Você pode encontrar milhões de amores
cada qual que te oferte mais carinho
que te dê casa boa,carro,linho
e que partilhe contigo as mesmas dores
pode até encontrar quem mande flores
da maneira que um dia eu já mandei
mas nem um vai lutar como eu lutei
contra força infernal dos teus parentes
você pode encontrar mil pretendentes
mas nem um vai te amar como eu te amei.
Você pode encontrar uma criatura
mas madura que eu e de alto porte
que te jure um amor até a morte
mas nem sempre quem fala cumpre a jura
já eu sim levarei pra sepultura
esse amor imortal que eu te jurei
esquecer-te de fato eu já tentei
mas a ti estou preso por correntes
você pode encontrar mil pretendentes
mas nem um vai te amar como eu te amei.
Você pode encontrar um cavalheiro
com os mais altos requintes de nobreza
que ostente o que é pela riqueza
mas amor não se compra com dinheiro
pode até desprezar este vaqueiro
esquecendo de tudo que eu falei
tocar fogo nas cartas que eu mandei
nos bilhetes,retratos e presentes
você pode encontrar mil pretendentes
mas nem um vai te amar como eu te amei.
Glosas: Welton Melo
Mote: Bio Salvino
Fonte:Blog Leo Meeiros O Poeta popular
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Sou
Sou a parte que não sei
Sou o surreal da arte
Sou a parte a qual faltei
Sou a parte em toda parte
Que se parte em pedacinhos
Sou vários pequenininhos
Sou até o que sobrou
E o que digo andando a esmo?
Se o que vejo de mim mesmo
É tal parte que não sou.
Kerlle de Magalhães
Fonte:Blog (Ser) Tão Poetas
Sou o surreal da arte
Sou a parte a qual faltei
Sou a parte em toda parte
Que se parte em pedacinhos
Sou vários pequenininhos
Sou até o que sobrou
E o que digo andando a esmo?
Se o que vejo de mim mesmo
É tal parte que não sou.
Kerlle de Magalhães
Fonte:Blog (Ser) Tão Poetas
Os Quatros Bebados
OS QUATRO BÊBADOS
Quatro bêbados bebiam numa mesa,
E falavam da vida e tudo em fim.
O primeiro dizia: “Eu bebo assim,
Pra poder afogar minha tristeza”…
O segundo, engolindo uma de gim,
Diz: “a cana é quem faz minha defesa…
Se não fosse a bebida, essa beleza,
Minha vida seria muito ruim!
O terceiro, morrendo de ressaca,
Diz: eu sinto a matéria muito fraca,
Vou parar de beber essa semana!
Grita o outro: “não faça essa desgraça,
Mande abrir mais um litro de cachaça
Que é pra gente morrer bebendo cana!
Gonga Monteiro
Tabira, 18/02/2011
Fonte: blog (Ser) Tão Poetas
Quatro bêbados bebiam numa mesa,
E falavam da vida e tudo em fim.
O primeiro dizia: “Eu bebo assim,
Pra poder afogar minha tristeza”…
O segundo, engolindo uma de gim,
Diz: “a cana é quem faz minha defesa…
Se não fosse a bebida, essa beleza,
Minha vida seria muito ruim!
O terceiro, morrendo de ressaca,
Diz: eu sinto a matéria muito fraca,
Vou parar de beber essa semana!
Grita o outro: “não faça essa desgraça,
Mande abrir mais um litro de cachaça
Que é pra gente morrer bebendo cana!
Gonga Monteiro
Tabira, 18/02/2011
Fonte: blog (Ser) Tão Poetas
Senti-los
É preciso extrair a pura essência
Existente em nós e em nossas vidas,
Pois assim sentiremos resistência
Ao encontrarmos sensações perdidas.
Enxergar o escuro em transparência,
Ouvir o som nas notas produzidas.
Saciar o sabor da existência,
Cheirar a luta nas canções contidas.
Tocar a alma, a forma, o instrumento.
Amar a vida, a fé e o sentimento,
Que é necessário para prosseguir…
Pois, se não houver sonhos construídos,
Qual o sentido em ter os sentidos
E não usá-los pra saber sentir?
Isabelly Moreira - São José do Egito
Fonte: Blog (ser) Tão Poeta
Existente em nós e em nossas vidas,
Pois assim sentiremos resistência
Ao encontrarmos sensações perdidas.
Enxergar o escuro em transparência,
Ouvir o som nas notas produzidas.
Saciar o sabor da existência,
Cheirar a luta nas canções contidas.
Tocar a alma, a forma, o instrumento.
Amar a vida, a fé e o sentimento,
Que é necessário para prosseguir…
Pois, se não houver sonhos construídos,
Qual o sentido em ter os sentidos
E não usá-los pra saber sentir?
Isabelly Moreira - São José do Egito
Fonte: Blog (ser) Tão Poeta
segunda-feira, 14 de novembro de 2011
Ai, quem me dera
Ai quem me dera, terminasse a espera
E retornasse o canto simples e sem fim...
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim
Ai quem me dera percorrer estrelas
Ter nascido anjo e ver brotar a flor
Ai quem me dera uma manhã feliz
Ai quem me dera uma estação de amor
Ah! Se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais
Ai quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afins
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim
Ai quem me dera ouvir o nunca mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E finda a espera ouvir na primavera
Alguem chamar por mim...
Vinícius de Moraes
E retornasse o canto simples e sem fim...
E ouvindo o canto se chorasse tanto
Que do mundo o pranto se estancasse enfim
Ai quem me dera percorrer estrelas
Ter nascido anjo e ver brotar a flor
Ai quem me dera uma manhã feliz
Ai quem me dera uma estação de amor
Ah! Se as pessoas se tornassem boas
E cantassem loas e tivessem paz
E pelas ruas se abraçassem nuas
E duas a duas fossem ser casais
Ai quem me dera ao som de madrigais
Ver todo mundo para sempre afins
E a liberdade nunca ser demais
E não haver mais solidão ruim
Ai quem me dera ouvir o nunca mais
Dizer que a vida vai ser sempre assim
E finda a espera ouvir na primavera
Alguem chamar por mim...
Vinícius de Moraes
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Pagina branca - Soneto
Meu coração se apressa em te lembrar
No raro encanto que teu olhar encerra
O calor do teu afago a me queimar
Restringindo a tortura dessa espera
Deusa de tuas noites, apenas quero
Enlanguescer perdida em teu abraço
Aspirar todo encanto, que com esmo
Ofereces no aconchego do teu regaço
Vem, leva o inverno que em mim mora
Quando da tua ausência, farta me vejo
Traz teu olhar, que meus sentidos aflora
Entontece-me com fúria do teu desejo
Toma meu sonho nos lençóis de cetim
Sou tua página branca, rabisca em mim
Gloria salles
No raro encanto que teu olhar encerra
O calor do teu afago a me queimar
Restringindo a tortura dessa espera
Deusa de tuas noites, apenas quero
Enlanguescer perdida em teu abraço
Aspirar todo encanto, que com esmo
Ofereces no aconchego do teu regaço
Vem, leva o inverno que em mim mora
Quando da tua ausência, farta me vejo
Traz teu olhar, que meus sentidos aflora
Entontece-me com fúria do teu desejo
Toma meu sonho nos lençóis de cetim
Sou tua página branca, rabisca em mim
Gloria salles
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Para Deborah Guimarães
Posso até me equivocar
Em versar sobre você
Mas pelo pouco que conheço
Acho que dá pra saber
Há coisas que a boca não fala
Só um gesto pode dizer
Só um gesto pode dizer
O quanto alguém é gente boa
Pode cair tempestade
Fazer sol, cair garoa
Nem a tristeza chega perto
Quando seu sorriso soa
Quando seu sorriso soa
Quem tá perto se contagia
Pois deus lhe deu esse dom
Do sorriso como magia
Que pra ser feliz toda vida
Siga esse dom como guia
Siga esse dom como guia
Que a todo mundo encanta
Pois vejo nos seus amigos
Que a alegria é tanta
Que ainda não vi tristeza
Que um sorriso não espanta
Queria de te falar mais
Perdão se não falei direito
As rimas foram bem simples
Mas saíram aqui do peito
E outo dia eu prometo
Que faço um verso bem feito
Deixo aqui a minha estima
Pra essa galega especial
pessoa de fina estampa
Uma bandeira fenomenal
Deixo escrito Deborah Guimarães
Em letreiro digital! Uau!
Mario Almeida
Esse é pra você Deborah
Em versar sobre você
Mas pelo pouco que conheço
Acho que dá pra saber
Há coisas que a boca não fala
Só um gesto pode dizer
Só um gesto pode dizer
O quanto alguém é gente boa
Pode cair tempestade
Fazer sol, cair garoa
Nem a tristeza chega perto
Quando seu sorriso soa
Quando seu sorriso soa
Quem tá perto se contagia
Pois deus lhe deu esse dom
Do sorriso como magia
Que pra ser feliz toda vida
Siga esse dom como guia
Siga esse dom como guia
Que a todo mundo encanta
Pois vejo nos seus amigos
Que a alegria é tanta
Que ainda não vi tristeza
Que um sorriso não espanta
Queria de te falar mais
Perdão se não falei direito
As rimas foram bem simples
Mas saíram aqui do peito
E outo dia eu prometo
Que faço um verso bem feito
Deixo aqui a minha estima
Pra essa galega especial
pessoa de fina estampa
Uma bandeira fenomenal
Deixo escrito Deborah Guimarães
Em letreiro digital! Uau!
Mario Almeida
Esse é pra você Deborah
terça-feira, 8 de novembro de 2011
O tempo dá, depois leva, Não devolve nunca mais.
Lembro dos meus vinte anos
No verdor da mocidade
Gozava a felicidade
De nada fazia planos;
Juntamente com meus manos
Eu dava saltos mortais
Hoje nos meus castiçais
Invés de luz vejo treva
O tempo dá, depois leva
Não devolve nunca mais.
Mote: Aloísio Lopes
Glosa: Léo Medeiros
Sobral, 03/10/2011.
Fonte: Blog de Leo Medeiros
Nossas brigas de amor já fazem parte, Do romance maior de nossas vidas
A distância pra nós foi um castigo
e castigados podemos aprender
que eu não posso existir sem ter você
e nem você ser feliz sem tá comigo
foi nas brigas que vi que não consigo
encontrar outra dama em minhas idas,
te botar no mural das esquecidas
nem mandar o que eu sinto pra o descarte
nossas brigas de amor já fazem parte
do romance maior de nossas vidas.
Nosso amor se tornou tão complicado
cada briga manchou nossos cartazes
porem logo em seguida vinham as pazes
pra botar-nos de novo lado à lado
Que é difícil um casal apaixonado
não rever suas falhas cometidas
pois diante de nossas despedidas
eu me vi quase a beira de um enfarte
nossas brigas de amor já fazem parte
do romance maior de nossas vidas.
Nossas brigas cessou nossos carinhos
Mas depois o amor curou as dores
Que um casal quando vive em mar de flores
Muitas vezes se furam com os espinhos
Se eu feri os meus pés pelos caminhos
Ao andar pelas zonas proibidas
Só você é quem cura tais feridas
Pois em ti encontrei meu baluarte
Nossas brigas de amor já fazem parte
Do romance maior de nossas vidas
Mote:Biu Salvino
Glosas:Welton Melo
Fonte: Blog de Leo Medeiros
e castigados podemos aprender
que eu não posso existir sem ter você
e nem você ser feliz sem tá comigo
foi nas brigas que vi que não consigo
encontrar outra dama em minhas idas,
te botar no mural das esquecidas
nem mandar o que eu sinto pra o descarte
nossas brigas de amor já fazem parte
do romance maior de nossas vidas.
Nosso amor se tornou tão complicado
cada briga manchou nossos cartazes
porem logo em seguida vinham as pazes
pra botar-nos de novo lado à lado
Que é difícil um casal apaixonado
não rever suas falhas cometidas
pois diante de nossas despedidas
eu me vi quase a beira de um enfarte
nossas brigas de amor já fazem parte
do romance maior de nossas vidas.
Nossas brigas cessou nossos carinhos
Mas depois o amor curou as dores
Que um casal quando vive em mar de flores
Muitas vezes se furam com os espinhos
Se eu feri os meus pés pelos caminhos
Ao andar pelas zonas proibidas
Só você é quem cura tais feridas
Pois em ti encontrei meu baluarte
Nossas brigas de amor já fazem parte
Do romance maior de nossas vidas
Mote:Biu Salvino
Glosas:Welton Melo
Fonte: Blog de Leo Medeiros
Eu sou pouco pra você
Sou tão pouco meu bem,sou quase nada!
sou somente um poeta sonhador
minha mãe foi uma santa abençoada
e papai não passou de um lavrador
me criei nesta vida um tanto dura
ajudando papai na agricultura
e vendo a seca torrar minha esperança
de lazer meu amor,não tive nada!
pois quem cresce no cabo de um enxada
não tem tempo se quer de ser criança.
Foi assim que eu passei a minha vida
sem direito a amar nem querer bem
e apesar da infância tão sofrida
não invejo viver de seu ninguém
nunca tive direito a um brinquedo
o que eu tinha era um calo em cada dedo
pra provar q eu cuidei da plantação
cultivei esta terra seca e dura
e apesar dessa vida de amargura
eu me orgulho em ser filho do sertão.
Apesar de também ser sertaneja
nós dois somos bastantes diferentes
sua vida foi dada de bandeja
você teve os melhores pretendentes
cada qual mais bem visto pelo povo
com dinheiro no banco,carro novo
e se quer algum dia passou fome
mas você se envolveu com este matuto
operário da roça,pobre e bruto
que mal sabe escrever o próprio nome.
Eu sou pobre meu bem,sem condição
mas por isso eu não sou um marginal
e nem penso em sair do meu sertão
pra viver nos porões da capital
o que eu quero é morar num pé de serra
retirando o sustento dessa terra
bem distante de um mundo sub humano
desenhar minha vida numa tela
e me casar com uma moça pura e bela
que me dê um menino todo ano.
Mas se tu realmente diz me amar
com total segurança e com certeza
e aceitar meu convite pra o altar
dando as costas pra o lucro e pra riqueza
vou trazer-te meu bem pra meu ranchinho
te tratar com amor e com carinho
da maneira que assim eu sempre fiz
que o amor sendo puro,a tudo encobre
e o mundo vai ver que um cabra pobre
também pode fazer mulher feliz.
Autor: Welton Melo
São José do Egito-PE, 02/11/201
Fonte:Blog de Leo Medeiros
sou somente um poeta sonhador
minha mãe foi uma santa abençoada
e papai não passou de um lavrador
me criei nesta vida um tanto dura
ajudando papai na agricultura
e vendo a seca torrar minha esperança
de lazer meu amor,não tive nada!
pois quem cresce no cabo de um enxada
não tem tempo se quer de ser criança.
Foi assim que eu passei a minha vida
sem direito a amar nem querer bem
e apesar da infância tão sofrida
não invejo viver de seu ninguém
nunca tive direito a um brinquedo
o que eu tinha era um calo em cada dedo
pra provar q eu cuidei da plantação
cultivei esta terra seca e dura
e apesar dessa vida de amargura
eu me orgulho em ser filho do sertão.
Apesar de também ser sertaneja
nós dois somos bastantes diferentes
sua vida foi dada de bandeja
você teve os melhores pretendentes
cada qual mais bem visto pelo povo
com dinheiro no banco,carro novo
e se quer algum dia passou fome
mas você se envolveu com este matuto
operário da roça,pobre e bruto
que mal sabe escrever o próprio nome.
Eu sou pobre meu bem,sem condição
mas por isso eu não sou um marginal
e nem penso em sair do meu sertão
pra viver nos porões da capital
o que eu quero é morar num pé de serra
retirando o sustento dessa terra
bem distante de um mundo sub humano
desenhar minha vida numa tela
e me casar com uma moça pura e bela
que me dê um menino todo ano.
Mas se tu realmente diz me amar
com total segurança e com certeza
e aceitar meu convite pra o altar
dando as costas pra o lucro e pra riqueza
vou trazer-te meu bem pra meu ranchinho
te tratar com amor e com carinho
da maneira que assim eu sempre fiz
que o amor sendo puro,a tudo encobre
e o mundo vai ver que um cabra pobre
também pode fazer mulher feliz.
Autor: Welton Melo
São José do Egito-PE, 02/11/201
Fonte:Blog de Leo Medeiros
Não existe quem viva sem saudade, Nem saudade que dure sem razão.
Quando a tormenta viaja ao seu encontro
E você põe-se a pagar pelos castigos
Ao chorar você pede o reencontro
Ora a Deus pra ter por perto os amigos
Agradece por tê-los como abrigos
Sente firmeza por eles serem teu chão
Já não tendo mais mágoa no coração
Cai a tormenta, reina a felicidade
Não existe quem viva sem saudade
Nem saudade que dure sem razão.
Autor desconhecido
E você põe-se a pagar pelos castigos
Ao chorar você pede o reencontro
Ora a Deus pra ter por perto os amigos
Agradece por tê-los como abrigos
Sente firmeza por eles serem teu chão
Já não tendo mais mágoa no coração
Cai a tormenta, reina a felicidade
Não existe quem viva sem saudade
Nem saudade que dure sem razão.
Autor desconhecido
segunda-feira, 7 de novembro de 2011
SOU MATUTO NORDESTINO
SOU MATUTO NORDESTINO
E NÃO SEI FALAR BONITO
EU DIGO TUDO QUE PENSO
FALO TUDO QUE ACREDITO
EU NÃO SEI FICAR CALADO
SOU UM VAQUEIRO APAIXONADO
DE SÃO JOSÉ DO EGITO.
(Tonny Vaqueiro)
E NÃO SEI FALAR BONITO
EU DIGO TUDO QUE PENSO
FALO TUDO QUE ACREDITO
EU NÃO SEI FICAR CALADO
SOU UM VAQUEIRO APAIXONADO
DE SÃO JOSÉ DO EGITO.
(Tonny Vaqueiro)
domingo, 6 de novembro de 2011
Uma Paixão Pra Santinha
Jessier Quirino
Xanduca de Mané Gago
Tinha querença mais eu
Me vestia de abraço
Bucanhava os beiço meu
Era aquele tirinete
Parecia dois colchete
Eu in nela e ela in nêu.
No apolegar das tetas
Nos chamego penerado
Nas misturação das perna
Nos cafuné do molengado
Nos beijo mastigadinho
Nos açoite de carinho
Nós era bem escolado.
Era aquele tudo um pouco
Era aquela amoridade
Mas faltava na verdade
Sensação de friviôco
Um querer, uma pujança
Daquela que dá sustança
Na homencia do cabôco.
No dia que`u vi Santinha
Sobrinha do sacristão
O bangalô do meu peito
Se enfeitou feito um pavão
Foi quando esqueci Xanduca
Sem mágoa sem discussão
Pois vimos que nós só tinha
Uma paixãozinha mixa
Uma jogada de ficha
Uma piola de paixão.
Santinha é a indivídua
Que misturou meu pensar
Que me deixou friviando
Sem nem sequer me olhar
Matutinha aprincesada
Mulher de voz aflautada
Olhosa de se olhar
Fulô de beleza fina
É a tipa da menina
Que se deseja encontrar.
Mas Santinha é quase santa
Nem percebe o meu amor
Não tem na boca um pecado
Tem o beicinho encarnado
Pintado a lápis de cor
Só tem olhos pra bondade
Mas não faz a caridade
De enxergar um pecador.
Ah! se eu fosse um monsenhor
Um padre, um frei, um vigário
Eu achucalhava os sino
De riba do campanário
Eu abria o novenário
Eu enfeitava um andor
Botava ela impezinha
Feito uma santa rainha
Padroeira dos amor.
Arranjava um pedestal
Um altar um relicário
Chamava todas carola
Chamava todo igrejário
E dizia em toda altura
Com voz de missionário:
Oh! minha santa Santinha!
Tire este manto celeste
Saia deste relicário
Olhe pra mim e garanta
Que vai deixar de ser santa
Que`u deixo de ser vigário!
Xanduca de Mané Gago
Tinha querença mais eu
Me vestia de abraço
Bucanhava os beiço meu
Era aquele tirinete
Parecia dois colchete
Eu in nela e ela in nêu.
No apolegar das tetas
Nos chamego penerado
Nas misturação das perna
Nos cafuné do molengado
Nos beijo mastigadinho
Nos açoite de carinho
Nós era bem escolado.
Era aquele tudo um pouco
Era aquela amoridade
Mas faltava na verdade
Sensação de friviôco
Um querer, uma pujança
Daquela que dá sustança
Na homencia do cabôco.
No dia que`u vi Santinha
Sobrinha do sacristão
O bangalô do meu peito
Se enfeitou feito um pavão
Foi quando esqueci Xanduca
Sem mágoa sem discussão
Pois vimos que nós só tinha
Uma paixãozinha mixa
Uma jogada de ficha
Uma piola de paixão.
Santinha é a indivídua
Que misturou meu pensar
Que me deixou friviando
Sem nem sequer me olhar
Matutinha aprincesada
Mulher de voz aflautada
Olhosa de se olhar
Fulô de beleza fina
É a tipa da menina
Que se deseja encontrar.
Mas Santinha é quase santa
Nem percebe o meu amor
Não tem na boca um pecado
Tem o beicinho encarnado
Pintado a lápis de cor
Só tem olhos pra bondade
Mas não faz a caridade
De enxergar um pecador.
Ah! se eu fosse um monsenhor
Um padre, um frei, um vigário
Eu achucalhava os sino
De riba do campanário
Eu abria o novenário
Eu enfeitava um andor
Botava ela impezinha
Feito uma santa rainha
Padroeira dos amor.
Arranjava um pedestal
Um altar um relicário
Chamava todas carola
Chamava todo igrejário
E dizia em toda altura
Com voz de missionário:
Oh! minha santa Santinha!
Tire este manto celeste
Saia deste relicário
Olhe pra mim e garanta
Que vai deixar de ser santa
Que`u deixo de ser vigário!
Assinar:
Postagens (Atom)
