toca um hino de ternura
Até quando  meu Deus será que dura
Esta seca no meu belo Sertão

Autora: Roseane Lopes (Subrinha do Poeta Zé Catota)

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