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segunda-feira, 6 de julho de 2015

Orlando Iolanda


Vejo o sol esquentando
O corpo da verde mata.
Ouço a pisada da pata
De uma vaca ruminando.
Uma nuvem derramando
Seu Pranto na plantação.
O peba escavando chão
Uma tanajura voando.
Só Deus mesmo contemplando
Mudar a cor do meu sertão.

Orlando Santana.

Trago nesse olhar frustante 
A dor que meu peito amargar
É a distancia se equiparar
A esse amor tão distante. 
Se essa dor e ofegante 
Ofegar meu coração.
Esses quilômetros estão
Aumentando essa ferida
Saudade é folha caída
No jardim da solidão.

Glosa :Orlando Santana.
Mote : Os Nonatos.


Uma dose dessa bebida.
Nesse corpo transparente
Com a mão eu passo o pente
Na cabeleira esquecida.
Já não deito na dormida
Meus olhos não tem conforto.
Meu peito se sente morto 
Sem os seus abraços querida.
No mar de lagrima vertida
Me ancoro sem ter um porto.

Orlando Santana.

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