quarta-feira, 13 de maio de 2015

Poetisa Mariana Teles

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ha minha mãe, se eu pudesse
Voltar o tempo com as mãos 
Pra devolver cada prece,
E entender os seus nãos. 
- Minha mãe de flor e ferro
Me perdoa quando eu erro,
Me aplaude quando eu ganho,
Inspiração de mil glórias,
Razão das minhas vitórias
Amor sem prazo e tamanho...
Como eu me lembro das vezes,
Que você guiou meus passos,
Me esperou por tantos meses
Sem reclamar dos cansaços,
Eu, que não sou mãe ainda,
Reconheço a força infinda
Do amor que sempre foi meu.
- Seu ventre foi teto e solo,
- O endereço do colo
Que Deus abriu e meu deu.
Ah minha mãe, como eu quero
Voltar uns anos pra ver,
Você dizendo : "Eu espero."
Você chegar pra comer ...
Tantas vezes você ia,
Me olhar dormindo e fazia,
Silêncio pra eu não sentir,
Depois sentava ao meu lado,
Velando um sonho acordado,
Só pra me olhar dormir ...
É mesmo que eu ver a cena!
Você dizendo: "Se deite"
- E eu ainda pequena,
Pedindo um copo de leite,
Você cuidava com calma
E a paciência na alma
Você buscar sempre ia,
E aquele meu leite quente,
Parece que a boca sente,
Você fazer todo dia...
Pra ver meu sonho mais forte
Você lutou mais que eu!
E ainda beijou o corte
Que a vida injusta me deu,
Suportou meus atropelos,
Cuidou dos meus pesadelos
Sem reclamar dos fracassos,
Me viu voar muito cedo,
Guardou meu choro em segredo
Aliviou meus cansaços.
Você que tanto me quis
Nem sabe o quanto eu a quero,
Seu ventre foi a matriz,
Do amor que ainda venero,
Amor sem mácula nenhuma,
Deus juntou tantas em uma,
Que às vezes, eu me confundo...
Lhe fez além da medida
E acho até que a sua vida,
Vale por todas do mundo
Você que suporta as dores
Que a vida às vezes nos causa,
Imita a força das flores
Onde o perfume é sem pausa.
Santa de altar incerto
Oásis do meu deserto
Sem talvez, porém, por quê...
Ah se Deus me desse a sorte,
De até nas guerras ser forte
E firme como é você...
Às vezes, quando eu queria
Chorar baixinho escondido,
Parece até que Deus dizia
Meu choro no seu ouvido,
Você com calma chegava,
E às vezes nem perguntava
Qual a razão do meu pranto,
Ouvia o meu choro mudo,
Achou pouco ser só tudo
É tudo e mais outro tanto.


Mariana teles

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